O apartamento de Catarina estava mergulhado em uma penumbra serena, iluminado apenas pela luz indireta de abajures estrategicamente posicionados. A cidade, do lado de fora, rugia em sua pressa noturna, mas ali dentro, o tempo parecia congelado. Catarina estava de vestido preto justo, maquiagem sutil, mas marcante. Pronta para o jantar com Alex, pronta para manter o controle, pronta para o jogo — até a campainha tocar. Ela se virou lentamente, já sabendo quem era. Só havia um homem capaz de quebrar sua concentração daquele jeito. Abriu a porta com firmeza. Brany. Ele não sorriu. Apenas entrou sem pedir permissão, como se ainda tivesse algum direito sobre ela, como se aquele território ainda fosse seu. Seus olhos estavam sombrios, famintos, dilacerados por algo que nem ele compreendia d

