Salvador estava em clima de carnaval, era Fevereiro e as pessoas estavam nas ruas para se divertirem. Em alguns dias, antes de o mês de janeiro concuir-se, os amigos de Cesar, do colégio, quais moravam um pouco longe dele, reuniram-se para vê-lo. Foram passear e comer alguma coisa gostosa. Eram quatro meninas e, com Cesar, cinco meninos. Há quase dois anos que não se viam.
Depois de um tempo, foram buscá-lo para ir às festas de carnaval, mas ele não quis, passou a ficar sem interesse nas festas de feriado. Permaneceu sozinho em casa em pleno dia vinte e oito. Os seus irmãos foram curtir e Seu Cosme cuidava das atividades na igreja.
Cesar lia umas revistas em quadrinhos do Homem-Aranha, não passava nada de interessante na televisão, senão estaria assistindo, quando uma voz feminina e reconhecível o chamou pelo nome. Ele fechou os olhos e respirou fundo.
— Eu não posso acreditar que esta criatura veio até aqui — disse consigo próprio. A voz o chamou novamente e ele foi até a janela para atender. — Oi! — disse de maneira seca.
— Oi, Cesar — disse Tainara de maneira doce. — Pode vir até aqui?
— O que você quer?
— Só quero conversar.
— Vai demorar? Estou ocupado.
— Não vou, eu juro.
Cesar desceu às escadas, abriu o portão e ficou de frente para a garota, de braços cruzados e de cara amarrada, a esperar ela dizer alguma coisa.
— Anda logo, minha filha — apressou Cesar. — Fala.
— Calma, amor...
— E não me chame de amor, por favor.
— Ainda está chateado comigo?
— Chateado? — Cesar a encarou com desdém. — Olhe, se você veio até aqui tocar nesse assunto, eu peço que você vá embora, por favor, não quero falar sobre isso.
— Eita! Cesar, tudo bem, não vou falar sobre isso, mas desde já quero te dizer que estou muito arrependida...
— É sério? Você está falando sobre isso...
— Deixa eu terminar, por favor.
— Está bem, termine.
Tainara suspirou antes de continuar.
— Eu estou muito arrependida pelo que fiz, eu fui uma completa i****a e quero te pedir perdão. Por favor, Cesar, me perdoe, não vim pedir para que você volte para mim, eu sei que você jamais vai confiar em mim de novo...
— Ainda bem que você sabe.
— Eu só quero me redimir, eu sou evangélica e preciso agir como uma. Mas eu ainda insisto em me justificar que eu fui pela cabeça dos outros. Fiquei sabendo que você estava curtindo a sua vida com várias garotas no Rio de Janeiro, eu fiquei com ciúmes e quis dar o troco, mas eu te conhecia bem, você nunca faria isso comigo e por isso eu imploro que me perdoe, de coração. Você é uma boa pessoa, tem bom coração e merece alguém muito melhor do que eu — o modo como Tainara falava poderia emocionar outra pessoa, mas Cesar se fechou para ela, realmente não confiava mais nela, para ele, foi como um trauma.
De qualquer maneira, Cesar não conseguiria deixar de perdoá-la. Não sentia mais nada por ela, mas também não queria guardar rancor, aquele comportamento era para mostrar a ela que ele não estava esquecido e não ia fingir que nada aconteceu.
— Sabe, garota, eu também quis me justificar, mas não vou fazer isso, não te devo nada. Mas eu vou te perdoar, sim... — Tainara ficou feliz pelo o que Cesar acabou de falar. — Só porque você falou muitas verdades, não gosto de ver ninguém se humilhando para mim — advertiu. — Bem, siga o seu caminho que eu sigo o meu, não seremos amigos, se quiser me dar um "oi" ou me desejar um "bom dia", vou te responder porque o meu pai me deu educação, mas nunca espere mais nada além disso. E então, era só isso? Já posso entrar? — Cesar perguntou já a saber que ela não queria somente aquilo.
