JORDAN LOSNACK - o que está acontecendo?

1738 Palavras
Sabe, já foi um saco ter que aguentar todos os dias naquela prisão aturando alguém mandar em mim o tempo todo. O estresse estava me consumindo a cada instante que via meu chefe galinha. Sim, super estressante. Ele me olhava como se eu fosse carne fresca em uma vitrine de açougue. Duas mãos finas seguram minha cintura. Posso dizer a vocês que consegui uma companhia no trabalho? Era bem difícil fazer outra amizade fora da que tenho com Jade. O nome dela é Lúcia. A conheci quando o certo safado da minha empresa estava a agarrando. Inúmeras vezes esse babaca tentou violar meu espaço, tirar a minha paz, e estava conseguindo despertar a fúria de minha loba. Tive que mostrar um pouquinho da insatisfação dela para ele. E foi muito engraçado. Me encontrava sozinha na sala dele, Já estava tarde, era a tal "hora extra" A pedido do babaca. Muitos papéis. Coisa que eu só terminaria em seis meses de trabalho. Ele não ligava para bosta nenhuma além de si mesmo. Eison, veio me agarrar... Um grande erro do babaca. Soltei uma gargalhada. Me virei para ele, meus olhos de azul ficaram um azul quase branco. Era Lili, estava mais furiosa do que nunca. — Deixa eu matar logo esse i*****l! — ela diz rosnando. Lili já estava querendo tomar o controle, mas não deixei, queria ver o espetáculo estourar diante de meus olhos. — Não. Vamos assustar ele um pouquinho... Vai ser beeeem divertido eu garanto. — Nós duas concordamos em grande satisfação. Então me soltei de seus braços. — Um grande erro Eison... Tentando se aproveitar de alguém que não conhece direito? — estalo a língua balançando a cabeça em reprovação. — Sabe... Você teve muita sorte. Porque se eu soltar minha linda besta... Ah como isso seria bom demais! — Posicionei uma mão em seu pescoço. Apertei. Logo minhas garras estavam à mostra. Meu rosto com o focinho. Rosnei tão alto que após terminar com o meu prelúdio musical, seu corpo tremia e o cheiro de urina veio diretamente para minhas narinas sensíveis. — Nojento! — Joguei seu corpo longe. — Espero não ter que procurar você após este aviso. Nem queira que isso aconteça. Caso ao contrário... Farei de você uma bela coxinha empanada. — Me posicionei em cima dele. Dei uma lambida em seu rosto provando o sabor de seu medo. Olhos já estavam tão arregalados, que achei que iam cair no chão, sua respiração já não poderia ser considerada como a mesma por estar tão rápida e Todos os dias eram um saco. E depois do pequeno susto de Eison... Tive um pouco de paz. Só que não. Trabalho duro o tempo inteiro. Mesmo o covarde chorão não estando lá para me supervisionar... Seu vice George fazia questão de me entupir de trabalhos. Ele era troncudo, baixinho. Até mais baixo do que eu. Tinha lá seu charme. Não ia com a minha cara nem a p*u. Uma coisa nele me deixou intrigada. Ele sempre se escondia no seu escritório todas as tardes. — Quero que você me traga esses papéis ainda hoje antes do almoço. — George me jogou uma pasta grande na mesa, o barulho me fez pular como um gato com medo de água Fria. *** Segui os corredores em direção a porta marrom. Abri sem ao menos me anunciar. Arrependimento! Vi o nanico debruçado na própria mesa sendo violado por trás por um alemão gigantesco, era uma cena de tirar o fôlego. Tapei meu rosto com a pasta. Me afastei e fechei a porta sem ser vista ou pensei que fosse isso, minha consciência ficou com algo q mais para descartar, porém não era assim que funcionava. Caramba! Inspirei e espirei. Repeti o exercício umas dez vezes. A porta se abre e o alemão estava atrás de mim. Dei espaço para o grandalhão sair. Sem ao menos eu esperar sou puxada porta a dentro pelo pulso. — Bate na porta da próxima vez querida. — Jorge disse colocando as mãos na cintura numa pose feminina. Meu coração faltou saltar pela boca — Desculpe por ser rude as vezes com você Linda. Tenho que manter as aparências. — Disse sentando na mesa e jogando a franja de lado. É... Ele tinha franja. Agora que notei. Ri por dentro. Mas aquela visão iria me atormentar todas as vezes que eu vier aqui. — O que foi fofa? Quer algum remédio? — Percebo que estou com uma carranca. Logo desmanchando e tentando ficar a vontade. — Parece estar com prisão de ventre. — Debocha rindo de mim. Me junto ao moreno numa risada gostosa, assim melhorando mais a tensão do ambiente. — Com licença senhor... George? — A ruiva me olhou um tanto enciumada. — Ah vem aqui sua gorda! — Jeorge caminha até ela e a traz pra dentro. — Gorda é você sua vaca! — A moça desfere tapas. — E essa daí? É sua "amiguinha" Loba? — Rosna me medindo de cima a baixo. Surpreendo me por ela saber que sou uma loba. — Pois é... Uma amizade a mais nunca é tão devastador assim. Só a sua amizade que me deixa em panos sujos. — Da