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Corações em colisão

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Sinopse

Após quatro anos longe, Clara retorna à cidade que deixou para trás — e ao amor que nunca conseguiu esquecer.Jacob, agora um piloto consagrado, vive sob os holofotes da mídia, patrocinadores e rivalidades perigosas. Dominante, intenso e marcado pela dor da perda, ele nunca superou o abandono de Clara, mesmo tendo amado por seis anos.O reencontro reacende uma paixão avassaladora, mas também traz à tona ciúmes, segredos, escândalos públicos e jogos de poder. Sebastian, rival de Jacob, usa Clara como arma para destruí-lo, enquanto a imprensa transforma cada olhar e cada toque em manchete.Entre pressões profissionais, propostas indecentes, boatos cruéis e escolhas impossíveis, Clara é forçada a decidir entre sua carreira e o homem que sempre foi seu lar. Quando tudo parece perdido, Jacob corre no limite — literalmente — e paga o preço mais alto em uma corrida que muda tudo.

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Capítulo 1 — O homem que nunca deixou de ser meu
Quatro anos longe não foram suficientes para apagar Jacob da memória de Clara. Ela acreditava que o tempo fosse um remédio. Descobriu tarde demais que, no máximo, ele apenas anestesia — nunca cura. O barulho do autódromo ainda ecoava quando Clara percebeu que não estava mais ouvindo nada. O mundo tinha se estreitado àquela imagem específica: Jacob tirando o capacete, o suor escorrendo pela têmpora, os olhos escuros varrendo a multidão… até encontrarem os dela. O impacto foi físico. O peito apertou. O estômago revirou. As pernas quase falharam. — Clara. — ele disse, como se dissesse um segredo. A voz grave ainda era a mesma. A voz que já tinha sussurrado promessas no escuro, que já tinha gemido o nome dela em noites longas demais para serem esquecidas. Ela forçou o corpo a reagir. — Jacob. — respondeu, fria. Pelo menos tentou. Lucas pulava de empolgação ao lado, completamente alheio. — Cara, você foi incrível! — disse, entregando algo para autografar. — Minha irmã me trouxe hoje, ela nem curte corrida, mas— Jacob interrompeu o autógrafo no meio da assinatura. — Sua irmã? Lucas apontou. — Ela. O silêncio entre eles foi pesado o suficiente para esmagar tudo ao redor. Jacob terminou o autógrafo, devolveu o item e falou, sem tirar os olhos de Clara: — Preciso falar com você. Agora. Não foi um pedido. Clara sentiu o velho arrepio percorrer a espinha. Jacob sempre teve aquele tom — firme, seguro, dominante sem esforço. O tipo de homem que não precisava levantar a voz para ser obedecido. — Eu não— — Cinco minutos. — ele cortou. — Depois você decide se vai embora. Ela deveria ter recusado. Sabia disso.
Mas o corpo se moveu antes da razão. Jacob a conduziu pelo corredor dos boxes com a mão firme em suas costas. Não apertava — apenas guiava. Como sempre fez. Quando a porta se fechou atrás deles, o silêncio ficou ensurdecedor. Clara cruzou os braços. — Você não tinha o direito de me puxar assim. Jacob se virou lentamente. Os olhos escuros desceram por ela sem disfarçar — avaliando, reconhecendo, desejando. — E você não tinha o direito de desaparecer por quatro anos. — respondeu, calmo. Perigosamente calmo. — Eu fui embora porque precisava!
— Não. — ele se aproximou um passo. — Você foi embora porque teve medo. Ela sentiu o corpo reagir à proximidade. — Medo de quê? — desafiou. Jacob sorriu de lado. — De admitir que sempre foi minha. O coração de Clara disparou. — Você não manda mais em mim.
— Nunca mandei. — ele ergueu a mão e segurou o queixo dela, obrigando-a a erguer o rosto. — Mas você sempre gostou quando eu assumia o controle. O toque foi suficiente para desmontar quatro anos de defesas. — Solta. — ela murmurou, sem convicção. — Diz olhando nos meus olhos. — ele provocou. Ela não conseguiu. Jacob soltou o queixo dela, mas não se afastou. — Eu vi você chegando. — continuou. — Soube na hora que isso ia acontecer. — O quê? — Que você ia fingir que seguiu em frente… enquanto seu corpo me reconhece antes da sua cabeça. Clara respirava com dificuldade. — Você não sabe nada sobre a minha vida.
— Sei o suficiente. — ele disse, firme. — Você voltou. E não foi por saudade da cidade. Ela riu, nervosa. — Egocêntrico. Jacob deu um passo à frente, encurralando-a contra a parede fria. — Então prova que não é por mim. — disse, baixo. — Olha pra mim e diz que não sente mais nada. Ela abriu a boca. Nenhuma palavra saiu. Jacob inclinou o rosto, os lábios quase tocando os dela. — Exatamente. O beijo veio intenso, dominante, sem pedir permissão. Clara gemeu baixo, as mãos agarrando o macacão dele como se o corpo tivesse memória própria. Jacob aprofundou o beijo, a mão descendo pela cintura dela, apertando com firmeza. — Você ainda reage do mesmo jeito. — murmurou contra a boca dela. — Jacob… não aqui… — Sempre teve medo de ser vista. — provocou. — Mas sempre gostou quando eu te tirava o controle. Ele se afastou de repente. — Vai embora agora. — disse, ajeitando o macacão. — Antes que eu faça algo que a mídia nunca vai te perdoar. Ela ficou sem ar. — Você se importa com o que vão dizer?
— Hoje em dia, tudo o que eu faço vira manchete. — respondeu. — E se descobrirem que a mulher que me deixou virou meu ponto fraco… vão usar isso contra nós dois. — “Nós”? — ela repetiu. Jacob sorriu, confiante. — Isso aqui ainda não acabou, Clara. — disse. — E da próxima vez… eu não vou te deixar ir embora. Ela saiu do box com o coração em chamas, sem perceber as câmeras apontadas para ela do outro lado do corredor. Naquela mesma noite, os sites estampariam: “Piloto Jacob Rivera é flagrado com mulher misteriosa nos boxes.” E o caos estava apenas começando.

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