— Não, Cesar, por favor, espere. Eu sei que não mereço te pedir nada, mas, pela última vez, só faça isso por mim. O seu pai me colocou de quarentena do g***o dos jovens e parece que não vou sair em quarenta dias, já estou ficando com vergonha, os meus pais até hoje estão diferentes comigo porque querem saber o que aconteceu e o seu pai não fala nada. Alguns jovens estão falando de mim pelas costas, outros desconfiam de que eu possa ter feito algo muito "pecaminoso". Por favor, Cesar, peça ao seu pai para me tirar da quarentena, não estou aguentando mais isso — ela fez uma pausa para Cesar respondê-la, porém, ele não disse nada. — Para que você saiba, eu estava na rua e encontrei os seus irmãos juntos, perguntei por você e malmente um deles me respondeu que você estava em casa, como eu sabia que o seu pai estava na igreja hoje, vim aqui te pedir este favor.
Cesar ainda não a respondeu, estava a pensar no que diria para ela. Enfim disse:
— Infelizmente, não posso fazer nada por você. Adeus!
— O quê? — Tainara ficou boquiaberta, ela segurou o choro e passou a mão pelos cabelos dramaticamente, a olhar para o chão. — Tudo bem, adeus — ela nem se atreveu a olhar nos olhos dele e foi embora desolada.
Por outro lado, Cesar não se atreveu a sentir remorso. Sabia que tudo não passava de jogo emocional, ela sempre fazia isso quando discutiam e não faria diferente agora. Somente depois que ela se distanciou que ele percebeu que a sua nova vizinha, a única que viu até então, estava parada com a chave na porta a observá-lo. Depois ela desviou o olhar e continuou a rodar a chave.
— Oi! Tudo bem? — perguntou Cesar sorridente.
A garota acenou com a mão de maneira tímida e entrou, não durou três segundos para ela voltar, com os olhos bem abertos, a focar os olhos de Cesar.
— Eu, hein! — exclamou o garoto. — Posso te ajudar? — gritou para a garota.
A garota, primeiro, olhou para dentro a se certificar de que ninguém dali da casa estava a observar, depois fechou o portão e se aproximou.
— Olha, moço, acredito que pode me ajudar, sim — disse a garota. — Eu não conheço nada desta rua, na verdade, nada desta cidade. Sabe me dizer onde posso comprar açúcar? Fui em todos os lugares que encontrei, de manhã, bem cedo. Está tudo fechado.
— Moço? — riu Cesar. — Poxa, menina, é feriado, o comércio sempre fecha.
A garota bateu a mão na fronte.
— É mesmo. Que d***a! Eu esqueci completamente. E agora? Comprei tanta coisa e esqueci de comprar açúcar.
— Fica tranquila. Eu vou aqui em cima e pego uns quilos para você. De quantos precisa?
A garota ficou desconfortável consigo própria.
— Ai! Me perdoe se eu pareci pretensiosa. Não foi por m*l.
— Oxente? Está doida? Não fica triste por causa disso, menina, pelo amor de Deus. E não achei você nem um pouco pretensiosa. Espera aí que eu vou pegar o seu açúcar, ou se você quiser, pode subir.
A garota olhou preocupada ao redor.
— Eu prefiro entrar, se não se importar.
— Pois, entre, só não chamei antes com medo por você ser uma garota e eu estar aqui sozinho. O pessoal aqui é muito fofoqueiro, melhor coisa foi você e a sua família não ter se misturado — dessa vez, o Cesar foi pretensioso, e a garota soube na hora, entrou na casa sem dizer uma palavra sobre o que ele falava. Cesar fechou o portão, por fim ela o seguiu.
Ele pediu para que ela o acompanhasse até a cozinha e avisou para não tirar os calçados.
— Não repare na bagunça. Aqui é casa de p***e e às vezes bate uma preguiça da zorra de faxinar todos os dias — esse comentário de Cesar fez a garota rir. — Nossa! Eu pensei que você não ria — disse ao abrir um armário da cozinha.
