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Minha Doce Ruina

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vingança
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Sinopse

Ele pode ter o corpo de qualquer mulher, mas vendeu sua alma para ter a única que o teme."

​"Um herdeiro c***l. Uma prisioneira inocente. E um desejo selvagem que vai destruir as regras de ambos."

​"Ela testemunhou o monstro por trás do Deus Grego. Agora, ela pertence a ele."

​"Para o mundo, ele é o rei implacável do submundo. Para ela, ele é o dono de cada suspiro e de cada medo."

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capítulo 1
📖 Capítulo 1: O Lugar Errado, Na Hora Errado Elena O cheiro de produto de limpeza barato e café requentado era o meu oxigênio diário. Trabalhar no arquivo morto da *Vanderbilt Enterprises* não era o emprego dos sonhos de ninguém, mas pagava o aluguel do meu apartamento de trinta metros quadrados e comprava os remédios da minha mãe. Para uma garota simples que cresceu aprendendo a ser invisível, aquele subsolo cinzento e silencioso era o meu porto seguro. Pelo menos, era o que eu achava. Passava das nove da noite. O prédio já deveria estar vazio, exceto pela equipe de segurança do saguão. Eu estava terminando de catalogar uma caixa de auditoria antiga quando percebi que havia esquecido a minha bolsa na sala de triagem do quadragésimo andar — a cobertura, o andar da diretoria executiva. O andar de *Ares Vanderbilt*. Eu nunca tinha visto o herdeiro do império de perto, apenas em colunas de fofoca e jornais de economia. Loiro, com a imponência de um deus grego esculpido em mármore e a reputação de um predador implacável. Casos rápidos com modelos, escândalos em boates de luxo e uma frieza corporativa que assustava até os diretores mais velhos. Ele era o tipo de homem que destruía vidas com um estalar de dedos e um sorriso sarcástico no rosto. O elevador subiu em um silêncio quase ensurdecedor. Quando as portas se abriram no quadragésimo andar, o carpete grosso engoliu o som dos meus sapatos desgastados. A iluminação estava baixa, deixando o corredor imenso mergulhado em sombras elegantes. A sala de triagem ficava logo antes da antessala da presidência. Entrei e peguei minha bolsa na cadeira, soltando um suspiro de alívio. Mas, antes que eu pudesse dar meia-volta, um som abafado cortou o silêncio do andar. Um baque pesado. Seguido por um gemido de dor sufocado. O medo deu um nó instantâneo no meu estômago. Minha mente gritou para que eu corresse para o elevador, mas meus pés pareceram criar raízes no chão. A porta dupla de madeira maciça do escritório de Ares estava entreaberta, deixando escapar uma fresta de luz dourada. Aproximei-me como se estivesse sendo puxada por um imã invisível, prendendo a respiração. Olhei pela fresta. O cenário lá dentro fez meu sangue congelar. Ares Vanderbilt estava de pé, atrás de sua mesa de mogno imensa. O paletó sob medida estava jogado no sofá, as mangas da camisa social branca estavam dobradas até os cotovelos e os cabelos loiros, perfeitamente alinhados nas fotos, estavam levemente bagunçados. Ele exalava uma aura de poder tão esmagadora que o ar parecia rarefeito. Mas o horror estava no chão. Um homem de terno, com o rosto ensanguentado, estava de joelhos, implorando. — Por favor, Sr. Vanderbilt... eu não sabia que a carga pertencia a você... foi um erro dos intermediários... — o homem soluçava, o terror líquido em sua voz. Ares deu a volta na mesa devagar. Seus movimentos eram calculados, quase elegantes, como os de um leopardo prestes a quebrar o pescoço da presa. Ele segurava um copo de uísque em uma das mãos. O rosto dele não demonstrava raiva; demonstrava um tédio c***l. Um sarcasmo gelado empapava suas feições perfeitas. — Um erro? — A voz de Ares era um barítono aveludado, fria como uma noite de inverno. Ele tomou um gole do uísque. — Você roubou duas caixas do meu carregamento no porto, tentou vender para os russos e chama isso de "erro dos intermediários"? Você é burro ou só tem desejo de morrer, Carter? — Eu pago! Eu devolvo o dobro! — o homem implorou, agarrando-se à calça social de Ares. A reação do herdeiro foi brutal. Em um movimento rápido, Ares chutou o rosto do homem com a ponta do sapato de couro. O som do nariz se partindo ecoou pela sala. O homem desabou de lado, gemendo de dor. Ares olhou para o sangue no próprio sapato e suspirou, enojado. — Você sujou meu sapato. Que falta de modos — Ares murmurou, a voz desprovida de qualquer empatia humana. Ele olhou para o guarda-costas imenso que estava parado no canto da sala. — Limpe o escritório. E garanta que o Sr. Carter vire comida de peixe antes do amanhecer. Os negócios escuros não toleram ratos. *Negócios escuros.* Meu coração martelava tão forte contra as minhas costelas que achei que eles iam ouvir. Minhas mãos começaram a tremer violentamente. Dei um passo para trás, em pânico, mas meu calcanhar bateu contra um vaso de metal decorativo no corredor. O som metálico ecoou pelo andar vazio como um tiro. Lá dentro, o silêncio foi imediato. — Quem está aí? — a voz de Ares chicoteou o ar. O pânico absoluto assumiu o controle do meu corpo Corri Não olhei para trás corri em direção às escadas de incêndio, empurrando a porta pesada de ferro e descendo os degraus em um ritmo frenético, as lágrimas de puro terror nublando minha visão. Eu tinha visto um assassinato ser ordenado. Eu tinha visto o verdadeiro monstro por trás do bilionário loiro. Eu só precisava sair dali viva. .

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