Capítulo 9

3481 Palavras
Cesar e Talita ficaram a sós e conversaram por muito tempo, não apenas sobre magia, ou sobre as Feiticeiras Prodígios, ou sobre o mundo mágico, ele já sabia que tinha muito a aprender e pensava que teria tempo suficiente, mas sim, falavam também sobre coisas triviais, como deveria ter sido se estivessem num encontro. Imediatamente, Cesar lembrou-se de uma coisa, ele ouviu a Natybinle falar e queria comentar sobre aquilo, mas não teve a oportunidade. — Posso te perguntar uma coisa? Não sei se é magia, ou se tem alguma coisa a ver... — Pode perguntar — assegurou Talita de antemão. — Uma das meninas disse que eu tenho um dom, o da Projeção Astral, nem sei o que é isso, quando eu me projetei para ajudar a alma de um garoto morto, eu vi quando um Túnel se formou e uma Luz no fim o chamou para que ele fosse para um Lugar Melhor — Cesar olhou Talita com curiosidade porque ela o olhava como se estivesse maravilhada com os relatos. — O que foi? — Você viu e ouviu uma Luz? — perguntou Talita. — Sim! Isso é importante? O que é essa Luz? — É importantíssimo. Existem vários tipos de luzes na magia, todas elas se conectam em uma única. A Luz é a nossa fonte de poder, sempre escolhemos um dia da semana para invocá-la, para a manutenção do nosso espírito, contudo, a Luz que fala é algo muito maior do que nós pensamos... — Talita se interrompeu, pois, Layra andava ao encontro deles. Ambos se poram de pés. — Layra, eu preciso te contar uma coisa — disse para a porta-voz. — Agora não — respondeu a líder. — Eu preciso falar com o principiante. — É importante, quando ele usou o dom, conseguiu ver e ouvir uma Luz levar uma alma para o Além. — O quê? — Layra indagou bem alto, depois percebeu o próprio espanto, recobrou a compostura e limpou a garganta. — Bom, amanhã falaremos sobre isso, está tarde e ele precisa ir embora. — Layra precisamos explorar este garoto. Ele é cheio de surpresas... — Entendo perfeitamente, Talita, mas ele realmente deve ir embora, precisamos conversar em particular. Agora, vá se juntar às outras meninas, vou dizer algumas palavras para este rapaz — Talita ficou desanimada, e fez o que a porta-voz ordenou. Nem mesmo olhou para trás, nem se despediu do garoto qual os olhos brilhavam tanto por um pouco mais de tempo com ela. — Me acompanhe até a saída, por favor — pediu Layra já a andar na frente dele. Do lado de fora da casa, no gramado, perto da porta de metal do muro, Layra, de súbito, pegou o seu bastão e o apontou aceso para o rosto de Cesar. — Uau! — exclamou Cesar ao levantar as mãos para cima em sinal de defesa. — Como assim? — Escuta uma coisa, jovem, só porque eu estudo botânica não significa que eu seja fraca... — Ninguém disse isso — rebateu Cesar. — Também não sou estúpida... — Menos ainda. — Eu sou a líder destas meninas por uma razão, tenho muitas habilidades... — E eu não tenho dúvidas disto. — Me diga agora, quem é você? — Eu já disse, o meu nome é Cesar, moro aqui do lado, fui para o Rio de Janeiro trabalhar e antes de voltar para cá, descobri o meu dom — Talita havia preparado, bem rápido, a Cesar para saber lidar com a líder, por isso ele permaneceu calmo e a respondeu de maneira branda para que ela percebesse o quanto ele estava seguro de si. — O problema é que um dom manifesta-se em alguém a partir dos sete anos de idade e o seu se manifestou agora. Quem é você? — Eu não sabia desta informação, não sei de nada, estou aqui, estou envolvido e quero aprender com vocês e eu já disse quem eu sou. Pode ser mais específica na pergunta? Layra o olhou de soslaio, depois abaixou o bastão que se apagou imediatamente. — É! Parece que está falando a verdade — admitiu Layra. Ela não era uma mulher ameaçadora, apenas precisava se certificar de que não estavam a correr perigo