Capítulo 5

1120 Palavras
Ele termina de falar e eu fico pensando no que foi dito para tentar entender, será que papai está metido com algo ilegal? Era só o que faltava. Ficamos conversando mais um pouco e, quando termino meu almoço, deixo o dinheiro em cima da mesa para pagar a conta. — Ayla! — Sim. — Respondo virando em sua direção — Esse é o meu número pessoal. Se você precisar de alguma coisa não hesite em me ligar. — Obrigada. -Pego o cartãozinho, coloco na minha bolsa e volto para empresa com minha cabeça cheia de problemas para resolver. Depois que chego lá, fico trabalhando até às três horas da tarde, pois às quatro eu tenho que ir para o orfanato. Vou levar as doações do mês, sempre faço isso, gosto muito de ajudar as crianças carentes que vivem lá. — Myrian, estou indo para casa. Se acontecer algo grave você pode me ligar — Sim, senhora. Saio da empresa, pego o carro e dou partida para casa para pegar as coisas que eu já tinha deixado arrumada. Depois de tudo pronto sigo até o orfanato, e assim que chego lá sou recebida com muito entusiasmo da parte das crianças e um sorriso de gratidão das freiras que ficam responsáveis por cuidar desse lugar. Vincenzo — Vamos Vincenzo, você está pronto? — pergunta Ulysses ao meu lado no banco do carona. Estávamos com o carro no estacionamento do fórum. — Vamos, precisamos acabar logo com isso. — Falo sério e decidido. O que eu mais queria no momento era esclarecer esse assunto para ver se papai me deixa em paz. Saímos do carro e seguimos para dentro da sala onde iria acontecer a audiência. Vinte minutos depois papai chegou com seu advogado e ficou me olhando com um olhar bastante agressivo. Seu advogado entrega os documentos assim como Ulysses fez. Não demora muito o juiz entra na sala e todos nos levantamos em forma de respeito, ele faz a saudação e logo em seguida deu início. — Vamos começar com a parte acusadora. – O juiz avisa e o advogado do meu pai vai para a cadeira, faz o juramento e começa a falar. — Então meritíssimo, acontece que o pai do meu cliente faleceu e este senhor, que foi o último a estar com o avô antes de sua partida, alega que herdou 80%da empresa e, como filho, o meu cliente Alberto, veio atrás dos seus direitos. — O que você tem a dizer em seu favor, meu jovem? — o juiz pergunta para mim — O que eu tenho para dizer é que o vovô deixou a empresa para mim por ser o único da família responsável ao seu ver. Eu nem queria ter ficado com essa empresa, principalmente, se soubesse que ela iria me dar tanta dor de cabeça. Uns cinco meses antes do vovô ficar doente, ele passou os documentos para mim na presença do advogado da família. Eu não me aproveitei em momento nenhum da fragilidade do meu avô. Agora o meu pai, que não se contenta com os 20 % e quer agir como se a empresa pertencesse a ele, querendo fazer projetos com outras empresas que não são parceria com os produtos que vendemos. — Termino de falar e Ulysses pede permissão para continuar e o juiz autoriza. — Eu tenho todas as provas aqui comigo, meritíssimo. Os documentos legítimos assinado pelo senhor Antônio e, se for preciso, o advogado que era da família na época pode vir testemunhar.— Ulysses terminar de falar e o juiz pede para ver as provas e assim foi feito — Realmente, senhor Alberto Smith, aqui não tem nenhum documento falso. Então não tem como você querer pegar algo que não te pertence. — O juiz fala e vejo a veia do pescoço do meu pai subir, ele estava com tanta raiva que até eu fiquei com medo dele fazer qualquer besteira nesse momento. Ele sabia que isso era uma perda de tempo, ele não teve nem o que falar, pois sabe que está errado e assim mesmo ainda veio com essa. — Por tanto essa audiência está encerrada afirmando que o Sr Vincenzo Smith é o presidente da empresa Smiths cosmetics Company.— o juiz bate o martelo dando tudo por encerrado, meu amigo volta para o banco, guarda as coisas e fomos para o estacionamento. — Eu não disse para você que não tinha nada para o seu pai fazer? — Ele fala feliz — Pois é, só acho isso que ele está fazendo desnecessário— respondo isso apenas e quando estava abrindo a porta do carro para entrar, alguém me puxou pelo ombro e levo um soco no rosto me fazendo cambalear um passo para trás, por não estar esperando o impacto. — Mais que merda.— digo olhando o i****a que fez isso comigo. — Mais que droga, porque você fez isso? — Porque você não merece ter essa empresa, você não tem direito nenhum de ter ela. — De novo com essa conversa? Eu não quero brigar com você papai. Então, por favor, me deixa em paz e esquece esse assunto, já está ficando chato e insuportável. — Digo sentindo minha bochecha doendo um pouco, Ulysses que já estava dentro do carro veio e ficou do meu lado. — Você foi o pior erro que me aconteceu Vincenzo. Você nem imagina o quanto eu estou arrependido de ter ficado com você, você só me deu prejuízo, nunca mais se refira a mim como pai, pois a partir de hoje o meu filho morreu. Eu só tenho uma filha, que você vai se manter longe, pois não quero te ver nem pintado de ouro. — Ele fala essas palavras e por um momento algo dentro de mim se quebra, como pode um pai trocar seu filho por dinheiro, por um título de empresário de algo? Onde está o amor que ele dizia sentir por mim quando era pequeno? Mas tudo bem, eu já sou adulto vou saber lidar com essa merda toda, agora ele não é nem louco de proibir de eu ver minha irmãzinha, e já que ele não é mais meu pai, ando em sua direção em passos largos e o puxei pelo colarinho da camisa. — Escuta aqui Alberto — dou ênfase no seu nome— Você pode fazer o que quiser comigo, agora dizer que eu vou ficar longe da Penélope você está muito enganado, ela é minha irmã, você não tem direito nenhum para fazer isso e fique tranquilo que você também morreu para mim. — Empurro ele com força sobre seu carro que estava estacionado ao lado do meu e entro no meu carro, no lado do passageiro.
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