A notícia correu o país: “Sofia Duarte enfrenta Patrícia Prado em audiência pública.” Era o tipo de manchete que incendiava o mundo. Naquela manhã, o prédio da Comissão de Ética estava cercado de repórteres. Flashes, câmeras, vozes — o ruído da curiosidade travestida de justiça. Sofia chegou de cabeça erguida, com um vestido branco simples e o cabelo preso num coque baixo. Os olhos dela, porém, diziam o que nenhuma roupa dizia: ela não vinha se defender. Vinha encarar. Lorenzo a acompanhava, terno escuro, olhar protetor. Quando as portas se abriram, ele sussurrou: — Você não precisa provar nada pra ninguém. Ela sorriu de leve. — Eu sei. Mas às vezes, pra ensinar o amor a ficar, a gente precisa mostrar onde ele não quebra. Patrícia já estava lá. Impecável, fria, com o mesmo sorr

