Capítulo 10

1740 Palavras
Zander Pepper Quando senti a boca de Arthur sobre a minha, nossa, como posso descrever essas sensações? Foi tudo tão maravilhoso, tão gostoso, o beijo dele foi diferente de todos os outros, me fez arrepiar, meu coração acelerou, meus pelos arrepiou, todo meu corpo estava em completa harmonia com meu cérebro. Tudo estava de acordo que era ele, sempre foi ele, estive todo esse tempo esperando por ele, minha vida agora parece ganhar cor e sentindo. É louco pensar assim? Talvez, mas estive a tanto tempo esperando para ser amando, que nesse momento todos os medos somem e me permito ser feliz e receber o carinho de Arthur. Eu finalmente posso ser amado por quem eu verdadeiramente sou, eu finalmente posso ser eu com a pessoa que estou gostando. Não ser rejeitado por ele, me sentir respeitado foi acima de tudo maravilhoso, nunca me senti assim, alguns homens, apesar de estar incluído na bandeira e serem gays, demostravam nojo quando eu contava sobre ser trans, sobre eu ter uma b****a no meio das pernas, quando eles mais do que qualquer pessoa sabe como é doloroso passar por uma situação de rejeição. Sim, até mesmo na comunidade LGBTQIA+ tem preconceito. Eu sou um homem, e não é a minha i********e que define quem eu sou, então quando vi o olhar de Arthur sobre mim, logo presumir que ele não era uma exceção, que bom que eu estava errado, pois estou gostando muito dele, iria me decepcionar bastante se fosse rejeitado por ele. Eu entendo que no começo pode haver uma confusão, mas Arthur se mostrou tão aberto, nunca me sentir tão acolhido. Tão confortável em seu eu na presença de outra pessoa. A confiança que ele me passa me deixa todo bobo por ele. O olho de esguelha, já que estou deitado sobre seu peito no sofá enquanto assistimos um filme, depois que terminamos nosso almoço ficamos aqui agarradinho e assistindo, nunca tive uma tarde tão tranquila assim, já anseio por mais. Sinto suas mãos fazendo um carinho gostoso em meus cabelos e a preguiça chega com tudo, o cansaço da noite anterior de trabalho me toma e só sei que eu apago totalmente. Acordo sentindo um cheiro incrível vindo de algum lugar da casa, abro meus olhos e me sento sobre o sofá olhando ao redor, quando vejo Arthur entrar na sala com dois pratos de macarronada e os colocando sobre a mesa de centro, quando ele me vê, seu sorriso iluminaria toda a sala que está parcialmente escura, se não fosse a luz da tv e do abajur de pé que está ao lado do sofá. — Dormi muito? — Pergunto quando ele se senta ao meu lado e deixa um beijo gostoso em meus lábios. — Talvez nós tenhamos apagados, já são quase oito horas. — Me espanto. — Meu Deus, acho que nunca dormi tanto em toda minha vida. As 10h tenho que estar no hospital novamente. — Falo checando meu relógio no pulso. — Estávamos cansados. Vamos jantar e depois ficar de bobeira até você ter que voltar, eu só pego amanhã as 6h. — Ele sorri, um sorriso pequeno. Levo minha mão a sua bochecha e deixo um beijo nas maças rosadinhas, levo minhas mãos a sua cintura e o trago para o meu colo, suas pernas me rodeiam e seus braços me laçam pelo pescoço. — Está nos seus braços me fez relaxar completamente. — Ele sorri e deixa um beijo em minha testa. — Digo o mesmo, dormi sentindo seu cheiro gostoso foi um calmante e tanto. Nossos olhos se encontram e ficamos nos olhando fixamente pelo que pareceram horas. — Eu já falei o quanto acho seus olhos maravilhosos? — Arthur diz parecendo hipnotizado. Nunca gostei deles, sempre achei eles estranhos e bizarros, mais uma coisa “anormal” na minha lista. Sempre escutei muitas piadinhas por causa deles, quando pequeno, amava meus cabelos longos porque eu podia cobrir meus olhos e ninguém os veria, hoje já não me importo muito, apesar de continuar não gostando. Mas o jeito que Arthur olha para eles, me faz tremer e sinto esse odeio que sempre tive pelos meus olhos heterocromáticos ir se esvaindo aos poucos. — Não, você nunca disse. — Recobro minha voz e lhe respondo. Suas mãos vêm para meu rosto e o dedão toca abaixo do meu olho esquerdo. — O azul desse aqui é incrivelmente belo. — Ele deixa um beijo por cima das minhas pálpebras. — E o verde desse. — Diz quando passa seu dedo abaixo do meu olho direito. — São como faróis. — Ele beija minha pálpebra direita. — Eu achei estar perdido, achei ter perdido tudo. — Seus olhos me encaram cheios de lágrimas. — Me sinto e sempre me sentir tão sozinho. Mas eles me trouxeram para casa, esses faróis lindos me trouxeram de volta. Não me sinto mais sozinho e abandonado. Apenas pelo pouco que ficou ao meu lado, já me encontro nos seus olhos e palavras gentis. — Sinto meus próprios olhos se encherem de lágrimas ao ver a dor em seus brilhantes olhos azuis. — Você sempre pode voltar quando se sentir perdido, siga eles e chegará