Capitulo 16 [Parte 2]

3551 Palavras
Na quinta-feira, ele ficou o dia todo sem me mandar mensagem ou ligar e não apareceu na escola o que consequentemente me preocupou porque ele poderia estar liberando a raiva nas pistas e isso não era bom. Então, lembrei do dia em que ele me disse que não costumava correr pelas manhãs porque era mais fácil ser pego por algum policial m*l encarado. Então ele só podia estar fazendo isso em outro lugar. Vesti minha regata branca e a jaqueta com uma calça escura e fui até lá. Nunca havia ido desde o dia em que ele me apresentou o lugar; não ia por vergonha e porque não era exatamente um lugar onde eu deveria estar pelo fato de ele costumar treinar lá e eu poderia atrapalhá-lo, mas também sabia que era um dia mais tranquilo, então deveria ter poucas pessoas por lá. Fui até a academia que ele treinava, lembrava de ele ter mencionado o lugar na mensagem, então somente fui procurando até achar o lugar que batesse com a descrição. Quando estava entrando, um homem com uma tatuagem no pescoço e no braço direito, fumava um cigarro e me encarava. Ele fez sinal com a cabeça apontando a entrada e segui pelo caminho. Ele já devia saber quem eu era. A academia era bem maior do que eu pensava. No centro havia um ringue de luta e nas laterais vários sacos de pancadas entre outras coisas que eu não sabia identificar. Além de Luke, que estava no canto esquerdo treinando, havia mais dois homens por ali concentrados no que estavam fazendo. Luke estava sem camiseta e deixava exposta sua tatuagem na costela, ele se movimentava rapidamente desferindo golpes contra o saco de pancadas, com muita destreza e força. Alguns eu conseguia reconhecer, jab, cruzado, direito. Tinha tentado treinar Muay Thai uma vez, consegui fazer durante alguns meses, mas acabei desistindo. Não lembrava o motivo, até porque era bom treinar e eu gostava disso. Ele ainda estava sério quando me aproximei — Eu espero que não seja um péssimo momento. — Falei, enquanto me aproximava dele. Ele parou o que estava fazendo e virou o suficiente para me olhar, deu um meio sorriso. — Nunca é quando você está perto. — Eu fiquei sem fala e ele voltou a treinar. Tive que me lembrar de não ficar encarando muito, acabaria ficando constrangida. Não que eu nunca tivesse visto um rapaz sem camisa, mas Luke era diferente, porque eu me sentia atraída por ele. — Você não retornou minhas ligações. — Eu não podia. Precisava estar calmo para isso, porque não queria descontar minha raiva em você — ele parou segurando o saco de pancadas enquanto me observava — sobre o meu pai... — Luke?! Não se preocupe sobre isso. Eu só quero saber se você está bem, não vim te julgar por causa da sua família. Pais são sempre exagerados algumas vezes. Ele riu enquanto voltava a desferir golpes contra o saco de pancadas. — Você não está sentindo calor com essa roupa toda? — Ele perguntou, acredito que para mudar de assunto. Arqueei uma sobrancelha — Você quer que eu a tire? Dessa vez ele arqueou uma sobrancelha com um meio sorriso — Tem dúvidas disso, Moranguinho? Comecei a rir desviando o olhar para disfarçar o constrangimento. Quando ele aproximou-se de mim, que já estava bem perto dele, ele ficou atrás de mim e tocou meu ombro, com uma mão em cada lado, enquanto puxava delicadamente a minha jaqueta, a jogou em um canto perto do ringue enquanto continuava com a mão na minha cintura e, novamente tive que me lembrar de respirar. Mas era meio difícil com a onda de eletricidade que o toque dele transmitia ao meu corpo, queria que ele continuasse assim, bem perto de mim. Ele subiu a mão delicadamente parando no meu braço e puxando minhas mãos, posicionando cada uma de um lado do meu rosto. Enquanto continuava com as mãos sobre a minha, ele fez um golpe que imediatamente reconheci como jab. — Esse é o jab. — Eu ri. Eu já conhecia o golpe, mas vê-lo me ensinando era