Capítulo 50. Sob minha proteção

523 Palavras
Oliver dirigia rapido, tenso. Seu olhar se dividia entre a rua em sua frente e Clarice adormecida no banco de trás. Corvo alcança o carro de Oliver, não diz nada, apenas acena e Oliver acena de volta indicando que ele pode ir, está tudo sob controle. Ele chega em casa e entra com o carro, fica uns segundos parado tentando entender tudo que aconteceu, a adrenalina ainda fervia em seu corpo, ele olhou para trás, Clarice deitada de lado no banco traseiro, com os cabelos ruivos espalhados pelo couro do banco do carro, o vestido florido em que usava meio amassado, o semblante calmo de quem dormia profundamente. Oliver aplicou um sedativo forte o suficiente para fazê-la dormir por umas oito horas seguidas, porém fraco o suficiente para não fazer m*l a ela. Clarice ia dormir bastante, mas não sentiria nada além de fome e corpo mole quando acordasse. Oliver pegou Clarice com facilidade, subiu as escadas, seu quarto ainda não estava pronto e ele se irritou por isso, há colocou no quarto de hóspedes. O quarto era grande, aconchegante, cama de casal, ar condicionado e aquecedor, banheiro com banheira e três chuveiros, frigobar e televisão grande. Não era o que ele queria, mas é o que tinha a oferecer por enquanto. Se abaixou devagar e a colocou deitada, tirou seus sapatos, ligou o ar e a cobriu. Se sentou na cama e ficou longos quarenta minutos observando Clarice. Os cabelos ruivos cacheados, a pele clara repleta de sardas, o nariz delicado, o contorno da sua boca. Era fascinante. O vestido que ela usava era longo, porém de alças finas, o que deixava seu colo e ombros a mostra, Oliver se perdeu um bom tempo olhando ali. Se inclinou afastando uma mecha de cabelo dela e prendendo atrás da orelha. Oliver não resistiu, caiu na tentação que ela era. Se abaixou e cheirou seu pescoço, e foi nocauteado pela sensação, o cheiro era doce...doce demais para Oliver aguentar. Ele passou a ponta dos dedos pelo maxilar, descendo até o pescoço delicado. Oliver sabia que não deveria, não podia, mas estava tão alucinado em tê-la tão perto que não raciocinava. Oliver levo a boca até o rosto dela e beijou sua bochecha, Clarice não se mexeu. Ele então desceu beijos delicados por seu pescoço, ombros, colo. Oliver estava embreagado pela sensação e só percebeu o que fazia quando Clarice se mexeu levemente. Ele parou. Parou com os lábios centímetros acima de seus s***s. Ele piscou algumas vezes como se tivesse acordado de um transe. Se afastou. Respirando profundamente. Ele queria...a como queria ter ela, beijar cada parte do seu corpo. Mas não. Assim não, nunca, nunca assim. Oliver se levantou e ajustou o edredom sobre ela,saiu em passos lentos, trancou a porta. Desceu as escadas quase correndo. Foi pra cozinha, lavou o rosto na pia esfregando várias vezes com a água gelada. — Merda...— Murmurou. Não era pra ser assim, ela...ela vai me temer agora. Oliver ficou um bom tempo se encarando no espelhado da porta da geladeira. Ele não estava desesperado como deveria, estava... satisfeito, pois Clarice finalmente estava sob sua proteção.
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