A noite estava fria, mas isso não impedia Tom Riddle de passar a madrugada acordado estudando runas antigas. Davina dormia tranquila em sua cama, mesmo ele tendo convencido a garota de dormir em seu quarto não haviam feito nada, apenas conversaram por algum tempo e ela dormiu.
Por um breve momento o moreno encarou a garota em sua cama, não sabia o que estava sentindo, nunca havia se sentido desta maneira. Aproveitou que ela estava dormindo e pegou seu diário que estava escondido.
“Hogwarts, 28 de fevereiro de 1944
Isso é uma grande estupidez! Estou há quase um ano procurando objetos preciosos para conseguir alcançar um dos maiores feitos no mundo.
Tenho medo que Davina descubra o que eu fiz durante o semestre passado, ela jamais me perdoaria. Essa coisa que está acontecendo entre nós me assusta... ela não parece com as outras garotas que já me relacionei.
Mas sei que ela será útil um dia, sua compaixão e fidelidade podem me ajudar no futuro. Jamais pensei que gostaria de ter um futuro ao lado de alguém, mas quando eu estiver no topo, quero que ela esteja ao meu lado."
O rapaz logo deitou-se ao lado da senhorita Wezen e a abraçou forte, sentiu que seu corpo estava quente, talvez porque estivesse há quase duas horas no frio de seu quarto.
Pela manhã Davina acordou mais cedo que o rapaz, o encarou e sorriu. Reparou que os cabelos escuros do rapaz estavam totalmente bagunçados, levantou-se e usou o banheiro. Ainda estava muito cedo, ela só queria poder dormir até mais tarde durante a semana.
Logo voltou para a cama e distribuiu alguns beijos no rosto do garoto, Tom m*l havia dormido durante à noite mas não reclamaria por ser acordado desta maneira.
— Bom dia. — Lhe deu outros beijos.
— Mmm... bom dia. — Sorriu de lado e a puxou para perto.
— Dormiu tarde?
— Uhum. — Deitou sua cabeça em seu ombro.
— Quer que eu te deixe dormir mais?
— Não, só preciso lavar o rosto. — O moreno entrou no banheiro e logo voltou — Viu? Novo em folha.
— O que água não faz? — Sorriu o olhando.
— Hum, você dormiu bem? — perguntou se jogando ao seu lado.
— Melhor impossível, mesmo que tenha me obrigado a dormir com você.
— Obriguei? Achei que gostasse da minha companhia.
— Eu gosto.
— Então? — A encarou.
— Sabe Tom Riddle, você me intriga. — Sentou-se e acariciou seus cabelos.
— Por que? Senhorita Wezen.
— Não sei ao certo, uma hora você é todo fofo, depois é seco. Bem inconstante, não acha?
— O que espera de mim?
— Não sei ainda, deveria esperar algo?
— Por que estamos falando sobre isso?
— Jogando papo fora. — Sorriu.
Os dois ficaram em silêncio por um breve momento, Tom tentava decifrar a garota ao máximo, mesmo que isso o incomodasse. Talvez fosse por isso que gostava dela, Davina era um constante mistério que o rapaz queria desvendar.
— Davina?
— Hum?
— Me beija?
— Como? — Sorriu o olhando.
— Com a boca, sabe como fazer.
— Adoro a sua sensibilidade.
— É uma qualidade, não? — perguntou sentando ao seu lado.
— É péssimo. — Riu fraco — Não acha que isso está fácil demais?
— Como? — A morena sorriu debochada.
— Adoro seu cabelo assim. — O arrumou para trás e sorriu — Está cansado?
— Não, por quê?
— Dormiu tarde.
— Não é a primeira vez que durmo tarde, amor. — Davina sorriu com o comentário do rapaz.
— Está doente?
— Não, por quê?
— Me chamou de amor.
— Olha só, está corada. — O rapaz riu fraco com a situação — Fica bonita assim.
— Para! — Cobriu o rosto.
— Não gosta de elogios? Deveria estar acostumada com eles.
— Não gosto que façam isso, fico constrangida.
— Ah meu amor. — Sorriu e a puxou para seu colo — Me desculpa?
— Riddle!
— Não vou me cansar disso. — Antes que ela pudesse dizer algo ele a beijou — Você está mexendo comigo, Davina.
— Isso é r**m?
— Não sei ao certo, nunca me senti assim.
— Você gosta?
— Sim.
A morena sorriu e o beijou novamente, desta vez sequer pararam para respirar um pouco. Tom a puxava para perto, mesmo Davina tentando manter o controle o rapaz sabia como deixá-la animada com a situação.
A garota sorriu com as mãos do rapaz tentando entrar para dentro de sua camiseta, decidiu deixar seus desejos tomarem o controle de seu corpo apenas por algum tempo e tirou a camiseta do rapaz.
— Quanta audácia, senhorita Wezen — sussurrou. — Eu posso? — Deslizou suas mãos mais para cima.
— Pode. — O rapaz apertou seus s***s com certa força e beijou seu pescoço — Deita.
— O que?
— Deita. — Ajeitou-se dando espaço para ele deitar.
— O que vai fazer?
