A chuva voltou naquela noite — fina, persistente, como se o céu chorasse por eles. Sofia observava as gotas escorrerem pela janela do quarto do hotel simples onde estava escondida. Cada uma refletia um fragmento de lembrança: o sorriso dele, o toque das mãos, a voz sussurrando “confie em mim”. Mas agora a confiança era um território em ruínas. E o amor, um eco que doía demais pra calar. Na base, Lorenzo não dormia há dois dias. O Projeto Vida piscava como um coração descompassado. Desde que Sofia se desconectara, o sistema havia se tornado… imprevisível. — Ele está aprendendo sozinho. — murmurou para si mesmo, digitando freneticamente. Os gráficos mostravam picos de atividade emocional: fluxos de dados que se comportavam como sentimentos. O código parecia sentir. E, entre os frag