ainda melhor, porque ele levava jeito pra isso, mesmo estando muito perto de mim e quase me fazendo perder a concentração. Mesmo parecendo incrivelmente sexy. Ele saiu de trás de mim e parou ao meu lado fazendo sinal para que eu imitasse o golpe. Eu me posicionei e fiz o golpe, mas de uma forma errada, o que fez com que ele desse mais um de seus meio sorrisos. — Parece que vamos ter que tentar de novo. — Eu adoro essa ideia, mas estava só me aquecendo. — Retruquei. Ele me encarou com um olhar meio curioso, sem dizer nada, e com aquele sorriso preguiçoso que eu tanto gostava. Mostrei a ele o que havia aprendido sobre isso nos poucos meses em que fiz o treino de Muay Thai: alguns cruzados, uns de direita, jab... Ele estava me encarando de boca aberta como se não acreditasse que eu o havia acabado de enganar fingindo que não sabia o golpe. — Então você... — Eu sei. — Admiti — Eu fiz alguns meses de Muay Thai quando terminei minhas aulas de autodefesa, estava gostando disso, mas acabei parando, e, — eu entrei no ringue e ele me seguiu — não lembro exatamente o motivo de ter parado. — Cada vez que conheço mais de você, mais me surpreendo — ele deu de ombros — você me deixa louco. Ao fundo uma musica de rock terminava quando outra começou a tocar e eu imediatamente reconheci. Ele arqueou uma sobrancelha olhando para o lado quando uma moça de tranças na cabeça começou a rir, dando de ombros. — Julia... — É pra entrar no clima. — Ela riu Eu a encarei e depois ele, até ele me flagrar. — Que foi? — Julia, é? Ele riu coçando a cabeça — Nunca me falou dela. — Espera, não é o que está pensando, ela treina aqui de vez em quando. — Falou, quando a moça nos interrompeu. — Bom, vou indo, tenho um encontro com minha namorada. Feche tudo quando sair. Dessa vez eu ri com a situação, não acreditava que estava ficando com ciúmes por algo tão bobo. A música que havia começado nada mais era que Nickelback – What Are You Waiting For? Ele deu de ombros — Ela é romântica. Parei no meio do ringue enquanto me posicionava frente a ele e fazia a posição inicial de luta, ele me encarou entendendo o recado e negou com a cabeça. — Não vou lutar com você. — Por quê? — eu ri — What Are You Wating For? ¹ — Cantarolei Ele passou uma mão pelos cabelos enquanto sorria e parecia avaliar a situação. — Você pode acabar se machucando. Eu bufei revirando os olhos e ele sorriu, investi contra ele com um golpe, mas ele se esquivou virando rapidamente e ficando atrás de mim enquanto segurava a minha mão. — Não tão rápido assim, espertinha! Eu comecei a rir tentando ignorar o calor o corpo dele próximo a mim. — Você é rápido! Ele gargalhou — É, eu sei! Ele me soltou dando um passo para trás, sem em momento algum desviar seu olhar do meu, e eu o sustentei. — And don't you be afraid if you fall. — Cantei Ele me encarou parecendo desconcertado, como se não soubesse o que fazer comigo, dei um passo para mais perto dele. — What are you waiting for? Don't you wanna spread your wings and fly? Don't you wanna really live your life? Eu me esquivei dele novamente dando-lhe um golpe, mas o mesmo foi mais rápido que eu e me derrubou, pairando por cima de mim enquanto equilibrava seu peso para não ficar em cima de mim. — Don't you wanna love before you die? — Ele completou, e havia mais significado por trás daquelas palavras do que eu imaginava. Eu sorri. — Isso foi interessante. — Consegui dizer. Era bom dar uma distraída às vezes e poder fazer isso com ele era legal. — Você me deixa louco. E acho que gosto mais ainda de você por causa disso. Ele levantou-se enquanto oferecia a mão para ajudar, assim que levantei ele me puxou para perto de si. — Por que não volta a treinar? Prometo que não deixo nenhum engraçadinho se meter com você. — Ele tocou meu rosto delicadamente, enquanto acariciava meus lábios com o polegar, não consegui desviar o olhar dele — É bom pra