Capítulo 16 [Parte 1]

3573 Palavras
Na terça-feira fui para a escola com Luke, Arielle não tinha achado r**m e tinha ido cedo para conversar com alguém, como meu pai saia bem de manhazinha não tinha perigo de ele acabar se encontrando com Luke. Eu sabia que era errado isso, mas meu pai não aceitaria por causa das coisas que aconteceram no passado e eu iria contar, era só questão de tempo. Eu achei que as coisas com Raquel ficariam normais, mas ela continuou agindo como se eu e Ariel fossemos as inimigas dela, bom... Ela precisava manter as aparências e eu não me importava com o que ela fazia. Realmente não estava com raiva dela, ela não era culpada por aquilo, ninguém era. Luke não ficou para a aula, ele disse que tinha algo importante para resolver e não explicou o que, mas ele voltaria para me levar para casa. Devia ser alguma coisa com o Harry, então não fiz perguntas para não chateá-lo. Estava com um movimento estranho pela escola, vi dois homens que podia jurar já ter visto em algum lugar, mas não conseguia me lembrar de onde, eles estavam rondando a escola, devia estar procurando alguém. — Eu acabei de aceitar uma coisa muito louca. — Comentou Arielle pulando e parando ao meu lado — O quê? — Falei, preparando-me mentalmente para a novidade da vez. — Você sabe que... — enrolou — As coisas estavam meio estranhas entre eu e o Drake... — Sei! — Ele me convidou para sair e eu aceitei. — Confessou. Ela ficou me encarando esperando para ver minha reação, porém era ela que estava com uma expressão estranha no rosto. — E por que está me olhando com essa cara de quem fez algo errado? — Arqueei uma sobrancelha olhando-a de cima abaixo. — Porque eu disse que só aceitaria se fosse um encontro em dupla... — arqueou a sobrancelha — Você sabe... — Quer dizer, eu e Luke, você e Drake? Por que fez isso? — Senti insegura em sair sozinha com ele. — Admitiu. — Não é a primeira vez que você sai com um garoto. Eu não sei se o Luke vai aceitar, você sabe que ainda estamos nos conhecendo e tentando não acelerar as coisas... — Por favor. Só um jantar ou sei lá. Não precisamos ficar juntos à noite toda. Eu quero saber se vai dar realmente certo. É tipo por segurança. — Tá bom, mas eu não tenho certeza se Luke vai aceitar. — Obrigada, amiga — disse ela me abraçando. — Acho que ir até o Century Pallace não é uma boa escolha, né? Sei lá vai que eles decidem mergulhar. Esse lugar é um hotel que fica na cidade, basicamente tem um local no primeiro andar com uma área para o pessoal que gostava de natação, que era liberado para o público. Já fui lá com Arielle uma vez, mas nunca arrisquei a entrar na piscina, pois não sabia nadar. — Luke já sabe que eu não sei nadar — disse e alguém esbarrou em mim Percebi que era um dos homens que estavam rondando por ali, ele se desculpou e correu até o outro homem, ambos estavam me encarando. — Estranho! —Falei, ainda encarando os dois homens que conversaram entre si e saíram dali rapidamente como se estivessem correndo de alguém. Fiquei remoendo as memórias para tentar descobrir de onde os conhecia, mas nada me veio a mente. Talvez eu só estivesse os confundindo com outra pessoa. — O quê? — Acho que os conheço de algum lugar. — Deve ser impressão sua. — Talvez, mas... — deixei a frase no ar. Fomos para a aula enquanto eu fuçava o meu cérebro tentando lembrar onde tinha visto àqueles caras, eles eram ao mesmo tempo muito familiares e estranhos, talvez fossem da pista de corrida, mas eu não tinha certeza. À noite eu e Luke fomos para a praia e ficamos sentados por lá, eu estava esperando um momento certo para perguntar sobre o encontro, mas parecia que ele estava preocupado com outra coisa. E eu não queria contrariá-lo — Está tudo bem? Se você não quiser ficar comigo hoje eu vou entender. Eu sei que às vezes as pessoas precisam de um momento só para elas e... você parece muito