até mim, porque eu sempre estarei aqui, te esperando. Vou estar ao seu lado para tudo o que precisar, sempre terá meu apoio, Arthur. O sorriso que ele me dar faz um vulcão de sentimentos jorrarem dentro de mim, colo seu corpo ao meu e o beijo, sentindo seu gosto junto do salgado de nossas lágrimas misturadas, sinto que tenho que proteger esse homem de tudo, proteger seu coração enquanto o ajudo a se curar. Não faz nem um mês que nos conhecemos, não faz nem dois dias que nos beijamos, mas eu realmente sinto uma conexão tão forte entre nós dois. Vou fazer o que eu puder e até mesmo que não puder, para manter essa paixão intacta, talvez ela se transforme em amor, e possamos viver uma vida juntos. O conheço tão pouco, mas ele mostra ser uma pessoa que foi muito ferida, está machucado, procurando apenas por alguém que o compreenda, e eu pretendo ser essa pessoa. Desde que o vi, seus olhos pediam por ajuda, talvez tenha sido isso que me fez aproximar dele, pois eu sempre tento meu melhor para ajudar aqueles que precisam, mas com o passar dos dias vi em como ele era gentil ao falar com seus pacientes, em como foi gentil comigo sempre me oferecendo carona, ele não parece perceber o quão gentil e bondoso é com aqueles a sua volta, isso foi me encantando ao longo de dias cansativos, fui criando uma pequena admiração por ele. Talvez isso tenha se transformado em atração. Separo nossos lábios e desço beijos por seu pescoço, ele se entrega de uma maneira única em meus braços, tenho vontade de o possuir completamente, fazer dele meu e apenas meu. Coloco minha mão por dentro de sua camisa e chego aos seus m*****s apertando o biquinho com meus dedos, ele geme, deixando seu pescoço mais a mostra e, nesse momento me sinto um vampiro sedento. Chupo sua carne e deixo um leve beijo na marca vermelha. Com pressa puxo a barra de sua camisa e sem resistência ela é retirada de seu corpo, num movimento rápido o deito sobre o sofá e fico por cima dele. Vejo seus olhos nublados de desejos, sua boca vermelha e um pouco inchada pelos nossos beijos, seus cabelos está numa desordem linda, ele é todo lindo. Seus olhos me encaram com súplica e, trato de dar a ele tudo que seus olhos me pedem. Desço meu corpo, ficando entre suas pernas, sentindo sua ereção contra minha barriga eu beijo seu peito, para logo chupar os b***s enrijecidos, lambo eles o deixando molhados e amo o gemido que escapa da boca de Arthur. Desço beijando sua barriga, arrodeio minha língua no seu umbigo e continuo descendo, até chegar no começo de seus shorts, vou abaixando ele devagar, enquanto mantenho meus olhos nos dele, vendo que não vai me impedir, seu p*u sai de dentro do short e cueca quando os desço e retiro de seu corpo, vejo seu lindo corpo exposto, parece uma obra de arte de tão perfeito, subi agora por sua perna, distribuindo beijos enquanto vejo sua ereção em toda sua glória, estou com água na boca para provar dele. Deixo beijos e chupões por sua coxa e finalmente chego ao meu objetivo, o seguro em minhas mãos e o sinto quente e duro para mim, sugo apenas sua glande e o gemido alto que Arthur dar me faz perder cabeça, o engolindo de uma vez, sugo fazendo seu quadril levantar e ele apertar meus cabelos da nuca, coloco minha mão sobre sua barriga e o seguro no lugar, seu aperto em meus cabelos se intensificam e sugo com mais força, sentindo o gosto de sua p***a em minha língua e garganta, seu p*u bate fundo e sinto o jatos contra minha garganta, engulo tudo que consigo escutando o gemido satisfeito. — Você é uma delícia amor. — Subo pelo seu corpo sem me tocar nas palavras que usei, Arthur ainda está na sua bolha pós-orgasmo e parece não ter ouvido também. Beijo seus lábios com seu gosto ainda em minha língua, sua mão sorrateiramente se infiltra em meus shorts e gemo ao ter o contato da sua mão na minha i********e, ele massageia, belisca e me sinto todo molhado para ele, na verdade estou quase escorrendo aqui, seus dedos percorrem os lábios da minha b****a e ele coloca seu dedo dentro de mim. — p***a. — Xingo alto quando g**o com força em seus dedos. Minha cabeça na curva do seu pescoço enquanto meu corpo todo treme com o orgasmo. Isso foi muito rápido! — Você é uma delícia, Zander. — Levanto a cabeça e noto que ele já havia tirado seu dedo de dentro de mim e o lambido. — Você vai me deixar louco, Arthur. — Ele sorri safado — Tenho certeza de que ficarei primeiro, por sua culpa. Sorrimos e o beijo, nossos gostos se misturando e cada vez mais eu estava amando ficar ao lado dele, descobrindo o corpo um do outro, se amando. Alguns minutos depois, comemos a macarronada que estava uma delícia e logo o deixei em seu apartamento para ir ao meu me arrumar para mais uma noite cansativo no trabalho sem ele por lá.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR