Capítulo 146-3

530 Palavras

— No morro do Predador sempre tem um rato querendo um pedaço do queijo… — falei devagar, olhando direto pra minha mãe. — E esse rato vai me dar tudo sobre ela. O silêncio que veio depois não foi de dúvida, foi de entendimento. Minha mãe me encarou por alguns segundos, como se estivesse medindo até onde eu estava disposta a ir, mas no fundo ela já sabia a resposta. — E você já tem alguém em mente? — ela perguntou. Eu dei um leve sorriso de canto, cruzando os braços. — Sempre tem alguém insatisfeito… alguém que quer mais do que tem… alguém que se sente invisível. Caminhei até a mesa, apoiando as mãos nela, inclinando o corpo pra frente. — É só saber onde procurar. Minha mente já começava a puxar rostos, nomes, situações. Gente que ficava na beirada, gente que via tudo, mas não era vis

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