relaxar e extravasar um pouco a raiva. — Eu vou pensar nisso! — Falei aproximando-me dele — Tell me what your waiting for, Show me what your waiting for, What you gonna save it for? So what you really waiting for? — Eu vou te mostrar! Com isso, nossos corpos já estavam colados um ao outro, uma mão dele estava na minha cintura, como se para me manter de pé e a outra estava no meu pescoço, enquanto aqueles olhos hipnotizantes me encaravam, enquanto aquela boca chamava pela minha, enquanto nossas respirações já alteradas aproximavam uma da outra. Podia sentir a respiração dele, o calor do corpo dele e queria tanto aquilo que não iria resistir mais tempo se ele não me tomasse em seus braços logo. E foi exatamente o que ele fez. Ele aproximou o rosto do meu, nossas cabeças se tocando, ele me encarou, esperando ainda sem tirar a mão do meu rosto, ele aguardava meu consentimento, tudo o que consegui no estado em que já estava de puro desejo foi assentir com a cabeça, e ele, finalmente tocou seus lábios nos meus. Primeiro, como que para me provocar ele aproximou sua boca da minha, tanto que quase senti seu hálito, então ele afastou, só um pouco me fazendo arfar de frustração e desejo, e, em seguida sem mais delongas, ele me beijou. Meu mundo pareceu girar e meu estomago revirar como se milhares de borboletas estivessem dentro, eu arfei ao sentir a pressão dos seus lábios no meu, nem muito apressado que me fizesse retrair e nem muito lento que me fizesse ficar inebriada querendo mais, e eu queria mais. Seus lábios eram quentes e ternos, buscavam por atenção, ele arfou também quando me beijou, quase um rosnado, estivera esperando esse momento tanto quanto eu. Eu me sentia quente, desejada, amada e confiante. Luke conseguia me passar segurança, conseguia me fazer sentir segura, e agora em seus braços não sabia por que havia adiado tanto esse momento. Ele tinha razão, eu realmente queria amar de verdade antes de morrer, e todo o momento de espera para ser beijada por ele havia valido a pena porque não conseguia pensar mais em nada. Ele tinha o dom de conseguir fazer com que eu esquecesse Caleb, fazer com que eu aproveitasse cada segundo e não ficasse remoendo o passado e eu gostava disso. Realmente gostava e não queria que acabasse. Não sabia se seria o certo, mas estava pronta para embarcar nessa, para me arriscar pelo menos mais uma vez. Sua mão em minha cintura me transmitindo seu calor, o desejo que irradiava de nossas peles, esse sentimento era tão bom, e eu não sentia medo. Era nosso primeiro beijo de verdade, e eu nunca me sentira tão feliz quanto naquele momento, porque me sentia pronta, feliz e embriagada, meu coração disparado e nossas respirações irregulares era a prova disso. Era de momentos assim que eu queria me lembrar e não coisas ruins. A mão dele na minha nuca enviava arrepios pelo meu corpo tanto quanto sua boca na minha que enviava sensações estranhas ao meu corpo, sabia que estava louca por esse momento, por esse beijo. Ele afastou um pouco e quase gemi de frustração, sua testa continuou colada a minha e sua mão em minha nuca, ele me encarou, sorriu, e, então aproximou novamente, tocando meus lábios uma vez, e me mordendo de leve antes de me beijar de novo. — Luke! — Suspirei — Verônica! Eu fiquei extasiada e tive que me lembrar de respirar, nesse tempo ele se afastou um pouco, ainda com o olhar no meu. Eu não conseguia e não sabia o que dizer. Eu tinha gostado daquele momento e se dependesse de mim não iria querer que acabasse, mas eu sinceramente não sabia como as coisas acabariam. Na verdade, não queria que acabasse. Era bom ficar aninhada em seus braços. Era bom estar assim com ele e saber que ele estava bem e não tinha feito nenhuma besteira, não que ele fosse capaz disso, mas quando as pessoas estavam com raiva não tinham muito controle sobre suas atitudes, era bom cada dia conhecer mais