— Não tem como não rir, vocês baianos são muito engraçados.
— Ué? Você não é baiana?
— Não, sou de Minas Gerais.
— Eita! A terra do biscoito.
— Sim, isso mesmo, e só dois quilos está bom — ela disse isso por Cesar ter separado quatro quilos de açúcar para ela.
Ele colocou os quilos numa sacola plástica de supermercado e a entregou.
— Aqui para você, quando quiser mais pode me pedir ou a qualquer pessoa desta casa. A gente aqui não tem miséria com ninguém.
— Muito obrigada, mesmo, nem sei como agradecer.
Cesar a conduziu de volta à entrada da casa.
— Tranquilo, não se incomode — Cesar limpou a garganta, tímido por querer fazer uma pergunta para ela. — Posso te perguntar uma coisa? — ele percebeu o quanto ela hesitou antes de responder:
— Pode.
— Qual o seu nome? Desde que te vi aqui tentei te perguntar, mas nunca tive a oportunidade.
— Oh! É verdade, me desculpe não ter me apresentado. O meu nome é Talita.
— Que nome lindo, Talita.
— Obrigada. Eu sei que o seu nome é Cesar, não precisa me dizer.
— Nossa! Agora eu fiquei surpreso. Como soube?
— É que vocês gritam muito — Talita deu risadas, depois ficou séria. — Sem ofensas.
— Ofendeu o que, menina? A gente grita mesmo — ambos riram. — Me diga aí, Talita, você é de Minas, mas não tem sotaque mineiro.
— Ah! Todo mundo fala isso. Minha família e eu somos de São Paulo e fomos morar na terra do biscoito quando eu já era bem grandinha, me ensinaram a não pegar o sotaque mineiro e eu acabei de julgar essa atitude bem preconceituosa — Talita deu de ombros. — Mas nunca questionei sobre isso.
— É difícil morar com os pais? Os meus se divorciaram há muito tempo.
— Na verdade, eu não moro com os meus pais hoje. Não sei se devia estar te contando, mas eu moro com um g***o de garotas. Sinceramente, não devia mesmo ter contado — ela o olhou com curiosidade. — Você transmite muita confiança.
— Nossa, que demais! E obrigado pelo elogio. Você e seu g***o são garotas independentes e muito misteriosas. Trabalham com o quê?
— Desculpa, acho que já chega. Devo parar por aqui. Se a minha líder descobrir que estava conversando com você, ela vai me punir.
Cesar franziu o cenho. Pensou em muitas coisas sobre o que ela estava a falar.
— Hein? Punir? Nunca tinha ouvido alguém colocar esta palavra numa frase desta maneira. É um costume de vocês mineiros?
— Me desculpe, Cesar, é melhor eu ir embora mesmo. As meninas estão me esperando. Olhe, muito obrigada pelo açucar. Eu havia esquecido de comprar mais e somente eu saio para fazer compras para casa.
— Certo, não precisa se desculpar, eu é quem peço desculpas, falei m*l dos vizinhos fofoqueiros e agora estou dando uma de enxerido.
Talita sorriu e deu alguns passos para ir embora assim que atravessou o portão, depois voltou novamente e perguntou:
— Vizinho, eu posso te fazer uma pergunta?
— Faça mil. Nada mais justo.
Talita não resistia em sorrir com ele.
— Você tem ou teve algum parente... Digamos... Feiticeiro?
Cesar arregalou os olhos.
"Que pergunta é essa, menina?" pensou, mas não podia dizer aquilo para ela. Soaria muito grosseiro.
— Olhe, minha linda, a depender do ponto de vista, eu acredito que sim. Todos os meu avós eram do candomblé, é uma religião que pratica a feitiçaria, não sei direito. O meu pai é evangélico, então tive contato apenas com a religião cristã, apesar de ter muitos amigos que também são do candomblé, mas eu não sigo nenhuma região. Por que a pergunta?
