Capítulo 19

3738 Palavras
Talita sentou-se no sofá ao lado de Cesar, ela estava nervosa e demonstrava uma certa vergonha ao olhar nos olhos do rapaz. — Talita, o que foi? — perguntou Cesar. — Olha, Cesar, Layra recebeu uma ligação do g***o dos meninos, os Feiticeiros Prodígios, eles já sabiam sobre você e o seu dom, ela pediu pra te avisar que na sexta-feira que vem quer que você apareça lá por onde eles moram, vai acontecer um evento na rua e você precisa estar lá, vai reunir muita gente o que significa que possíveis feiticeiros estejam presentes. — Perfeito! E você vem também, não é? — Com certeza, se a porta-voz permitir eu vou com vocês, agora, eu preciso te contar outra coisa. — Diga — Cesar ficou intrigado, desde que ela entrou, se comportou de maneira estranha. — Quando estávamos no carro, no momento em que fomos buscar a Gisele, Tainara conversou comigo. — Ai, meu Pai! O que foi dessa vez? — ele imaginou que Tainara teria dito alguma coisa constrangedora sobre o antigo relacionamento deles dois. — Ela queria saber se a gente está namorando. — E o que você respondeu? — esta pergunta fez o coração de Cesar acelerar, ele queria mais que tudo que ela dissesse que sim. — Eu disse que sim. "Yeeah!" comemorou em pensamentos, ele sorriu depois engoliu em seco, era o seu anseio namorar com ela. Os seus olhos brilhavam ao dizer: — Bom... — ele balançou a cabeça em afirmação e ficou com o olhar fixo de uma maneira que deixou escapar que estava nervoso também. — Muito bom. — Espero que você não fique chateado, por eu ter mentido... — Não... Jamais ficaria chateado com isso, na verdade, eu até gostei, é bom que ela sai do meu pé. Então... — Cesar procurou um maneira de perguntar sem parecer encabulado. — A gente vai ter que se comportar como um casal agora? — Acho que sim — Talita ficou sem jeito para afirmar aquilo, deu de ombros. Cesar sorriu para ela apenas de canto de boca. Aqueles lábio carnudos e avermelhado de um jovem n***o a estimulava de uma maneira que a fazia ter d****o de agarrá-lo ali mesmo. Ela sorriu de volta, porém, olhou para baixo e mordeu os lábios, o clima era quase tangível entre eles. — Nesse caso — Cesar agora falava de uma forma mais quente, mais sedutora, do jeito que sabia fazer e deixar as mulheres loucas —, a gente vai ter que se beijar? Talita levantou a cabeça rapidamente com o coração palpitando a mil, ela apertou a bainha do seu vestido e confirmou a pergunta com a cabeça. — Sim, parece que vai ser necessário — ela respondeu. — Quer ensaiar? — Cesar não economizou no charme e na sensualidade. — Sim! — Talita respondeu tão rápido que se envergonhou automaticamente, mas aquilo não superava a sua v*****e de beijá-lo. Cesar chegou mais perto e se inclinou para encostar os seus lábios nos dela, e encostou, estavam úmidos, suculentos como um morango, mas não puderam nem amassar as bocas uma na outra e desfrutar do prazer que se dariam, pois, de surpresa, alguém abriu a porta e entrou a fazê-los se assustarem e se afastarem. — Cesar, você queria... — disse Aina, a corpulenta, parou de falar quando sentiu o clima que eles deixaram no ambiente. — Falar comigo — completou, mas já era tarde demais para disfarçar. — Se quiser eu apareço em outro momento. — Não precisa — Talita se levantou. — Fique, eu já falei com ele o que tinha que falar, outra hora a gente conversa, vamos nos ver mais vezes, então teremos muito tempo. Antes que Talita fosse embora, Cesar pegou na sua mão e a beijou a dizer que ainda tinham um assunto com ela para concluir. Ela se derreteu ainda mais, estava esperando por aquele momento, mas não estava sabendo como fazer acontecer, nem imaginou que a ex de Cesar poderia servir como desculpa. O primeiro passo já foi dado, a barreira já foi quebrada, de agora em diante tudo seria mais fácil. Talita foi embora sem dizer uma palavra, fechou a porta e dessa vez, a Aina que se sentou no sofá ao lado dele. — Me desculpa... — ela começou a se desculpar contristada, mas Cesar a impediu. — Quê? Não! Não se preocupe, não atrapalhou nada. — Você está sendo modesto, estavam