um pedacinho dele e de sua vulnerabilidade que ele só deixava transparecer quando eu estava perto. — Ah! Eu não acredito! Conta tudo, todos os detalhes. — Arielle surtou quando contei sobre o beijo com Luke — Sempre me pareceu que ele tinha pegada mesmo. Vai, conta, como foi? É, ela tinha surtado mesmo. — Só foi... Perfeito. Ele não forçou a barra e esperou meu consentimento, foi romântico, calmo, carinhoso... Foi muito melhor do que eu esperava. Teve até trilha sonora. — Já não era hora né? Deixou o coitado na seca — Ela riu — Mas se ele esperou tanto e ainda aguardou seu consentimento significa que ele realmente gosta de você. Não acha? Não é sempre que se encontra um cara assim. — Quero que dê certo. Porque eu também gosto dele. — Eu estou muito feliz por você! — Obrigada, isso é importante pra mim. ☼ Marquei de sair com Luke, Arielle e Drake no sábado. Estava em casa com Arielle quando recebi uma mensagem, de primeira estranhei, pois era quinta e eu não tinha marcado nada com o Luke, eu achava que ele estava ocupado com alguns problemas dele, mas não foi bem isso que pareceu: Mandei a mensagem para o número que ele havia me passado antes e a mesma mensagem para o do número desconhecido, talvez ele tivesse usado o celular de um dos amigos para mandar a mensagem e por isso eu não havia reconhecido. Poderia ter sido que o celular dele acabou a bateria ou alguma coisa assim. Então por precaução, mandei nos dois. Mas que era estranho era, só que não havia como eu saber, a semana inteira Luke andou estranho por causa da discussão com a família dele e alguns problemas. Então era compreensível. Vem até o Century Pallace as 20:30, quero conversar com você. Luke Eu estranhei a mensagem dele, Luke não costumava mandar mensagem quando tinha algo para conversar, ele esperava que estivéssemos frente a frente ou ligava, e ainda era de um número desconhecido. Por que não me ligou ao invés de mandar mensagem? O que você quer falar? Vou esperar você no Century Pallace, não demora, meu pai chega cedo hoje. Coloquei uma calça jeans e uma regata branca com uma jaqueta, peguei meu celular, chamei Arielle, pegamos um taxi e sai. Demorou um pouco mais do que eu esperava até o taxista chegar e eu finalmente conseguir chegar até o Century Pallace. Eu não sabia exatamente o motivo, mas estava aflita com a situação. Se Luke tinha uma coisa importante para conversar comigo, por que não foi até a minha casa? Ou por que não tinha ligado? Não era do feitio dele fazer algo assim, ainda mais mandar mensagens, já que ele gostava de falar tudo na cara. Fiquei com um pouco de medo. Luke estava agindo de uma forma imprudente ultimamente desde que tínhamos nos encontrado como pai dele e o pai dele o ter provocado sobre m***r o próprio irmão, isso o tinha afetado bastante, porque ele ainda sentia muita falta de Joe e isso o destruía. Havia três motos estacionadas na entrada do hotel, e reconheci as motos que eram usadas nas corridas. Devia ser mais uma de Luke e Derek. — Espera aqui que eu vou até lá falar com ele. — Falei, enquanto encarava o grande hotel. Ela puxou meu braço. — Você não está achando isso muito estranho? Por que ele não falou com você na sua casa? Eu vou com você, porque se ele decidir brigar e terminar tudo, eu vou dar uma lição nele. É a única explicação para te trazer aqui uma hora dessas. Eu a encarei. — Você fica aqui. Se eu demorar você pode entrar, combinado assim? Ela mordeu o lábio inferior antes de concordar com a cabeça e eu entrei. Fui seguindo as placas que tinham orientação de como chegar até a piscina. Eu não sabia qual a ideia dele, mas se ele pretendia de alguma forma me fazer entrar na piscina — mesmo sabendo que eu não sabia nadar — e de alguma forma quisesse me ensinar ou algo assim, ele estava perdendo tempo. Estava tarde e eu pretendia voltar para casa. Mesmo que eu gostasse de arriscar, não era