de ombros. Como se não tivesse medo do perigo, pois a ruiva exalava esse perfume. — Como eu disse antes... Você é definitivamente uma Vaca imunda! — Aiii! Obrigado pela parte que me toca. Vem fofa, deixa essa p*****a de lado. — Ele, ou melhor, ele/ela me puxa para um abraço de urso. A ruiva bufa. — Não. Calma George. Desculpe. — Seus olhos tomaram o foco diretamente em mim. — As vezes sou um enorme poço de ciúmes. — Admite se jogando numa poltrona de oncinha. — Verdade... Bem a sua cara mesmo né Nicole. — George diz também se sentando. Enquanto eu parecia estar pagando promessa com uma enorme pasta no colo. Louca para alguém me notar que estou bem aqui. — Ah, perdão querida... — Ele estala os dedos no ar fechando os olhos, na esperança de se lembrar do meu nome. — Jordan Losnack. — Senti meu rosto queimar, estava me sentindo sem graça. Pensando... Como meu segundo chefe consegue disfarçar direitinho? — Isso. Jordan. Me dê os papéis querida. Fique a vontade, ninguém aqui vai te crucificar não, pode se sentar. — Fiz o que ele me pediu. De uma hora para outra ele muda do nada de comportamento. Isso ocorreu umas cinco vezes com nos lá. Toda vez que chegava alguém. Ele fingia estar dando ordens e broncas na gente. — Um verdadeiro macho! — Disse em meio as risadas, depois que o rapaz do RH veio pela milésima vez perguntar sobre a cor dos laços do evento anual da empresa. — Pois é. Ninguém imagina que esse pedaço de m*l caminho é uma perfeita vaca! — Diz cruzando os braços. Parecia um tanto decepcionada. — Ué, não tenho culpa que você veio logo se apaixonar por mim. — A cara de nojo que George fez foi épico. Até as paredes riram dele. — Pensando em sair hoje... — Nicole se anima. Que menina bipolar! — Lá Fontaine? — George sugere uma boate famosa. — Gold Night Live é melhor. — Digo e eles me olharam incrédulos. — Ta doida é? Nem morta eu ponho meus pés naquele lugar! Só tem assassinos e loucos. — Nicole protesta. — Ai to arrepiadinho! Santo lobo dos Arco-Íris! Ri com a reação do Geh. — Se bem que... Pode ter algum gostoso por lá... Então eu topo. — Dou um largo sorriso. Nick se encolhe. — Combinado então as 21:00? — Digo já ansiosa. Meus interesses eram outros. Desde que fui afastada do meu cargo antigo de Caçadora, sinto falta daquela rotina. As semanas se passaram. E sempre tentei me afastar da Sofia. Principalmente por ela estar ligada no seu Modo Persuasivo. Isso tudo porque eu não quero participar do Bando de pirralhos da sua festa. Ela ainda continua muito estranho com seus pedidos. Como se eu tinha a obrigação de ir a qualquer custo. Mas nunca me disse o real motivo de tanta insistência. Todos os fins de semana eram os dias do trio. George, Nicole e eu. A Gold Night Live é um ótimo lugar para encontrar missões. Minha vida agora era só bebida, dançar, e aturar. Em fim. Hoje é o dia em que acabei prometendo minha presença naquela festa tosca. Se eu não aceitasse, teria que aguentar Sofia Losnack para o resto dos meus dias. E isso é o que eu não quero. Aff! Chatice! Me encontro bagunçando as roupas. Procuro um belo vestido azul bebê com rosas. Era da mamãe. Achei tudo. Adagas, espadas, luvas de boxers... Espera. Já faz tempo que não treino pesado, então era isso que estava faltando. Ufa! Consegui!! Gritei feito uma doida pela casa. Me arrumei. Realmente eu estava parecida com a mamãe. Eu já estava no salão, e como de costume — atrasada. Vejo um estranho agarrando a minha irmã. É... O cara perdeu a noção, sanidade, respeito e dignidade, tudo ao mesmo tempo. Sofia estava surpresa? Mas eu avisei que iria. A não ser... Ah sim o vestido. Fui na direção dos descarados, estou mais do que furiosa. E antes de o panaca dizer algo, desferi um soco na cara do desavisado que cai sentado no chão. — Porque não me disse antes? — Depositei toda a minha fúria nas palavras. Aquela palavra ecoava em minha mente: COMPANHEIROS!? Porquê? Porquê? — E você por a caso me escuta? — Sofi cruza os braços. — Er... Não é melhor vocês... — O b***a mole quer falar? O empurro fazendo ele ir novamente para o chão. — Sentado ai! — Ordeno apontando o dedo indicador na cara dele. Ele se encolheu e ficou quieto. É bom mesmo! Não to a fim de sangrar ninguém, além do mais se for verdade deles serem companheiros, nunca mais Sofia vai me perdoar. Não estou disposta a correr esse risco. — Você! Não fala assim com o MEU COMPANHEIRO! — Ela cuspiu as palavras, recuo em resposta. Mas... O quê? Como... Como é possível? Ela... Ela... Aqueles olhos! Seus olhos estão azul claro e um brilho azul a cercava como uma névoa. — Aaaaah! — Sofia cai de joelhos no chão. O seu companheiro vem e a pega no colo. Pelo avanço da dor, ela tinha pouco tempo. Está perto... Da sua transformação.
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