— Curiosidade — a maneira como Talita respondeu deixou nítido que o comentário de Cesar não foi o que ela queria ouvir.
Na verdade, o que ela se referia não tinha nada a ver com religiões.
Ela, finalmente, foi embora.
***
Cesar aproveitou o primeiro dia de março para visitar o seu irmão mais velho, ainda era semana de carnaval e ele queria muito ir para onde ele morava, a sua intuição gritava dentro dele. Quando os seus outros irmãos souberam, pediram para irem junto, exceto Waldir, queriam aproveitar que ficariam sem aula até ao quinto dia do mês.
Seu Cosme ligou para Sócrates que concordou no mesmo instante. Na verdade, o plano de Sócrates era de ir ver a família no feriado, mas receber a visita parecia ser bem melhor para ele.
Pegaram o transporte público, Cesar, Leandro e Adriana, foram para São Caetano e Sócrates estava num determinado ponto a esperar por eles. Quando desceram do veículo, cumprimentaram-se com beijos e abraços.
Sócrates era muito alto, era o maior da família, até mesmo maior que o próprio pai. Genética da família da mãe qual não via há meses, no caso de Cesar, há dois anos. Nem contato com ela mantinham.
— Cadê Waldir, rapaz? — perguntou Sócrates. A sua voz era bastante grave. — Por que ele não veio?
— E aquele vagabundo quer fazer outra coisa além de jogar video game? — falou Adriana. — Qualquer dia desses meu pai vai rumar aquele aparelho pela janela.
Sócrates deu muitas risadas.
— Mas, rapaz — comentou Sócrates, ele conduziu os irmãos pelo caminho que levava à sua casa. — Quer dizer que Waldir não quer nada.
— Nada, meu irmão — continuou Adriana —, nada. Outra coisa que ele sabe fazer direitinho é beber cachaça. Nem sei onde ele arranja dinheiro. Outro dia aí levou Cesar para beber com ele.
— Como é, rapaz? — Sócrates ria sem parar. — Quer dizer que Cesar bebeu — ele olhou para Cesar. — E aí, chefe, gostou? Quer mais? E meu pai, brigou não?
— Brigou, não é!? — respondeu Cesar. — Do jeito dele. Você sabe que ele é muito manso. Mas eu gostei de beber, viu, gostei muito. Nunca mais eu bebo — Cesar disse com graça a fazer os outros rirem.
— Bebeu por que, homem?
— Depois eu te falo...
— Dor de corno — gritou Adriana.
— Adriana — repreendeu Cesar.
— Foi m*l, irmãozinho, mas todo mundo já sabe, pelo menos, quem está m*l falada é a s****a da Tainara.
— s****a, mesmo — comentou Sócrates. — Vou te apresentar a umas meninas aí.
— Não precisa, irmão, estou gostando da minha vizinha e eu acredito que ela também está interessada em mim.
— Caramba! É o bruxo mesmo. E você, Leandro, não tem namorada?
— No momento, não penso em namorar — respondeu Leandro.
Ele era muito quieto, comportado e falava pouco. Os irmãos desconfiavam que ele fosse gay, porém, Adriana era quem mais andava com ele e alegava que ele gostava de meninas, mas realmente não queria namorar.
— Não acha que já está na hora?
— Não! O meu tempo não precisa ser igual ao de vocês. Você casou com uma mulher um ano mais velha e sem a aprovação dos pais dela, Adriana namora escondida pelos becos porque meu pai não deixa, Cesar foi traído e já está de olho em uma vizinha que ninguém nem sabe quem é, e o Waldir está enrolado com três meninas, se descobrirem uma sobre a outra, ele vai amanhecer morto. Nem queria mencionar meu pai, divorciado. Estou muito bem. Gosto de planejar.
— Que nada! — reclamou Sócrates. — A gente precisa arriscar, senão, não vive, não tem história para contar.