— Shi.
Davina o beijou sem parar, não sabia ao certo o que iria fazer, mas queria sentir seu corpo como ele sentia o dela. Aos poucos deslizou os beijos para o pescoço do rapaz o fazendo arrepiar, Riddle arfou e suspirou tentando controlar sua respiração.
A garota estava em êxtase com a situação, mesmo nunca estando sob o “controle" antes, sentia-se segura com o rapaz. Em poucos segundos deslizou suas mãos sob o abdômen do sonserino e se aproximou de seu m****o.
— Davina?
— Hum?
— O que vai fazer? — Inclinou-se com calma e o encarou.
— Não quer?
— Eu quero... muito, mas não estamos indo muito depressa?
— Podemos parar. — Deslizou sua mão por cima de sua calça e apertou seu m****o, o rapaz suspirou novamente e mordeu seu lábio, queria ter total controle da situação mesmo que fosse quase impossível.
— Não brinque comigo — murmurou.
— Por que?
— Já ouviu aquela expressão, não brinque com fogo para não se queimar?
— E se eu quiser me queimar?
— Tentador. — A beijou — Posso te ajudar com isso.
— Como? — Mordeu seus lábios.
— Pega.
— Assim? — Apertou o m****o do rapaz por cima da calça o fazendo soltar um gemido tímido de dor.
— Assim é melhor. — Pegou sua mão e a colocou dentro de sua calça — Pega. — Ela o obedeceu.
A morena sentiu seu rosto queimar, jamais pensou em tocar em Riddle ou em qualquer outro rapaz desta maneira.
— O que eu faço?
— Está com vergonha? — A garota apertou seus lábios e olhou para o lado — Se não estiver à vontade, para.
— Não, está tudo bem. — O beijou tentando fazer alguns movimentos leves.
— Assim. — Segurou sua mão devagar e a ajudou — Ah, isso é ótimo.
Davina estava tentando descobrir como dar prazer ao rapaz, como ele havia feito na noite do baile. Sentiu seu m****o ficar um pouco úmido, estranhou aquilo mas não parou.
A garota beijou seu tórax e desceu sem parar os movimentos, Tom arfou e mordeu os próprios lábios, não queria se entregar tão de pressa ao prazer que estava sentindo. Riddle acariciou seu rosto e sorriu, sabia muito bem aonde isso daria e não pretendia fazer a garota parar.
— Posso tirar?
— Uhum. — Tom apertou os olhos e deixou um gemido escapar. A garota estava adorando a situação, o rapaz estava literalmente em suas mãos, ela tirou sua calça aos poucos e o encarou enquanto o estimulava.
— Isso está bom?
— Incrível, não para. — Davina aproximou-se de seu ouvido e sussurrou algumas palavras que o fez sorrir.
— Quero te sentir.
— E vai. — Apertou os lábios e contraiu seu abdômen — Davina. — Puxou as cobertas para cima de seus corpos e a beijou novamente.
— Minha mão está suja. — Riu fraco.
— Quer ir lavar? — Beijou seu pescoço com calma.
— Não vai cortar o clima?
— Não tem nada que corte o t***o que estou agora. — A garota riu e voltou para o quarto — Vem aqui, é minha vez.
— Que horas são? — Deitou-se sob o rapaz e o beijou.
— Hum... sete, oito? Não importa.
— Vamos nos atrasar.
— Podemos esquecer isso hoje. — Deslizou sua mão por dentro de sua calcinha — O que me diz?
— Seja rápido, faltam vinte minutos para o café.
— Assim não tem graça.
— Deveria ter?
— Quero que seja bom. — Introduziu um de seus dedos na garota — Gosta disso?
— Machuca um pouco.
— Vou fazer que seja bom.
(...)
Após uma manhã bem agitada Riddle passava horas e horas dentro da biblioteca, queria aproveitar ao máximo seu tempo em Hogwarts. Por um breve momento encarou os alunos em volta, alguns copiavam páginas e mais páginas dos livros, sequer se davam ao trabalho de ler o que estavam copiando “patéticos", pensou enquanto ia em busca de outro livro na grande estante.
Quanto mais se afastava dentro dos corredores, mais alto alguns cochichos ficaram. Em dias normais ele ignoraria o que estava acontecendo do outro lado do corredor, mas uma voz familiar chamou sua atenção.
— Eu sei muito bem que não passou a noite em nosso quarto.
— Você deve estar ficando maluca, está pintando os cabelos novamente?
— Não ouse caçoar da minha inteligência, estava com o Riddle, não estava?
— Eu estava deitada ao seu lado, Winky.
— Não mesmo, quando me levantei para tomar água você não estava lá, somente seus pertences. Vocês transaram? Meu Merlin, Davina! Como foi?
— Você está delirando. — A morena insistia em mentir, mesmo que estivesse estampado em seu rosto sua mentira.
— Pode falar, não vou contar para ninguém. Ele é bonito? Você viu ele nú? — Riddle parecia bem interessado na conversa, mesmo tentando disfarçar o que estava fazendo com o livro aberto em suas mãos.
— Winky! Não quero falar sobre essas coisas.
