Levantar da cama com ela foi quase tão bom quanto ficar nela. A gente ficou alguns segundos sentados na beirada do colchão, meio sem pressa, meio sem coragem de quebrar aquele clima bom demais. Ângela espreguiçou o corpo devagar, sem nenhuma pressa de se cobrir, como se ali, comigo, não houvesse vergonha nenhuma. E não havia mesmo. Tudo era natural. Simples. Verdadeiro. — Café da manhã? — ela perguntou, com aquele sorriso preguiçoso que já tinha virado meu ponto fraco. — Café da manhã — respondi. — Eu faço o café, você manda. — Então fechou — ela riu. — Mas já aviso: eu gosto de tudo bem doce. — Tá explicado — brinquei. — Você é doce até demais. Ela me deu um tapa leve no braço, rindo, e levantou primeiro, jogando uma camisa larga por cima do corpo. Fui logo atrás, ainda meio desajei

