Os Três Lados da Guerra

1260 Palavras

Na manhã seguinte, Catarina despertou com a cabeça encostada no ombro de Samuel. O sol entrava tímido pelas janelas, como se temesse o que encontraria naquela casa. Ela respirou fundo, puxando o ar como quem precisava de coragem. Samuel estava acordado, mas não se movia. Respeitava o silêncio dela. Respeitava tudo nela, mesmo o que mais doía. — Você não dormiu? — ela perguntou, ainda com a voz rouca. — Dormi o suficiente. Quis estar aqui caso você precisasse. Ela o olhou, e por um momento, desejou que fosse simples. Que pudesse amá-lo como ele merecia ser amado. Mas amor, para ela, era faca. — Obrigada, Samuel. De verdade. Ele sorriu. Não com expectativa, mas com ternura. A ternura de quem sabia que o amor verdadeiro, às vezes, não tem recompensa. Na empresa, a tensão era palpável.

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