distante. Só não quero incomodar você. — Você nunca me incomoda— censurou-me — Na verdade, eu estava pensando em outra coisa. Vai ter um jantar de família amanhã na minha casa e eu gostaria que você fosse. Meu pai me acha um irresponsável e pensa que eu ainda estou saindo com a minha ex. Eu quero provar que a superei e gosto de outra pessoa e esse momento é perfeito. — Por que ele pensaria isso? Ele deu de ombros — Eles me acham imaturo demais. — E por que está falando como se isso fosse uma coisa r**m? Quero dizer... Não a parte do imaturo, mas sobre o jantar. — Eles pressionam as pessoas demais. São perfeccionistas, chega a certo ponto de se constranger. Mas você está à altura deles. — Por que acha isso? Ele me observou com um sorriso — Você é inteligente e esperta, vem de uma família muito humilde. — E por que acha que eles gostariam de mim? — Porque você é o tipo de garota certa que eles sempre quiseram que eu ficasse. Minhas companhias sempre foram... Diferentes. — Tipo aquela garota da pista que foi sua companheira? — Exatamente. Eu acreditava nele, mas não conseguia deixar de sentir um pouco de ciúmes ao pensar em quantas garotas ele deveria ter apresentado aos pais, mesmo que gostasse ou só para contrariá-los. E Luke era exatamente o tipo de pessoa que fazia algo só para provocar alguém. — Você me escolheu por causa deles? — perguntei e ele me encarou — Você pensa assim? Ele estava ofendido com minha pergunta, mas não tinha sido minha intenção. — Não! Por isso te perguntei. — Eu te escolhi porque gosto de você. Eu o observei em silencio, não conseguia entender porque ele tinha me escolhido, se eu era tão diferente das garotas que ele costumava sair, comparando com as garotas que ele saia, obviamente eu era uma sem graça. — Eu não entendo! Como pôde me escolher? Eu entre todas as outras garotas bem mais interessantes que você já deve ter conhecido. Por que eu? — Porque você é diferente. Faz com que eu me sinta vivo e queira realmente viver, e eu não me sinto assim há um bom tempo. Você não finge que entende a minha dor; não mente que gosta do meu mundo, não finge que entende algo, quando na verdade não faz ideia do que está acontecendo. Você é sincera, e eu gosto de tudo isso em você. Não te escolhi por causa dos meus pais, te escolhi porque realmente gosto de você. Conseguimos ser sinceros e verdadeiros quando estamos um perto do outro e isso é bom. Quando mais eu aprendo de você, mais ainda quero te conhecer. Você tem um sorriso sincero, quando quer algo você se entrega de coração, e, mesmo não tendo a vida mais excitante do mundo, de alguma forma eu acabei escolhendo você, meu coração e minha mente escolheram você, então decidi que eu seria a pessoa que traria todas essas coisas excitantes para sua vida. Porque você merece — ele riu — Além disso, você tem um jeito todo fofo de mexer no cabelo quando está com vergonha e isso mexe comigo. — Não tenho não! — Tem sim. Só não percebeu. Sempre que está envergonhada levanta a mão colocando o cabelo atrás da orelha e desviando o olhar. Eu paralisei com o que ele tinha dito, não imaginava que ele pensasse tudo isso de mim, mas era bom ouvir isso dele. Nem consegui disfarçar a emoção por ouvir aquelas palavras. Ele não sabia o jeito que ele mexia comigo também. Eu não queria nada com ninguém e de repente ele aparece mudando meu mundo e pouco a pouco me fazendo querer saber mais sobre ele. — Eu também gosto de você. — Admiti. — Eu achei que seus pais estivessem separados. — Eles estão. A mulher na verdade é como uma... madrasta. A garota que você viu no cinema aquele dia é filha dela. — Ela perecia ser uma garota legal. — E é. Ela tem boa companhia. Se continuar assim terá um bom futuro. Eu segurei em sua mão enquanto apoiava a cabeça no ombro dele, não sabia se devia falar sobre o encontro. Talvez ele nem aceitasse. — Pode falar o