Brany ficou ali, parado no meio do quarto como se tivesse sido arrancado de si mesmo. O corpo ainda exalava o perfume de Catarina, a cama desfeita era prova do que tinham feito, mas nada daquilo aquecia seu peito. Pelo contrário — o gelo crescia dentro dele. Aquela mulher o possuía e o quebrava ao mesmo tempo. E pior, agora Alex estava na linha de fogo. Ele se vestiu devagar, ainda tentando entender onde estava o limite entre o desejo e a humilhação. Quando desceu até a garagem, os olhos pesados e o coração latejando, viu o carro de Alex arrancar com velocidade. Era tarde demais para conversar com o irmão. E cedo demais para admitir que estava perdendo tudo de novo. Alex dirigia como um louco pelas avenidas escuras. Os faróis dos carros viravam borrões. A fúria pulsava em seu pescoço, no