naquele momento. — Por que eu estaria mentindo? — Cesar, você precisa entender uma coisa, nós somos uma ameaça para o Reino de Ic agora. Se formos capturadas, nunca mais poderemos ter a chance de salvar a Rainha Zadahtric. Você pode ser um feiticeiro das luzes, mas também pode ser um espião, um traidor, existem vários no meu mundo e é tão difícil identificar um. Você é muito suspeito. Não posso me ludibriar com o carisma que eu confesso que você tem. Qualquer falha e tudo pode estar perdido. Sabe o que fazemos aqui? Estamos planejando o resgate de Zadahtric e a Terra é o melhor lugar para refugiados mágicos e agora contei algo muito confidencial — Layra se irritou pela própria confusão. — A falta da conexão com o Cosmos torna este mundo um lugar "não mágico", ou "não cem por cento" e nos limita a fazer magia como fazemos em nosso mundo, ainda assim é a melhor opção... E eu continuo falando. O que há comigo? — Como são estes outros mundos? — Não posso revelar isto agora para você, já falei demais. — Ainda quero entender uma coisa, se a Rainha Kanahlic não é um ser maligno, é apenas uma feiticeira das trevas, por que Zadahtric usurpou o Trono e baniu a própria irmã do Castelo? Isso foi muito injusto, e vocês estão compactuando com isso. — Eu posso observar que você aprende muito rápido, na verdade, vocês terráqueos, principalmente brasileiros, são muito inteligentes e curiosos. Enfim, amanhã você terá a sua resposta para que você entenda, tudo o que precisa saber é que, se quiser mesmo continuar, precisa me respeitar como líder, minhas decisões são de suma importância, ou da minha braço-direito Naty. Você será subordinado e n******e negar ou demorar-se numa ordem. Venha amanhã a partir das sete da manhã — Layra abriu a porta para Cesar ir embora, nem esperou ele aceitar as condições. *** Cesar entrou na sua casa e ia diretamente para o quarto quando os seus irmãos o interromperam e o levaram para o sofá da sala. — Gente, eu estou cansado, quero ir para a cama — disse Cesar sem forças para escapar dos irmãos. — Conta tudo — falou Adriana. — Como foi o encontro? — Não teve encontro. Eu disse que eram só negócios. — Sim, e você se cansou com o quê? — perguntou Waldir a insinuar que o irmão teve relações íntimas com a vizinha. — Waldir, pelo amor de Deus... — Deixa de dar uma de politicamente correto e conta logo. — Gente — Cesar pensou rápido —, é o seguinte, elas me contrataram para atuar como vigia da casa por algum tempo, a casa só tem mulheres e elas estão se sentindo indefesas. É isso — ele mentiu descaradamente, era mais fácil ele próprio ser a indefesa da história. — Sério? — questionou Adriana. — Era isso? Que fraco. Ainda acho que está mentindo. — Fraco uma óva, a casa só tem mulher — disse Waldir. — Eu preciso trabalhar lá. Elas pagam quanto? São ricas? O que fazem? — Gente, eu não posso falar muito sobre elas, tive que assinar um contrato de sigilo — ele detestava mentir, ainda mais para os familiares, mas era necessário. — Ah! — exclamaram os três em uníssono. — Poxa, Cesar, por quê? — indagou Adriana. — Tem certeza que não está mentindo? — Ela são misteriosas e estão fazendo algo muito importante por aqui, não podem ser expostas. — Que m***a, hein! — xingou Waldir. — Pelo menos são bonitas? — São todas lindas. — Pegue uma delas e diga que você tem um irmão que é a sua cara caso haja brigas. — Deixa de ser s****o, Waldir — repreendeu Adriana. — Olha, Cesar, tenha muita boa sorte, só não conte tudo para o nosso pai. Ele, provavelmente, não vai gostar nada desse seu trabalho secreto. — Ele vai entender, pelo menos estou arrumando um emprego. — Está me jogando indireta, é? — reclamou Waldir. — Não estou, mas parece que a carapuça serviu, não é!? — Ah! Vai se ferrar. — Deixa o meu pai te ouvir — alertou