perto de se beijarem e eu estraguei tudo, eu senti que não devia entrar agora, mas parece que você tem pressa. — Pressa de quê? Espera... Como você sabe que eu queria fala com você? Eu não disse nada a ninguém. — Sou sensitiva. — Uau! É o seu dom? — Sim, tenho mais outro também. — Tem revelações do futuro? — Do futuro não, quem tem é Lubini. Eu tenho, vagamente, do presente, mas não vamos falar muito sobre mim, vamos falar sobre o que você tem para me contar — Cesar abriu a boca, mas Aina o impediu. — Antes que você pergunte no final, meu nome de batismo é Delaina, de Syanastiah, do Reino de PedraOpala. Continue. — Nossa! Você é sensitiva mesmo. Eu queria falar com você porque hoje uma mulher me falou uma coisa e me pareceu uma profecia. — Eu sou especialista em interpreta sonhos, visões e profecias. Prossiga — Delaina falava bem rápido, parecia que era ela quem estava com pressa, não era à toa que foi escalada como a escrivã das feiticeiras, também, escrevia bem rápido. — Quando fomos atrás de uma das novatas feiticeiras, a vó dela me pegou pela mão antes de irmos embora e disse: "Você é o único que pode impedir Audaxy, se apresse antes que seja tarde, ela está mais perto do que você imagina." — Pelos Trealtas! — exclamou Aina com a mão da boca. — Ai, Deus! — preocupou-se Cesar. — Lá vem coisa, quem é Audaxy? — Cesar, Audaxy é a Allogaj, a única que tinha poder suficiente para derrotar o Castelo de Ic. Se bem que o Reino tava dividido e fragilizado, mas ainda assim possuía poder e força. — A Allogaj é a "pura magia" que me falaram? E o que eu tenho a ver com ela? Por que eu sou o único que posso impedi-la? O que ela vai fazer que tem que ser impedido? — Não... — disse Aina de maneira prolongada, ela engrossou a voz para parecer mais estupefata e dramática. — Para você derrotar ela, você teria que ser... De repente, Dulca invadiu a sala a gritar: — Aina, suba imediatamente, Lubini teve uma manifestação da Magia do Porvir e Layra quer que você esteja lá para ouvir o que ela tem para revelar. — Hoje é o dia. — Resmungou Cesar a sair daquela sala para a de cima a acompanhar a rechonchuda. Ao subirem para a sala de cima, encontraram Lubini jogada no sofá e rodeada pelas demais, inclusive as novatas, e parecia estar grogue. Quando se aproximaram, a porta-voz mandou que Lubini repetisse o que dissera outrora. — Eu apenas ouvi uma voz sair de um clarão no céu, ela disse: "No meio de vós há alguém que foi Escolhido." Depois eu acordei — Lubini parecia estar com bastante sono, sendo que acabara de acordar. — O que você acha? — perguntou Layra para Aina. — Eu posso ter certeza que foi uma revelação — assegurou Aina. — Gente, um Escolhido não seria o Sumo-Sacerdote dos Trealtas? — questionou Cesar. — Quem seria? Todas olharam para ele. — Agora tudo faz sentido — disse Aina. — É você, Cesar — afirmou Layra. — Não! n******e ser — negou Cesar. — Eu não quero isso. — Isso não é uma opção — informou Layra. — É um dever, um chamado. — Gente, não vamos ter conclusões precipitadas — Talita tinha algumas perguntas a serem respondidas. — Como podemos ter tanta certeza que é ele? Só porque é o único homem em nosso meio? — É ele — Aina apontou para Tainara. — A avó desta menina o entregou uma profecia — Aina encarou a garota novamente, dessa vez com curiosidade. — Como é o seu nome mesmo? — Sou a Tainara — respondeu a novata e ambas apertaram as mãos. — Prazer, Aina — ela se voltou para Talita. — A senhora disse que ele era o único que poderia derrotar Audaxy, a Allogaj. Nada faz mais sentido do que ele ser o Escolhido. — Ou ele poder ser outro Allogaj — sugeriu Talita. — Eu pensei nisso no momento em que ele me contou a profecia, mas depois da revelação de Lubini, achei que seria mais provável ele ser o Sumo-Sacerdote. — Quem sabe, os Allogajs estejam ressurgindo. — Não diga bobagens, Talita — Layra não resistiu em ficar sem intervir. — O caso de Audaxy foi uma exclusividade do Universo, fora que o Cesar não consegue nem fazer os feitiços mais simples. — Ele está bloqueado, um Allogaj não tem restrições em fazer magia