Paixão Descoberta

715 Palavras

Acordei devagar, como se o mundo tivesse diminuído o ritmo só para não nos acordar de vez. A luz da manhã entrava tímida pelas cortinas claras do quarto da Ângela, desenhando faixas douradas sobre os lençóis bagunçados. O mar lá fora ainda estava silencioso, quase respeitoso, e o apartamento inteiro parecia suspenso num instante que não queria acabar. Eu demorei alguns segundos para entender onde estava. E então lembrei. O calor do corpo dela encostado no meu. O cheiro da pele dela misturado ao sal do mar. O peso bom do braço dela sobre o meu peito, como se aquele fosse exatamente o lugar onde ela pertencia. Não havia pressa. Não havia culpa. Não havia aquela voz antiga dentro de mim dizendo “não pode”. Só paz. Virei o rosto devagar e encontrei a Ângela me observando. Ela estava acord

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