Finalmente, chegaram. Sócrates abriu o portão da casa e entraram todos. Era simples e bem arrumada. O chão tinha piso, porém, as paredes ainda estavam no reboco. A mulher da casa havia forrado a as paredes da sala com cortinas. Ela apareceu de avental e touca da cozinha.
— Oi, meus amores — saudou Dalila. Ela retirou o avental e foi cumprimentar a visita, abraçou e beijou um por um. — Chegaram na hora certa, estou preparando um macarrão com queijo que vocês vão amar — ela pegou as mochilas dos visitantes e levou para um quarto depois de uma porta na sala. — Podem se sentar aí — ela apontou para o sofá quando saiu do quarto. — Querem água, alguma outra coisa?
— Eu quero, amor — disse Adriana.
— Oxe! Vá pegar, ordinária — brincou Sócrates. — A casa é de vocês também. A cozinha fica logo ali.
— Tu é chato, viu!? — Adriana foi para a cozinha pegar um litro de água na geladeira e os meninos se acomodaram no sofá azul-marinho.
Sócrates tinha uma televisão e um aparelho de DVD, ele ligou para o pessoal assistir a alguns filmes, numa gaveta da rack havia várias mídias de DVDs para escolherem.
E passaram a tarde comendo e assistindo a um filme de ação. Foi um momento gratificante em família. Tinham pouco, mas eram felizes com o que tinham. Era o suficiente para viverem bem, sem desperdícios, sem passar necessidades, sem preocupações. Viviam tranquilos.
Sócrates mandou que os seus irmãos fossem descansar porque pela noite os levaria para comer pizza e assim fez quando chegou a noite. Ficaram muito contentes. Era raridade eles comerem pizza, mas ficaram tristes porque, provavelmente, não comeriam de novo tão cedo.
Era mais que dez horas da noite, Adriana e Leandro estavam a dormir no quarto, na antiga cama de casal dos donos da casa. Cesar estava sem sono e ajudou Dalila a lavar os pratos, ela não quis, mas ele insistiu.
— Como está o seu pai? — perguntou Dalila. Eles enxugavam os pratos e os guardavam no armário da cozinha.
— Ele está bem — respondeu Cesar. — Parece que quanto mais velho, mais saudável ele fica. Ele sempre melhora.
— Que bom! Eu queria que o meu pai fosse assim, mas só piora. Me liga duas vezes por semana. Ele acredita que eu não deveria ter me casado com o seu irmão, mas não sabe como o Sócrates é uma pessoa maravilhosa para mim.
— Por que ele não queria?
— Preconceito. Ele é um homem branco e de boas condições, mora no centro de Salvador. Viemos de Pernambuco a dois anos atrás e com três meses eu conheci o Sócrates, me apaixonei e namoramos, hoje estamos casados, graças a Deus. O meu pai acredita que eu consigo arranjar um homem rico. São ideias que não querem desconstruir. Quando o amor chega, a gente não sabe fazer outra coisa a não ser se entregar.
— Estou frustrado com esses assuntos. Estava namorando uma menina, mas ela me traiu, eu precisava ter visto porque se alguém tivesse me contado, quem sabe nem acreditasse. Eu a amava, mas amar sozinho é muito r**m. A gente fica cego. Se eu soubesse que não existia reciprocidade, já teria terminado há muito tempo para não sofrer tanto como sofri.
— Poxa! Sinto muito. Espero que esteja melhor agora.
— E estou. Fique tranquila.
— Está pensando em namorar de novo?
— Ô! Sou jovem ainda. Já estou interessado da minha nova vizinha. O nome dela é Talita e é muito linda. Me apaixonei.
Dalila deu risadas.
— Homem não tem jeito. Nem bem saiu de um relacionamento e já está querendo entrar em outro. Mulher tem que superar para depois pensar se vai se relacionar de novo, e o parceiro precisa estar nos conformes, senão ela não se entrega.
Após terminarem de guardar os pratos e de terem terminado o diálogo por volta da meia noite, foram dormir. Cesar teve que mover os seus irmãos espaçosos para conseguir um lugar para descansar.