que você está guardando. — disse ele — Arielle queria que fossemos em um encontro duplo. — Então ela vai mesmo sair com o piadista? — Ele riu. — Eles combinam. — Como você sabia? — perguntei — Dava para perceber no olhar deles. — Eu disse isso a ela, mas ela ficou negando. Eles são os tipos de pessoas que não conseguem ver o que já esta na cara. Eu sei que você não deve gostar disso, mas podemos tentar. Não será preciso ficar a noite toda. — Não tem problema. — Falou, levantando-se e oferecendo a mão para me ajudar a levantar. — Desde que você esteja comigo, eu vou até o fim do mundo. — Obrigada! Ele me observou, sorrindo, e eu corri. — Vai ter que me pegar primeiro. — Isso não é difícil — Retrucou vindo atrás de mim Ele segurou-me pela cintura e caímos na areia da praia, ele me encarou, e ficamos assim por algum tempo. Um encarando o outro. Desde a noite do nosso “quase” amassos no sofá da sala o qual quase rolou um beijo, ele não tentou mais nada. Talvez aquela noite tivesse mexido com ele tanto quanto mexeu comigo. E por isso, ele decidiu que esperaria o momento certo e não sabia se isso me chateava ou alegrava. Sentia que estava pronta para Luke tanto quanto ele estava para mim, mas íamos nos aceitando pouco a pouco. Sem tentar avançar nenhum sinal. A noite terminou bem, ele me levou para casa antes que meu pai chegasse e liguei para Arielle para dizer que ele tinha aceitado o encontro; sobre o jantar com os pais dele, eu não sabia bem o que fazer, estava claro que ele estava levando isso a sério e era bom, mas não sabia se estava pronta para conhecer os pais dele. No caso o pai, já que ele agora estava com outra mulher. Arielle me ajudou a escolher uma roupa adequada para a ocasião, eu queria vestir algo que causasse boa impressão, que não fosse vulgar e nem forçado demais, algo mais a minha cara, só que adequado para a ocasião. Precisei dizer ao meu pai que sairia com Arielle, era errado ficar mentindo para ele, mas contaria em breve. Eu optei por um vestido simples preto, rendado em toda a região do ombro e nas bordas, como o tempo estava fechando, eu decidi levar uma jaqueta. Quando Luke chegou para me pegar eu tive uma surpresa, esperava que ele estivesse na moto dele ou alguma coisa parecida, mas ainda assim, de duas rodas. Só que na verdade ele estava em um porsche amarelo. — Não me diga que essa ideia é deles também? — Perguntei e ele sorriu concordando Ele estava vestido normalmente, calça jeans, camiseta e jaqueta, a diferença é que parecia bem mais arrumado e bonito, bem mais sexy também. Geralmente ele andava por ai mais despojado, com a cabeleira bagunçada por causa do vento e do capacete, mas agora ele parecia ainda mais elegante. — Você está bonito. — E você tem que parar de ficar roubando as minhas falas. Você é que está bonita. Ele abriu a porta do carro para que eu entrasse e em seguida entrou. — Se você sentir que está sendo pressionada demais, não precisa responder as perguntas deles. — Seria falta de educação. — Não tem que ser educada com eles. Eles não vão tentar ser com você. — Sabe... Isso tudo parece ser tão diferente de você. Foi o seu pai que pediu por esse jantar não é? O Porsche, a roupa formal, nada disso combina com você. — Foi. Não estou tentando impressioná-los, mas quero que parem de ficar me pressionando. Ele dirigiu até a casa dele. A casa parecia ser pequena do lado de fora, a garagem era maior, tinha a moto do Luke estacionada mais dois carros e o espaço onde ele estacionou o Porsche. Pelo que parecia, ele vinha de uma boa família, mas a forma simples que ele agia, não aparentava nada disso. Estava ai outra coisa que eu gostava nele. A casa do lado de dentro me surpreendeu, parecia ser pequena quando olhada de fora, mas dentro tinha toda uma decoração elegante e Europeia. Ele segurou a minha mão enquanto íamos até a sala de estar, eu senti um