Adriana. — Aí será você quem vai estar ferrado. — Cala a boca, insuportável. Finalmente, depois da noite de conversas e risos abafados, para não acordarem Seu Cosme, Cesar foi dormir, pelas onze horas da noite, ainda tinha que acordar cedo. *** Alguém bateu na porta e Cesar despertou, eram seis e quarenta e oito horas da manhã. Cesar imaginou que era o seu pai. O que ele queria? — Oi! — disse ainda indolente. — Filho, bom dia — saudou Seu Cosme. — Levanta que a gente vai sair daqui a uns vinte minutos. Cesar se levantou da cama rapidamente. "Como assim?" ele pensou, tinha um compromisso praticamente naquele horário. — Oxe? — Cesar checou as horas no celular. — Vamos aonde? — Não igreja. Eu não falei com você? — Não falou, pai. — Eita! Acho que foi com o Waldir, mas já que está acordo, venha você mesmo. — Pai, n******e ser outro dia? Tenho um compromisso hoje. — Que compromisso? n******e ser depois? Cesar pensou se responderia a pergunta com sinceridade. Adriana tinha razão, ele era um pai muito preocupado e protetor, bem capaz de ele protestar sobre esse trabalho. Mas não era hora para discutirem o assunto. Cesar disse que estaria pronto em minutos, nem sabia o que ia fazer na igreja, mas da última vez que fora acordado assim era pra fazer algum serviço para o templo. E ele estava certo, Seu Cosme o levou para ajudar as irmãs da igreja a limparem o ambiente e alguns objetos, trocar cortinas, entre outras tarefas, uma festa estava por vir. Na cozinha da igreja estavam todas acomodadas a conversar, além do pai de Cesar, havia mais dois irmãos, ou seja, dentre quatorze pessoas, quatro eram homens, o templo era muito grande para ser arrumado. Estavam a esperar que alguém trouxesse a refeição para comerem, e quem, infelizmente, apareceu foi a Tainara, acompanhada com outra jovem. Carregavam uma grande sacola com algumas marmitas e poram na mesa para que se servissem. Tainara, quando viu o Cesar que permaneceu indiferente à presença dela, hesitou, depois disfarçou e separou uma marmita especial para ele. Ela se aproximou e o entregou. — Não precisa... — disse Cesar, mas foi interrompido. — Por favor, eu insisto. Quero agradecer por você ter pedido ao seu pai para me liberar do afastamento. Sei que não mereço. — Ah! Para com isso. Já deu. Foi passado e eu quero esquecer. — Está bem — Tainara pegou uma cadeira e se sentou perto dele, Cesar revirou os olhos. — Não faz essa cara — ela pediu. — Tainara, eu não quero conversar. — A gente n******e ser amigos? — Não. — Ai, Cesar. A gente se conhece há tanto tempo. — E você fez o que fez. Agora estou falando naquilo que acabei de dizer para esquecermos. Você não está me fazendo bem, Tainara. — Eita! — os olhos de Tainara se arregalaram e se encheram de lágrimas. — Não fique com mágoa de mim, por favor. Cesar respirou fundo. Ele sabia que ela estava a fazer chantagem emocional, e também sabia que o motivo de ela se comportar daquela maneira era porque queria reatar o relacionamento. Quando ele abriu a boca para dizer alguma coisa, a sua visão ficou escura depois tudo ficou azulado, como no seu sonho. Ele se projetou de maneira astral e nem sentiu. Ele já estava a se acostumar com aquilo, porém, o que o deixou intrigado foi que ao redor de Tainara, emanava uma aura como uma fumaça branca enquanto que todos os demais tinham uma aura vermelha. — Cesar? — indagou Tainara ainda naquele aspecto. Ela estalou os dedos para ele e depois tudo voltou ao normal. Ele ficou boquiaberto. — Eu não acredito — disse Cesar ao olhar para o nada. — No que, menino? Cesar a encarou surpreso, depois lembrou-se do seu compromisso. — Nada — ele se levantou da cadeira sem mais nem menos e foi até o seu pai a deixar Tainara sozinha e confusa. — Pai, que horas são? Seu Cosme olhou no relógio de pulso e