a não ser que ele mesmo provoque. — Então que ele se desbloqueie e vejamos o que acontece depois — Layra mandou um sinal para Cesar, olhou da maneira mais sutil que pôde para Tainara e apenas ele entendeu o recado. Cesar olhou para Tainara bem rápido, ele sabia o que tinha que fazer, mas não queria que as outras soubessem. — Gente, eu vou resolver isso — disse ele cabisbaixo. — Isto se Zera não trouxer antes o resultado do encantamento e revelar sobre a sua genealogia — Layra não queria aceitar que aquele simples, porém, belo rapaz carregasse tamanho poder e tamanha responsabilidade. — Tenho certeza de que você é bastardo de algum Sangue-Azul ou descendente de algum mago poderoso. Quem sabe, filho... — Cosme é o meu pai — assegurou Cesar. — Não tenho dúvidas disto. — Tudo se explicará mais tarde — Layra encerrou aquela pequena reunião. — Desçam e voltem aos seus afazeres, temos muito o que praticar, e Cesar, continue treinando o seu dom, vamos usá-lo bastante semana que vem. — Certo, porta-voz. — Afirmou Cesar. Em seguida, todas se dispersaram e apenas Aina, Layra e ele continuaram ali. Ele foi impedido pela porta-voz de sair. — Por que não nos contou antes que a vó de Tainara te entregou uma profecia? — questionou Layra para Cesar. — É que sempre que tenho dúvidas específicas vocês mandam eu falar com outra pessoa que entende melhor — respondeu Cesar. — Sim, tem razão — admitiu Layra —, mas da próxima vez você me fala, isso foi muito importante, Cesar, agora não temos dúvidas de que você é a nossa Peça-Chave para a nossa vitória. Depois da revelação de Lubini, nossas certezas só aumentaram. — Pensávamos que você era um Abençoado pelos Primevos, mas ser o Escolhido pelos Trealtas é muito melhor — complementou Aina. — Eu li um pouco sobre os sacerdotes e o Sumo-Sacerdote dos Trealtas, eles não podem perder a virgindade. — Vai me dizer que você não é mais virgem? — questionou Layra. Cesar ficou encabulado em responder essa pergunta, ele correu tanto atrás dos seus sonhos de ser jogador de futebol, estudou tanto, focou tanto em trabalhar para ter dinheiro, apegou-se tanto à namorada que estava longe que não lhe sobrou tempo para pensar na sua própria castidade. Ele respondeu com vergonha: — Eu sou virgem. — E você está com vergonha disto? Não se envergonhe, tanto perder quando manter a virgindade pode lhe ser favorável, mas também, pode ser prejudicial, basta você analisar as circunstâncias e tomar as decisões corretas — comentou Aina. Cesar pensou muito sobre o que Aina acabou de falar, para ele, ela tinha certa razão, mas ele sabia o que poderia lhe ocorrer se ele aceitasse seguir com a vida de sacerdote. — Se eu perder a virgindade eu perco o meu dom? — Não, apenas perde o chamado e a conexão com os deuses, ou seja, eles não te atenderiam até você fazer um sacrifício — respondeu Aina. — Não é com vidas humanas, nem nada do tipo, é de outra maneira caso você tenha pensado. Então, você perde a oportunidade de ser o intermédio entre os deuses e os humanos, pois, eles escolherão outro. Perde também várias outras oportunidades. — Obrigado por me responder. Posso me retirar agora? — Pode sim — consentiu Layra. — Agora, pense bem, não seja egoísta, não faça nenhuma besteira. — Espera, Cesar — pediu Aina antes que ele se retirasse. — Vamos terminar a nossa conversa sobre a profecia? — n******e ser em outro momento? Preciso ver a minha família. Eu volto em algumas horas. — Tudo bem, ninguém pode se colocar entre um homem e a sua família. Depois faremos uma reunião. — Ótimo. — Cesar — deste vez, foi a Layra que chamou a sua atenção antes que ele saísse —, aproveite a sua família, porque quando formos para o outro mundo, ela não estará segura, pois, o seu nome e o seu DNA podem te denunciar. Tomaremos medidas para que nenhum m*l venha atingi-la assim como todas nós tomamos para as nossas. — Muito obrigado, porta-voz — agradeceu o rapaz. — Antes de irmos, eu me lembrarei disto — enfim, ele saiu. *** Cesar passou pela sala-de-estar do térreo da casa e se deparou com Talita a conversar com Terza e com