desconforto, estava com medo de não estar vestida adequadamente para a ocasião, mas a forma que Luke segurava a minha mão me deu um pouco mais de confiança. Na sala, sentada em uma poltrona, estava aquela garota do cinema, uma mulher estava sentada ao lado de um homem e eles estavam conversando sobre um quadro que estava na parede enquanto bebiam o que parecia ser vinho. Eles pararam quando nos viu e a moça sorriu. O homem parecia ter em torno de um quarenta e poucos anos, diferente do que imaginava, ele não se parecia em nada com Luke, a não se pelo olhar intimidador que ele tinha. A mulher parecia ser mais jovem, talvez uns trinta e dois por ai. Ambos estavam vestidos de uma forma elegante. — Essa é Verônica Sinckler. Ele é Christofer Macdonell, ela é a Alice e a filha dela é a Annye. — É um prazer conhecer a namorada dele. — Falou o homem, seriamente, enquanto estendia a mão para pegar na minha. — O prazer é meu. — disse, enquanto aceitava o cumprimento. — Você é mais bonita do que eu pensava. E esse cabelo ruivo? Que encantador. — Encantou-se a moça, enquanto sorria. Ela pegou na minha mão e em seguida tomou mais um pouco do vinho. Luke e Christofer se encaravam de uma maneira estranha. — Você é a moça do cinema. — Apontou a garota — Eu vi você lá. Também fiquei encantada com o seu cabelo, não é sempre que vemos uma ruiva natural por aqui. A garota sorriu de forma acolhedora e retribui. — Obrigada! — Agradeci e ela sorriu Minha primeira impressão de ela parecer ser uma garota legal, estava totalmente certa, bom... Pelo menos até aquele momento. — Bom, acho que agora podemos ir. — Disse o homem enquanto todos iam para a sala de jantar. Luke continuava segurando a minha mão, percebi que ele e o pai estavam se estranhando, não sabia se era pelo fato de ele não ter gostado de mim ou se era algo pessoal entre eles. Uma empregada serviu o jantar enquanto um longo silencio tomava conta da sala, todos estavam jantando com exceção do Luke. — Então, com o que seus pais trabalham? — perguntou o homem — Na verdade esse mês completa onze anos que a mãe dela morreu. — respondeu Luke — E do que ela morreu? — perguntou ele mantendo o olhar no de Luke Não sabia o que estava acontecendo entre eles, mas de alguma forma Luke o estava desafiando e ele parecia estar ignorando isso. Havia muita tensão no ar. — Foi em um incêndio. — respondi. — Meus pêsames. — Lamentou Alice — Deve ter sido difícil para você. — E o seu pai? O que ele faz? — perguntou Christofer de novo — Atualmente ele trabalha no corpo de bombeiros. Mas antes ele era empresário. — Quer dizer que ele largou um bom emprego para se tornar bombeiro e ganhar bem pouco? — perguntou ele enquanto jantava — Por quê? — Por causa da minha mãe! — Acredite você ou não, mas nem sempre as pessoas pensam em dinheiro. — disse Luke e o pai dele o encarou — Estava perguntando de uma forma educada. Acredito que a moça não tenha se incomodado. — Não! Annye e Alice permaneceram em silencio enquanto Luke e Christofer se estranhavam, eu sinceramente não sabia como agir, eu raramente o via tão nervoso. Ele ficou sério o tempo todo desde que entramos e tinha dificuldade em encarar o pai sem juntas as sobrancelhas em uma carranca. — E como está indo na escola? Você tira boas notas? Já sabe em qual faculdade pretende entrar? — Eu faço o possível, mas respondendo a pergunta. Sim. Eu quero que o meu pai tenha orgulho de mim. — Está vendo, Luke? Parece que alguém realmente se importa com os pensamentos do pai. Acredito que você também ache que nós, pais, só queremos o melhor para nossos filhos. Deve ser assim com o seu pai também, não é? — É... Ele é protetor. — E o que ele pensa de você estar namorando com o meu filho? — Isso não é importante — Ralhou Luke — Ela perece ter uma boa educação, parece ser uma boa garota. Eu duvido muito que o pai dela tenha aceitado esse