Capítulo 45: O Primeiro Movimento Eu não consegui dormir depois da foto dos olhos cinzentos. Fiquei sentada na cama da cobertura, com luz acesa, com cartão do Bellini na mão, com telefone do Ares que não parava de vibrar com equipe se preparando. Os olhos daquele homem continuavam gravados na minha memória, mesmo sem eu ter visto rosto dele. Não o rosto, porque rosto estava sempre na sombra, de chapéu. Apenas os olhos. Frios. Calculistas. Cinzentos como os do Ares, mas sem amor nenhum dentro. Como se fossem capazes de enxergar tudo o que eu tentava esconder desde que era criança: que eu tinha medo de ser abandonada de novo, que eu tinha medo de não ser Vanderbilt de verdade. Ares permaneceu no escritório durante toda a madrugada, desde as seis da manhã até quase meio-dia, sem dormir ta