uma hora boa pra isso. Sem contar que eu estava tendo um mau pressentimento e interiormente estava entrando em pânico. Provavelmente não era por causa da piscina e nem do lugar escuro, então, o que era? Vi as portas duplas que davam para a piscina, abertas, e dali de onde estava não conseguia ver ninguém lá dentro e isso me deixou mais em pânico ainda. Assim que entrei no lugar, recebi uma mensagem e imediatamente abri, ao mesmo tempo em que houve um baque estrondoso atrás de mim. V, eu não mandei mensagem para você. Por que está indo para esse lugar? Eu virei rapidamente, assustada. Se não tinha sido Luke quem mandou a mensagem, então quem? — Finalmente pudemos nos encontrar a sós. — Surgiu uma voz Olhei para o intruso, completamente assustada. Os dois caras que eu tinha visto na escola estavam parados na porta, trancando-a, enquanto Dony estava um passo a frente deles. Não podia ser verdade! Não mesmo. Ele estava com um sorriso diabólico no rosto e eu retrocedi um passo para me afastar dele enquanto ele se aproximava. — Achou mesmo que eu fosse esquecer aquele dia? Que eu deixaria passar? — Ele riu — Não! E sabe por que não? Porque eu não deixo uma garotinha me dar um t**a e sair impune. Eu o encarei, perplexa. — E pretende fazer o que? Me bater? Ele e os amigos começaram a rir como se eu tivesse contado uma piada. — E quem foi que falou em bater? — Ele fechou a cara, ficando com um ar sombrio e afastei mais um passo — Se eu pudesse, tiraria você e Luke do meu caminho em um piscar de olhos. Eu estou com uma raiva daquele b****a. Eu acho que ele não vai se importar, ele tirou algo importante de mim, então seria justo tirar dele. — Do que é que você está falando? — balbuciei, não estava entendendo onde ele queria chegar com aquilo. — Participamos de um racha, fizemos uma aposta: quem perdesse ficava com a moto do outro. Eu tinha uma bela Harley e o filha da mãe trapaceou. Agora entendia onde ele queria chegar. A moto que o Luke tinha, ele chegou a mencionar uma vez que a tinha ganhado por causa de uma das corridas em que participou, mas não sabia nada sobre trapaça. — Ele não faria isso. Luke nunca trapaceou nas corridas. Ele começou a rir da minha cara. — Luke nem sempre bancou o bom garoto, foi exatamente por causa dele que o irmãozinho morreu, disso você sabia, não é? Ele apresentou o mundo das corridas ao irmão, ele o matou. — É mentira! — Eu gritei. — Não é culpa dele. Só está com raiva porque ele ficou com o que era seu. Ele deu de ombros — E eu vou ficar com o que é dele. Ele se aproximou mais ainda chegando perto de mim e me puxando pelo braço, eu me debati tentando me livrar dele, ao mesmo tempo em que os dois caras que estavam na porta, vieram onde eu estava e seguram os meus braços. — O que você pretende fazer? Vai me machucar? — Até parece que eu quero machucar você. Só quero te deixar muito assustada, a ponto de ver o desgosto na cara dele. — Ele falou, enquanto segurava o meu queixo para que eu o fitasse nos olhos. Eu estava me preparando mentalmente para me debater ou até mesmo chutar se ele tentasse alguma coisa, quando os amigos dele me soltaram e ele me empurrou. A última coisa que consegui notar foi alguém gritando na porta de entrada — Arielle, Luke e mais uma pessoa, com expressões horrorizadas no rosto — as paredes sumindo e o teto aparecendo no meu campo de visão quando bati com força em algo que no exato momento me puxou pra baixo. Eu afundei com tudo e toda a água começou a tomar conta de mim parecendo querer perfurar meu pulmão. Eu me debati tentando achar a superfície, mas não tinha forças. Parecia que quanto mais eu tentava subir, mais eu descia, quanto mais eu me debatia menos força eu tinha. A minha visão começou a apagar quando já não conseguia mais respirar e tudo o que vi por último, foi um vulto preto na piscina.
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