Brany não conseguia tirar os olhos dela. Sentado em sua sala envidraçada no 23º andar, ele observava Catarina andando de um lado para o outro do escritório, segurando uma pasta vermelha, os saltos precisos cortando o silêncio como navalhas. Ela estava com os cabelos presos, o rosto impecável, o olhar impassível. Mas ele sabia. Sabia porque aquela noite tinha voltado a rondar nos olhos dela. Havia desejo ali. Havia uma ferida aberta que ainda ardia, e era isso que o enchia de um poder que ele já havia conhecido antes: Catarina Vasconcelos ainda o queria. Mas agora tinha um novo inimigo. E ele vinha do próprio sangue. Alex Montez não era o tipo de homem que se apaixonava. Ele possuía. Tomava. Era frio, metódico, e tinha um dom peculiar para descobrir o ponto fraco das pessoas — e usá-lo co

