Eu não hesitei. — Tenho. O silêncio voltou, mas dessa vez com um tipo de entendimento que antes não existia entre a gente. Eu sabia que aquilo não ia ser fácil, não ia ser rápido, e muito menos limpo. Mas também sabia que, se fosse feito do jeito certo, não tinha como dar errado. Porque eu não estava jogando no impulso. Eu estava jogando pra vencer. E dessa vez… Eu não ia errar. O silêncio que ficou depois daquilo não era vazio, era carregado de entendimento, de decisões sendo formadas sem precisar de mais palavras, e eu percebia no olhar da minha mãe que ela começava a enxergar o jogo de outro jeito, menos impulso, mais cálculo, do jeito que sempre deveria ter sido desde o início. Eu caminhei até a mesa, peguei meu celular e comecei a mexer sem pressa, mas minha cabeça estava lon