respondeu: — Vai dar onze horas. Já vai? — Já vou, pai, tenho um compromisso — Cesar se apressou em ir embora dali. — Espera, filho, não quer comer? — perguntou Seu Cosme, mas o rapaz já tinha ido embora. *** Tudo o que Cesar tinha no estômago era o seu café da manhã, mas perdeu a fome depois de ver a aura branca de Tainara. Quem diria que ela era feiticeira? Ele caminhava cegamente, queria chegar depressa na casa das feiticeiras e quando chegou, bateu na porta de metal, porém, ninguém respondeu, depois ele bateu com mais força e mais vezes. Sem respostas, Cesar tocou a campainha várias vezes e em menos de um minuto alguém do outro lado perguntou quem era. — Sou eu, o Cesar — respondeu Cesar. Quando a dona da voz abriu a porta, por completo, revelou que era a m*l encarada quase sem sobrancelhas. Cesar gelou na entrada, ele sentia que ela não gostava dele. O nome dela era Dulca e era a mais intimidadora de todas. Ele não tinha percebido o quanto ela era musculosa, os seus braços eram mais fortes que os dele. — Nossa! Você faz boxe? — O quê? — indagou Dulca. — Entra logo, você está mais que atrasado — Cesar entrou e esperou ela fechar a porta, Dulca começou a andar e Cesar continuou onde estava, ela olhou para trás e disse: — Está esperando eu fazer o convite? Entra logo, lerdo. — Nossa! Que m*l-educada — comentou Cesar consigo próprio. Ele entrou na casa e todas as garotas estavam sentadas, no mesmo lugar do dia anterior, exceto Talita. Layra se levantou do chão e foi até o encontro do rapaz com as mãos nos quadris. — Eu mandei que você viesse a partir das sete horas da manhã. — Me desculpe — Cesar começou a se justificar. — O meu pai me obrigou a fazer um serviço para ele. Mas enfim, tenho algo muito importante para falar... — Rapaz — interrompeu Layra —, eu não quero saber das suas desculpas, eu só quero que você me obedeça. — Eu não posso passar por cima da ordem do meu pai. — Ele não é mais importante do que o que estamos a enfrentar agora. — Me desculpe outra vez, porta-voz, mas ele é sim. Pelo menos para mim. — O quê? — Layra se indignou e se voltou para as outras meninas. — Vocês estão ouvindo o que este insolente acabou de falar? — Layra, ele ainda não entende a gravidade da situação — disse Bala de maneira branda. — Perdoe as suas falhas, ele não sabe de praticamente nada, vamos ensiná-lo. — Desta vez, não — Layra se voltou para Cesar. — Eu iria te explicar hoje mais cedo os nossos planos, mas você não apareceu, não cumpriu uma simples ordem. — Eu já disse, o meu pai me obrigou a ajudar ele numa coisa. — Você não podia recusar? Agora não importa mais. Tomei uma decisão, você será obliterado e mandado de volta para a sua casa. — Layra, pensa direito — insistia Bala, se Talita estivesse ali, seria mais um reforço. — Ele possui um dom muito raro e aclamado. — E se ele não for quem gostaríamos que fosse — intrometeu-se Dulca. — Poderia pôr tudo a perder. Seríamos presas e, quem sabe, executadas. É isso que vocês querem? — Finalmente alguém pegou o meu raciocínio — falou Layra o que deixou o clima mais tenso. — Espera aí — protestou Cesar. — Gente, eu juro para vocês que não sou do m*l, sou uma pessoa do bem e essa história toda está me enchendo o saco. Eu não quero ser grosso, ainda mais debaixo do teto de vocês, mas eu não vou aceitar ser julgado desta maneira. E quer saber, façam o que tiverem que fazer. Eu acreditei em vocês e por isso que estou aqui, mas se não querem acreditar em mim, não posso fazer nada e nem vou mais me justificar porque eu pago as minhas próprias contas. Layra o encarou com os olhos apertados. — Do que é que você está falando? — Layra, eu achei ele bem sincero — disse a braço-direito Naty. — Vamos ouvir o que ele tem a dizer. Layra processou as palavras da sua braço-direito, a única