— Então vocês fizeram? Ah, eu sabia!
— Não! Nós não fizemos nada demais.
— Então fizeram algo? Como foi?
— Se eu contar você para de me importunar?
— Sim. — Davina suspirou e pensou no que contaria, estava mais envergonhada do que nunca. Mas sabia que a ruiva não pararia de fazer perguntas se ela não falasse nada.
— Nós discutimos no corredor enquanto Fitz e eu voltamos para nossas comunais. — Riddle revirou os olhos e continuou a ouvir — Depois ele me convenceu de que precisávamos conversar e fomos para a comunal dos monitores.
— E? s**o de reconciliação é ótimo. — O rapaz assentiu enquanto tentava segurar sua risada.
— Você me mata Winky. — Davina abriu seu livro e folheou suas páginas — Hoje de manhã nós ficamos conversando.
— E? — A ruiva parecia estar querendo saber como salvar uma vida de tão empolgada que estava.
— Nos beijamos e... que vergonha! Eu toquei o Tom. — Winky estava boquiaberta, deixou até uns grunhidos escaparem.
— Eu não sabia que era tão s****a! — Riddle apertou os lábios, estava adorando a situação — Você viu o...? Você sabe.
— Sim, Winky.
— Merlin! Gostou? Como é?
— Deveria pedir para ele te mostrar.
— Claro que não! Vocês são namorados, eu não sou desse tipo.
— Namorados? — Tom estava com uma expressão de total confusão, não muito diferente da morena.
— Sim, vocês já se tocaram. Ele te tocou?
— Algumas vezes, mas nada demais.
— Como assim nada demais? Você gozou?
— Winky! Para.
— Sim ou não?
— Acho que sim.
— Então! Ouvi dizer que se o m****o do rapaz for grande pode te machucar.
— Tom não me machucaria.
— Então é grande? — Riddle sorriu.
— Não quero falar sobre isso. — Davina puxou um dos livros que estava em sua frente, o moreno a encarou e piscou a fazendo corar — Ai meu Merlin! — Tom saiu rápido do corredor a deixando paralisada.
— O que? — Winky olhou pela brecha que a amiga encarava.
— Ah, eu preciso ir.
— Mas íamos jantar.
— Eu te encontro no salão.
— Sempre me abandona.
Davina caminhou apressada entre as grandes estantes de livros, mesmo que Riddle não estivesse tentando se esconder, ele parecia ter desaparatado ali mesmo.
Em poucos minutos de busca ela o encontrou na sessão de trouxas, estava pronta para dar o maior sermão que conseguisse pensar naquele momento.
— Eu vou te m***r.
— Está brava? — Sorriu debochado.
— Não! Mas não era para ter escutado aquilo.
— Estavam falando de mim, me ofendi um pouco, como assim acha que gozou? Escutei seus gemidos, vou ter que fazer de outra maneira.
— Você está me ouvindo? Não diga essas coisas aqui.
— Ah, senhorita Wezen. — Apoiou seu livro na estante e a puxou — Posso te fazer gozar agora, se quiser — sussurrou em seu ouvido.
— Vocês me matam de vergonha. — Suspirou.
— Eu gosto de me divertir à sua custa. — Sorriu a soltando.
— Eu mereço.
— Estava certa.
— O que?
— Eu não te machucaria, fico feliz que saiba disso.
A garota o encarou confusa, achava que ele ainda estava falando sobre s**o. Mesmo que o real motivo fosse as barbaridades que Riddle já havia feito, machucar Davina jamais seria uma de suas ações.
— Pode parar?
— Claro. — Pegou seu livro e a analisou — Essa fita fica bonita em você.
— Obrigado. — Os dois caminharam para fora do corredor calmamente.
— Davina?
— Hum?
— Posso fazer uma coisa louca?
— O que? — O rapaz segurou sua mão firme e a puxou para fora da biblioteca.
O casal caminhou desta maneira por todo o castelo até chegarem ao salão principal, todos os olhares curiosos estavam sob os sonserinos. A maioria estranhou a situação, Tom jamais havia feito isso com outra garota, o que Davina tinha de tão especial para ele?
— Até depois, senhorita Wezen. — A deixou com os amigos e caminhou tranquilamente para o local onde costumava ficar.
— É, você está babando por ela. — Abraxas zombou do colega.
— Como?
— Você sabe, espero que ao menos já tenha a tocado.
— Davina não é assim.
— Elas nunca são. — O loiro sorriu — Espero que seu romance não atrapalhe seus planos futuros.
— Não se preocupe, eu sei muito bem como separar as coisas.
— Não duvido, mas acha mesmo que ela vai te apoiar quando souber da verdade? Ser ingênuo não combina com você, Riddle.
O moreno suspirou e encarou a sonserina que sorria e brincava com os amigos, jamais permitiria que nada acontecesse mesmo sabendo que seria arriscado contar tudo a ela, pensaria na melhor maneira possível para fazer isso.
Até agora a única coisa realmente boa além de Hogwarts que havia acontecido em toda sua vida, era a companhia da garota que o admirava, mesmo sem saber o quão mau ele poderia ser.