Bala. — Amor, estou indo ver os meus parentes, vamos comigo? — Vocês me dão licença? — pediu Talita educadamente. — É óbvio que sim... — disse Bala com ironia e graça. — Amor — ela imitou o Cesar. — Hum! Já estão assumidos, hein!? — comentou Terza. Talita não ousou dizer nada, apenas sorriu e saiu com o seu amado, ela sabia que aquelas meninas espalhariam a notícia bem rápido. A maioria estava interessada no rapaz, mas ninguém se atreveu a dar em cima dele pelo fato de saberem que Talita havia o encontrada primeiro, fora ele corresponder a paixão que ela sentia. Eram leais, apesar de fofoqueiras. As únicas que não se envolviam em fofocas naquele g***o eram a Layra, a Naty e a Dulca, por isso eram tão estimadas. Não que fosse uma característica de mulher, os meninos também fofocavam da maneira deles, o líder era o pior. — Você chegou na hora certa, Cesar — falou Talita quando atravessaram a porta de metal do muro. — Estava procurando um jeito de espalhar a notícia de que estamos namorando, vai chegar aos ouvidos de Tainara e deixar ela menos assanhada para o seu lado, assim espero, ela e as outras meninas também. Sabia que quase todas estão afim de você? — Eu desconfiava. Estou acostumado. — Sim, mas não seja tão convencido. Você é o único homem no meio de várias garotas, maioria virgens que dedicaram suas vidas aos estudos, que exalam estrogênio por onde quer que passam. Você só não foi assediado porque são garotas de moral e decência. Se fossem de Umnari, com certeza já teriam arrancado a sua roupa. — Você agora me jogou um balde de água fria — brincou Cesar, e Talita deu de ombros. — Venha cá, nem a loira das trevas é natural de Umnari? — perguntou Cesar ao abrir o portão da casa do seu pai. — Ela é caladinha, não é? — Não, ela é de Tawanarde. A única de Umnari era a Asqueva, ainda bem que ela não está em nosso meio, odeio ela. Cesar já sabia o motivo de Talita odiar Asqueva, ele não conhecia a referida pessoalmente, apenas pelos relatos das meninas. Mas se Talita disse que ela não prestava, ele concordava em gênero e número. — Tawanarde é o continente gelado do extremo Sul de Dorbis — disse Cesar. — Não é? — Hum! Está estudando — ambos começaram a subir os degraus da escada. — Preciso. Depois você me fala mais sobre a loira. — Pergunte a ela depois, só não quero vocês muito próximos. — Ciúmes? Já? — Desde sempre, querido. O diálogo deles foi interrompido quando Adriana, a irmã mais nova de Cesar, abriu a porta, ela ouviu as vozes a dialogar. — Cesar, achei que tinha morrido — falou a garota com gracejo. — Sai da frente, palhaça — Cesar entrou na casa a puxar Talita pela mão. Adriana observou eles de mãos dadas e comemorou. — Olha só quem veio nos visitar — anunciou a garota. — Cesar e a namorada que a gente sempre soube que era. Primeiro, Waldir e Leandro levantaram do sofá para ver, depois, Seu Cosme saiu da cozinha de avental, estava terminado de confeitar um bolo de chocolate. Houve cumprimentos e vaias, ficaram muito felizes pelo novo relacionamento do rapaz. Parabenizaram, brincaram, riram, e no fim da tarde, comeram o bolo de chocolate. Foi uma tarde encantadora, Cesar queria voltar mais cedo para a casa das feiticeiras, mas há muito tempo que não conversava com a sua família, e se permitiu ficar por mais tempo. Cesar ainda tinha seis mil reais guardados na sua mochila dentro do seu quarto, fizera planos com o dinheiro mesmo a saber que ganharia mais, até porque a sua namorada tomava conta das finanças das feiticeiras ricas que nada sabiam sobre isso, no mundo delas não existia o real, ou o dólar, ou o euro, ou o bolívar, entre outras. As garotas conheciam as moedas de ouro, prata, bronze e cobre que eram em formato de triângulo com pontas arredondadas, a moeda de cada Reino tinha a gravura de um Primevo diferente de um lado e um número que simbolizava a sua colocação no grau de valor. A moeda de ouro tinha o número um, e em baixo do número o nome do Reino, tudo em dorbiano, a de prata tinha o número dois, a de bronze o número três e a de cobre o número quatro. Pelo menos, era assim que funcionava