que ela confiava mais que qualquer outra pessoa. — Tem certeza, Naty? — Óbvio, se para ele, que não sabe de nada, julgou algo muito importante, quem sabe para nós, que sabemos de tudo, seja mais que importante. — Isso não tem lógica — argumentou Dulca. — Veremos — desafiou Naty. — Vamos, Cesar, conte-nos o que ia dizer. Cesar ficou hesitante. Ele já estava prestes a desistir de participar de toda aquela confusão, estava a ser discriminado e ele odiava isso mais do que qualquer outra coisa, mas o que o impediu de mandar a porta-voz ir se danar foi ter pensado que nunca mais veria a Talita, ele se apegou a ela. As meninas estavam a esperar atentas e em silêncio a novidade trazida pelo rapaz. — O meu pai me mandou que fosse ajudar a arrumar a igreja, um templo religioso, para uma festa que está por vir, e lá, o meu dom aflorou sem eu precisar estar inconsciente, foi aí que eu vi uma única pessoa naquele lugar que tinha uma aura branca, as demais tinham auras vermelhas. Depois eu despertei e vim correndo para cá. Todas ficaram em silêncio, Naty sorriu, sem mostrar os dentes, para Cesar e a garota chamada Bris se levantou do seu lugar. — Nosso dilema acabou. Ele é muito fundamental, principalmente para ajudar na busca de outros feiticeiros, o que é muito difícil detectar — disse Bris. — Eu preciso conversar com você, rapaz — ela apontou o dedo para Cesar, ela entendia muito sobre dons e gostaria de estudá-lo. — Agora, não — negou Layra. — Espera um momento — ela se voltou para Cesar novamente, agora, hesitante. — Meu jovem, nós estamos passando por um momento muito delicado das nossas vidas. Nós precisamos muito do seu dom que iria nos ajudar muito nessa fase, então, por favor, nos prometa que vai se empenhar nisso tudo, o nosso tempo está passando e o nosso reino pode ser tomado pelas trevas, isso pode nos afetar muito, somos todas vinculadas magicamente ao nosso reino e quando a raiz é afetada, todo a árvore sofre consequências. Você entende o que eu digo? — Sim, mas eu não posso deixar de obedecer ao meu pai — Cesar respondeu e Layra suspirou de decepção. — Olha, se você achar melhor, nós obliteramos a sua família e você fica livre de toda preocupação com ela — Layra falava com mais humildade, Cesar não tinha noção da própria importância. — O quê? Não! Não quero que os meus familiares se esqueçam de mim. Vocês resolvem tudo apagando? — Então o que podemos fazer para que não haja intervenção da família em nossos projetos? Todas nós temos famílias e todas nós nos apagamos da árvore genealógica para um bem maior. Não se preocupe, o feitiço pode ser revertido e trará segurança para ti para os teus parentes. — Por que seria necessário trazer segurança? — Porque se descobrirem quem você é, a sua família pode correr perigo. Dorbis é um mundo traiçoeiro e desigual, há vários outros pontos negativos e o principal deles é o assassinato em massa. Pessoas menos favorecidas morrem com frequência por lá, aqui neste mundo, a sua familia corre maior perigo, principalmente sem um amuleto mágico. Cesar ficou em silêncio, estava absorvendo toda aquela informação. — Será que eu posso conversar com Talita antes? — Por qual motivo? — Ele confia nela — respondeu Naty. — Foi a primeira qual ele teve contato, fora ela ser a única terráquea em nosso meio o que deixou a conexão deles mais forte, ele confia nela mais que em si próprio. E pelo visto... — Tudo bem — interrompeu Cesar. — Já chega. Acho que todas já entenderam — ele imaginou que ela iria revelar que estão apaixonados um pelo outro e de fato estavam. Layra deu de ombros, nada daquilo fazia sentido para ela, porém, ela mandou que ele descesse para conversar com Talita que estava na cozinha a preparar o almoço das mulheres.
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