É Seguro

729 Palavras

As batidas na porta vieram suaves, quase tímidas, como se até o som respeitasse o que estava sendo dito ali dentro. Três toques leves. Eu levantei o rosto na hora, ainda com a cabeça longe, presa nas imagens que a história de Ana tinha criado em mim. Ela também se virou para a porta, os ombros tensos por um segundo, aquele reflexo automático de quem passou tempo demais vivendo em alerta. — Com licença — a voz da freira veio baixa, cuidadosa. — Está na hora do remédio dela. Eu me levantei devagar, num gesto quase automático, e olhei para Ana antes de responder. Ela me encarava, como se buscasse em mim algum sinal de perigo, alguma confirmação de que estava tudo bem. — Podem entrar — eu disse. A porta se abriu devagar, e duas freiras apareceram. Conhecia as duas desde sempre. Rostos fami

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