Brany não conseguia respirar direito. Estava trancado no próprio quarto, luzes apagadas, o som abafado da cidade entrando pela janela semiaberta. O relatório em cima da cama tremia em suas mãos — não por vento, mas pelo peso das palavras que acabara de ler. Alex. O irmão que ele tentou defender, com quem cresceu dividindo segredos e medos. Alex era brilhante, persuasivo, calculista. Mas era também dissimulado, frio, e — agora Brany tinha certeza — perigosamente manipulador. A documentação não mentia. Movimentações de contas vinculadas a nomes fantasmas, desvios silenciosos de fundos da empresa, contratos falsos assinados com empresas fantasmas que, no fim, levavam a contas no exterior. Tudo com a digital de Alex. Brany fechou os olhos, jogando o corpo contra o colchão. Aquilo não er