em Umnari. A moeda de ouro era a mais relevante e importante de todas, apenas os nobres as tinham em bastante quantidade, era chamada de Eilato; dez moedas de prata, chamadas de Bloato, equivaliam a um Eilato; vinte moedas de bronze, chamadas de Plamato, de igual modo, equivaliam a um Eilato; e trinta moedas de cobre, chamadas de Gaplato, também equivaliam a um Eilato. Era um mundo capitalista e a circulação de capital era incessante, até mesmo em dias de descanso do labor. O rapaz aprendeu tudo isso lendo os livros que a Naty não parava de traduzir para ele, fosse de maneira efêmera ou permanente, o que provocou muitos ciúmes em Talita que amava leitura mais do que todas juntas. *** O sol se pôs e os parentes de Cesar começaram a se dispersarem da casa, depois de uma longa conversa, Adriana e Leandro, que haviam chegado do colégio mais cedo, saíram para ir ver os amigos e amigas, Waldir também saiu, porém sozinho, disse que tinha um compromisso a fazer, e Seu Cosme se aprontou para ir à Igreja, precisava chegar cedo, pois, era a sua vez de abri-la naquele dia. Seu Cosme pediu para Cesar aparecer no dia seguinte, sábado, pois, o seu filho mais velho, o Sócrates, iria aparecer para lhes fazer uma visita. Com certeza ele iria, e com certeza levaria a namorada, tudo estava dando certo na sua vida outra vez e ele necessitava fazer de tudo para manter assim. Cesar e Talita ficaram a sós, nesse momento, Talita decidiu conhecer o quarto dele. — Olha só, do seu quarto dá pra ver a janela da sala de cima — disse Talita, Cesar estava encostado na parede um tanto encabulado, desde que começou a namorar a Tainara, nunca a levou para o seu lugar de i********e, Talita foi a primeira namorada que ele levou. — Por que será que eu nunca te vi? — indagou ela ainda debruçada na janela e de costas para Cesar. Ele, com todo todo o seu jeito sensual e provocante, se aproximou com as mãos para trás e se encostou nela de maneira licenciosa a falar no seu ouvido: — Você não olhava para mim, mas eu já te vi e te achei linda. Talita estremeceu, e depois ficou rígida, não esperou nem mais um minuto, se virou e o agarrou como se fosse devorá-lo — era brasileira, não é mesmo!? Os beijos que deram foram tão quentes que podiam queimar as próprias bocas. A atração que tinham um pelo outro era absurda e não sabiam controlar todo aquele furacão de emoções, nem perceberam que já estavam de roupa íntima e deitados na cama. — Espera! — gritou Talita em cima dele, ele estava prestes a retirar o seu s***ã. — O que foi? — disse o rapaz com as mãos afastadas dela. Vê-lo daquele jeito, com os lábios molhados e seminu fez Talita querer tirar a própria roupa bem devagar. — Ai, d***a! — ela resmungou abatida, levantou-se de cima dele e ficou de costas. — O que foi, amor? — Cesar preocupou-se com ela e também se levantou para fitá-la nos olhos. — Eu fiz alguma coisa errada? Me desculpe. — Não, meu bem, está tudo perfeito, é que eu preciso te contar uma coisa, uma coisa que só eu sei e provavelmente só eu acredito. É sobre mim e sobre você. — Então me conta — Cesar se sentou na cama com ela, percebeu que ela estava olhando para o seu corpo e decidiu se vestir para não distraí-la. Ela fez o mesmo. — Cesar, me responda primeiro uma coisa, e seja sincero. Por que você quer perder a virgindade? Ele a encarou com um olhar de cachorrinho triste pela pergunta, respirou fundo e respondeu com sinceridade: — Eu não quero ser o Escolhido, sei que se eu perder a virgindade vou perder o Chamado, mas eu não estou fazendo isso agora por este motivo, estava acontecendo e eu agarrei a oportunidade. Vendo você, toda linda e perfeita de costas para mim me fez te querer loucamente, me fez esquecer de tudo... — Cesar, você não é o Escolhido, eu sou a Escolhida — interrompeu Talita a deixar o seu amado de boca aberta. Ela o interrompeu porque as suas palavras poderiam fazer com que ela voltasse a se entregar para ele e dessa vez não impediria nada. — O quê? — indagou Cesar ainda em transe pela grande revelação.
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