namoro. — E porque se importa com isso? Sempre se preocupou somente com a sua nova família. Você se esqueceu que tinha outros filhos. — A culpa não foi minha que a sua mãe preferiu outro cara. — Talvez se você não tivesse pressionado tanto ela para cuidar do futuro do Joe, ele não tivesse morrido. — Joe morreu por sua culpa. — Você sabe que não. — gritou Luke batendo a mão na mesa, com tanta força que alguns pratos saíram do lugar. Alice e Annye se entreolharam encolhendo-se na cadeira, assustadas. Luke saiu cuspindo fogo pelas ventas sem encarar ninguém atrás de si. Levantei-me para segui-lo. — Desculpem. — Disse enquanto ia atrás dele. Ele saiu chutando as coisas pelo caminho, com muita raiva, eu não disse nada, um pelo fato de não querer que ele ficasse com mais raiva ainda e outra porque realmente não sabia o que dizer. Eu não sabia toda a história do Luke, mas tinha certeza que Joe não tinha morrido por culpa dele, nisso o pai dele tinha exagerado. — Luke?! A culpa não foi sua. Eu não sei a história toda, mas tenho certeza disso. — Não. Ele tem razão, eu matei o Joe. — Você não fez isso. — Você não sabe. — Gritou ele e em seguida me observou — Verônica... — Não tem que tentar se explicar. Pode se culpar o quanto você quiser, mas eu não acredito que você seja um assassino. Ele me puxou para perto dele e me abraçou, foi muito mais intenso do que qualquer outra vez, com certo desespero, como se ele precisasse muito ser amparado naquele momento, precisando de conforto ou desabaria, e, sabia que poderia acontecer. — Vamos sair daqui. Ele me levou para casa de Arielle e saiu em seguida, cantando pneus. Ele ainda estava com raiva pelo que tinha acontecido, m*l quis falar sobre o assunto. Eu estava preocupada com ele, sabia que ele voltaria a correr aquela noite e temia que algo r**m acontecesse. A raiva cegava as pessoas e ele poderia acabar se metendo em encrenca. Eu queria estar ao lado dele e ajudá-lo da mesma forma que ele fez comigo, mas não poderia, pois ele não estava permitindo. Aceitar conhecê-lo e saber mais sobre seu mundo, não foi uma escolha r**m e não me arrependia nem um pouco por ter escolhido isso. Mesmo ainda estando confusa, eu sabia, do fundo do meu coração que deveria deixar o passado no passado, o que aconteceu passou, e, ao invés de ter usado isso para me fortalecer acabei deixando que me enfraquecesse e não poderia deixar que isso acontecesse de novo. Lembro de que no começo para tentar me consolar sobre meu coração partido com Caleb, Julia, a mãe de Arielle sempre me dizia “Um coração que nunca apanhou não está preparado para amar”, e, agora eu percebo que talvez ela realmente tenha razão. Se não tivesse me decepcionado com Caleb não saberia como me defender, como seguir em frente para assim conseguir amar de novo. Não me arrependia do que passamos juntos, foi bom, muito bom por um tempo, mas era algo que não era pra acontecer. Depois da discussão com o pai dele, Luke perdeu a cabeça e após me levar para casa, não me telefonou à noite, o que acabou me preocupando porque ele saiu de moto, e se já gostava de velocidade quando não estava estressado, imagina quando estivesse? Ele poderia acabar fazendo alguma besteira. Liguei para ele diversas vezes, mas nada de ele me atender, o que só me fez ficar mais preocupada, deixei uma mensagem para ver, se pelo menos ele me respondia. Em casa, passei o resto da noite com o celular na mão, mandei uma mensagem para Luke pedindo que ele me mandasse noticias no final da noite, quando ele estivesse mais calmo. Eu adormeci esperando noticias dele e acordei as 02h00min da manhã com o meu celular tocando, era uma mensagem dele: Estou em casa e estou bem Desculpe preocupar você, eu precisava relaxar um pouco. Respondi a mensagem dizendo obrigada e voltei a dormir mais sossegada.
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