Iris González
Depois do jantar, nos acomodamos no sofá da sala, com o filme rolando na TV, mas minha mente estava longe dali. Domenico estava ao meu lado, acariciando meus cabelos suavemente. Seu toque era tranquilo, mas meu coração estava inquieto. Eu ainda pensava sobre o que ele me propôs mais cedo.
A ideia de trazer minha família para a Itália era uma das coisas mais difíceis de aceitar, principalmente porque eu sabia que, por mais que o restaurante fosse bom, o salário não seria o suficiente para cobrir as despesas de uma viagem tão grande.
Seis meses já haviam se passado desde que eu deixei minha família na República Dominicana, e a saudade de casa estava começando a pesar mais do que eu imaginava. Sentia falta do abraço de minha mãe, do sorriso do meu pai, das conversas com meus irmãos. Tudo isso parecia tão distante agora. Queria tanto poder abraçá-los, mas sabia que não conseguiria fazer isso sozinha.
Domenico percebeu que eu estava distante e me puxou mais para perto, me acomodando sobre o seu peito. Ele passou as mãos pela parte inferior das minhas costas, e o toque dele, tão delicado, me trouxe de volta à realidade.
— O que você está pensando, tesoro? — Sua voz suave e atenta me fez suspirar. Eu me ajeitei melhor, olhando para ele.
— Estava pensando no que você disse… — Minha voz saiu mais baixa, porque eu sabia que o que estava em minha cabeça era um pouco mais complicado do que eu queria admitir.
Domenico não falou nada de imediato, apenas afastou uma mecha de cabelo do meu rosto e segurou minha nuca com carinho, o olhar intenso fixo em mim.
— Não se preocupe com isso, amore mio. Pense com calma, no seu tempo. — Ele disse, e suas palavras foram como um bálsamo para a minha alma.
Eu me senti mais tranquila, mas a inquietação ainda estava lá, dentro de mim, me consumindo aos poucos. Sorri fraco, agradecendo-o de forma silenciosa, e ele me deu um beijo suave na testa.
Mas, antes que pudéssemos continuar em paz, o celular de Domenico tocou. Ele fez uma careta, claramente não querendo atender, mas esticou a mão e pegou o aparelho.
— É minha mãe… — Ele disse, e logo atendeu. Ele disse poucas coisas como "Estou com Iris" e "aviso para ela" que me deixaram curiosa.
— Tudo bem? — perguntei, curiosa, sabendo que a conversa tinha sido breve.
— Sim, estava convidando você para um jantar — ele disse, com um sorriso discreto, como se estivesse se divertindo com a minha reação.
Fiquei um pouco nervosa. Não sabia como agir diante da família de Domenico, especialmente com o quanto ele falava sobre ela.
— Ay dios mío, o que eu faço? Eu preciso fazer algo? — perguntei, meu tom mais ansioso do que eu queria.
Domenico soltou uma risada baixa e me puxou ainda mais para perto. Ele colocou suas mãos sobre minha cintura, como se me protegesse de minhas próprias inseguranças.
— Não precisa fazer nada, amore mio. Só seja você mesma. Você é perfeita assim, não precisa agradar ninguém. — Ele disse com uma confiança que me fez sorrir, mas ainda me deixou com uma ponta de insegurança.
— Em que momento me apaixonei por você, Domenico? — perguntei, e ele riu, seu sorriso tão caloroso quanto sua voz.
— Não sei, mas sei que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — Ele respondeu, e, ao ver a sinceridade em seus olhos, senti uma onda de carinho por ele invadir meu peito.
Me levantei um pouco e me sentei em cima de Domenico, ajeitando meu cabelo. Ele me segurou pela cintura, puxando-me mais para perto, e senti uma tensão crescente entre nós, algo carregado de desejo.
— Cuidado, mia principessa… — Ele sussurrou, seu olhar fixo no meu. — Se você continuar me provocando, depois não vai aguentar.
Ri suavemente, sabendo exatamente o que estava fazendo.
— Não sei do que você está falando… — falei, tentando manter uma expressão inocente, mas o sorriso travesso nos meus lábios entregava minha intenção.
Domenico se ergueu um pouco, pressionando suas mãos na minha cintura, um pouco mais firme. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo, e eu também.
— Você gosta de me provocar, não é? — Ele disse, a voz mais baixa, como se estivesse perdido naquele jogo de sedução.
Senti o desejo aumentar entre nós. Sem pensar, respondi, deixando o espanhol fluir naturalmente dos meus lábios:
— Me gusta provocarte. — Aquelas palavras saíram com um tom sensual, e o efeito foi imediato.
Domenico congelou, e seu olhar se intensificou de uma forma que me fez perceber o poder que eu tinha sobre ele. Ele me segurou pela nuca, puxando-me para mais perto, e disse, com a voz rouca:
— Fala em espanhol de novo.
Eu ri baixinho, sabendo que estava começando a perder o controle sobre ele. No entanto, aproveitei o momento para provocá-lo ainda mais.
— ¿Te gusta cuando hablo en español? — perguntei, a voz carregada de provocação.
Domenico fechou os olhos, e eu pude ver claramente como ele estava se esforçando para manter o controle. Sua respiração ficou mais pesada, e seu corpo parecia reagir ao som do meu espanhol.
— Não entendi nada, mas… sim. — Ele respondeu, com a voz rouca, e eu sabia que ele estava completamente perdido.
Meu riso foi alto, e não pude evitar a alegria ao vê-lo tão hipnotizado. Ele não estava mais no controle, e eu estava adorando ver esse lado dele.
— Você é a minha alegria, Domenico. — Sussurrei, olhando-o nos olhos, e senti um arrepio de prazer ao ver a intensidade em seu olhar. Ele estava completamente rendido, e eu sabia que tinha o poder de controlá-lo com apenas uma palavra.
Domenico me puxou para um beijo, com uma urgência que quase me assustou, e eu me entreguei a ele, sentindo sua paixão, seu desejo. Ele estava completamente rendido, e isso me dava uma sensação de poder e prazer que eu não conseguia ignorar.
Nos beijamos por um longo tempo, e eu sabia que ele estava completamente cativo. Cada toque, cada palavra que saía de minha boca, parecia tê-lo levado mais fundo na minha teia. Eu sorri por dentro, sabendo que, com apenas um toque de provocação, eu havia conquistado o homem dos meus sonhos. E, naquele momento, ele era todo meu.