O serviço do povo

1515 Palavras

Magrin Narrando Puta que pariu, irmão. Foi pesado. Mas foi justo. O Pantera deu as costas e subiu a ladeira, frio feito aço. A ordem tava dada, mas a véia Marta cortou o serviço no meio. A chefe falou, e quando a véia fala, até o asfalto treme. O cheiro da gasolina grudou no ar, doce e nojento ao mesmo tempo. A Fernanda tava lá no chão, encharcada, tremendo igual vara verde. Chorava baixo, um choro de bicho acuado. A gente soltou ela. Ela caiu de joelho, ofegante, achando que ia ter perdão. Aí que ela se enganou feio. O perdão não existe no morro. Só consequência. O Pantera sumiu de vista. Aí a coisa mudou. Ninguém gritou. Ninguém falou pega ela. Foi um silêncio sinistro. As portas que tavam entreabertas se abriram de vez. E o povo começou a descer. Homem, mulher, véio, novinho. Aquel

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