Maya Faz dois dias desde o baile. Eu acordo com um enjoo estranho, um gosto amargo na boca. Viro pro lado na cama e o quarto gira devagar, como se eu estivesse bêbada. Mas não tô. Corro pro banheiro e m*l dá tempo de ajoelhar. Vomito tudo. Arde. Meus olhos lacrimejam. Meu estômago contrai de novo, vazio, mesmo sem ter mais nada pra sair. — Maya? — escuto a voz da minha mãe do lado de fora. Eu puxo descarga rápido, lavo o rosto. — Tô bem! Mentira. Saio do banheiro tentando parecer normal, mas minhas pernas estão moles. Minha mãe me olha de cima a baixo, desconfiada. — Você tá pálida. — Deve ser virose. — Você não comeu quase nada ontem. — Eu sei, mãe. Ela se aproxima, toca minha testa. — Não tá com febre… mas não tá normal também. Vou marcar médico. — Não precisa! — respondo

