Capítulo 3

1437 Palavras
Eleonor Eu não podia imaginar, que minha própria mãe me venderia assim como se eu fosse uma mercadoria, agora eu pertencia a um homem que todo aqui no Santa Marta nao sei do que vai da minha vida agora , neste momento estou dentro do carro dele indo pra casa dele , eu chorava em silencio a minha mãe tinha acabado com a minha vida. Eu olhava pela janela e as lágrimas, caia do meu rosto, esta parte do morro eu não tinha vindo, era bem mais movimentada, tinha uma quadra onde tinha uns meninos jogando mas também tinha homens armados em alguns lugares , o carro continuava subindo o morro até que entrou em uma, rua pouca movimentada a iluminação era pouca de longe eu pude avista uma casa bem iluminada onde tinha homens armados , o portão abriu e o carro entrou na grande garagem parrou o motor do carro parrou todos sairam do carro. Aporta do meu lado abriu e ele falou . — Desce — ele diz, sem grosseria, mas sem suavidade também. Eu sai devagar, os meus pés tocaram o chão como se estivesse pisando em um território proibido e era proibido pra mim que não queria estar ali. Meu olhar finalmente se move de verdade, percorrendo tudo ao redor com espanto cru, quase infantil. Dá para ver o choque estampado no meu rosto, porque quem cresce na escassez reconhece imediatamente quando entra em um lugar que não foi feito para gente como eu. — Vamos — ele diz, com a voz firme e grossa sem muita suavidade na voz agente andou até uma grande porta e entramos. A porta fecha atrás de nós com um clique firme, isolando completamente o mundo exterior. O interior é amplo, iluminado, limpo demais, silencioso demais. Sofás grandes, televisão enorme na parede, mesa de madeira maciça, escada moderna subindo para o andar de cima. Nenhum sinal de bagunça, nenhum cheiro de mofo, nenhuma infiltração, nenhum colchão no chão. Apenas ordem. Conforto. Dinheiro. Eu para no meio da sala como se não soubesse onde colocar os pés, com medo de sujar algo invisível, os dedos apertando ainda mais a alça da bolsa. Os meus olhos brilham não de alegria, mas de incredulidade, como se aquilo fosse uma miragem que pode desaparecer a qualquer momento. — Isso… — a minha voz falha, quase um sussurro — isso é tudo… seu? Ele não responde de imediatamente. Apenas observou a minha reação, o choque, a compreensão lenta de que o homem que eu provavelmente imaginava como um monstro escondido em um barraco escuro vive, na verdade, no topo, cercado de luxo e proteção. — Agora você está aqui — diz por fim, a voz neutra. — Vai ser sua casa, mas tem regras e estas regras tem que ser comprida. As palavras dele pairam no ar, pesadas, ambíguas. Não há promessa nelas. Não há acolhimento. Apenas constatação. Um dos homens que estava com ele tatuado até o pescoço F2 foi assim que eu ouvi ele ser chamado estava apoiando o ombro na parede, observando em silêncio, enquanto o outro também tatuado moreno de olhos verdes VK este eu já tinha visto a na lanchonete, faz uma rápida checagem visual dos pontos de acesso antes de se aproximar. Nenhum deles interfere. Aquilo é entre mim e ele. — Minha... casa? – eu repeti como se testasse a ideia e não conseguisse fazê-la caber dentro da minha própria cabeça. O meu olhar percorre novamente a sala, mais devagar agora, absorvendo detalhes: a cozinha integrada com bancadas de pedra clara, o chão brilhante, as luzes embutidas, a ausência completa de sinais de pobreza. Eu me encontrava, vestindo roupa simples, meus cabelo desalinhado, o meu rosto ainda marcado de lágrimas parecem ainda mais deslocados ali dentro. — Eu… eu não tenho nada pra fazer aqui e esta não é minha casa. — murmurei , mais para mim mesma do que para qualquer um deles que estavam aqui . Ele não respondo. Porque ele sabia que eu tinha e tenho razão e, ao mesmo tempo,eu não tinha nenhuma escolha .Eu continua parada, como se qualquer movimento pudesse quebrar algo invisível. Finalmente, levanta os olhos para mim, e há ali um medo profundo, mas também uma pergunta que ela não tem coragem de fazer em voz alta. O que vai acontecer comigo agora? — Você não precisa ficar em pé — digo, apontando para o sofá. — Senta. Eu obedece automaticamente, quase como uma criança, acomodando-se na ponta do assento, rígida, pronta para levantar a qualquer instante. eu continuam agarradas à bolsa, como se aquele objeto fosse a minha última âncora com a vida anterior. Ele fez sinal com a cabeça prós dois e foram pra fora da casa né eles falavam e gesticulavam com as mão o loiro F2 teve uma hora que olhou pra mim pelo vidro a sala mas depois avisou o olhar els conversaram mais um pouco depois ele sairam e o predador entrou e veio até mim novamente. — Vêm, vou te levar até o quarto né você vai ficar você tem que descansar – ele falou eu só acompanhei fui subindo as escadas até o andar décima da casa , ele parou na frente de uma porta e abriu. — Este vai ser seu quarto agora, você vai descansar. Amanhã a gente resolve o resto. Ela hesita, os lábios tremendo levemente. — Eu… posso tomar banho? A pergunta é tão simples que chega a doer. — Pode. Depois que ele saiu do quarto, o silêncio tomou conta de tudo de um jeito que eu nunca tinha sentido antes, não era aquele silêncio pesado do barraco, cheio de abandono e vazio, era um silêncio limpo, organizado, quase assustador, como se até o som ali fosse controlado. Fiquei parada no meio do quarto por alguns segundos, olhando ao redor sem saber exatamente o que fazer, como se qualquer movimento meu pudesse quebrar alguma coisa invisível. Aquilo tudo não parecia real, não parecia que era pra mim, não parecia que eu pertencia àquele lugar. uma janela enorme mostrando as luzes do morro lá embaixo como se fossem pequenas estrelas espalhadas no escuro, e um silêncio que me incomodava mais do que qualquer barulho, porque eu nunca estive em um lugar tão quieto assim sem que algo r**m estivesse prestes a acontecer. Eu andei em passo lentos até a casa,deixei a mochila em cima da cama devagar, como se ela fosse a única coisa que ainda me ligava com quem eu era antes de entrar ali. Passei a mão pelo tecido, gasto, velho, com pequenas marcas do tempo, e por um instante me deu vontade de abraçar aquela mochila como se fosse alguém, porque dentro dela estava o pouco que restava da minha vida antiga. Respirei fundo e abri o zíper, pegando meu pijama simples e uma calcinha, coisas básicas, sem graça, mas que sempre foram suficientes pra mim fui até uma porta que só poderia ser o banheiro ,quando abrir era grande caberia o pequeno banheiro da minha casa ali dentro onde Inha que dividir o estaco com uma privada e o chuveiro. Deixei o pijama em uma da bancada que tinha e fui tirando a roupa ainda com cheiro de gordura, deixei de lado e abri o box entrei e liguei o chuveiro onde caiu água quente, votei a chora novamente deixando as lágrimas e junto com água. — Olha onde você veio parar, Eleonor… — murmurei pra mim mesma, quase sem som, como se ouvir minha própria voz pudesse me acordar daquele pesadelo estranho que parecia um sonho bom demais.— Você não combina com esse lugar… — sussurrei, desviando o olhar. — Nem um pouco. Apertei os olhos com força, como se pudesse apagar aquilo da minha cabeça, mas não dava. Não ia dar nunca. — Como uma mãe faz isso , eu que fiz tudo por ela , ela me vende como se eu fosse uma mercadoria , eu não consigo acreditar nisso , isso pra mim é inacreditável. Desliguei o chuveiro peguei a toalha macia, estranhando o toque, e me sequei com calma, ainda meio perdida, ainda tentando entender quem eu era dentro daquele lugar. Me vesti devagar, saí do banheiro e fui até a cama, peguei a mochila, deixei na cadeira e votei pra cama, levantei um pouco o edredom e o lençol e me deitei a cama era macia diferente do colchão velho fino que eu dormia . — Isso não é um sonho, Eleonor… — falei comigo mesma, com uma certeza estranha. — E também não é um conto de fadas, e sua nova realidade.
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