06

2246 Palavras
Christopher  A segunda foi de trabalho. Teríamos uma sessão de fotos para uma marca de roupas e faríamos tudo num campo de flores. Saí cedo com Dulce em direção à agência e durante o caminho, eu notei que ela parecia muito cansada, conversando bem pouco e fechando seus olhos por segundos muito longos. Talvez ela só não tivesse dormido direito, já que não passava das cinco da manhã.  Quando chegamos até a agência, ela foi se arrumar direto e eu me uni à equipe para preparar os equipamentos que seriam levados. Saímos em menos de uma hora e toda a equipe fez o possível para montar os equipamentos no local o mais rápido o suficiente para aproveitarmos a bela luz do início do dia.  Observei Dulce vindo em minha direção com uma imagem totalmente diferente daquela com a qual ela saiu de casa. Estava com a pele numa cor viva devido à maquiagem, vestia um belo vestido amarelo que voava com o vento e seus lindos cabelos vermelhos pareciam ondas perfeitamente desenhadas que caíam por seus ombros até sua cintura. Aquela mulher era uma verdadeira deusa.  — Como eu estou? — ela deu uma voltinha em minha frente.  — Você não está perfeita, você é perfeita. — respondi.  — Obrigada. — sorriu largamente.  — Eu também aceito elogios. — Anahi disse ao se aproximar vestindo uma roupa igual a de Dulce, porém numa cor azul.  — Está belíssima, Annie. — sorri para ela.  — Eu agradeço. — me mandou um beijinho no ar. — Tudo bem, Dulce? — apoiou uma de suas mãos no ombro da ruiva.  — Urrum. — balançou a cabeça positivamente. — Eu vou tomar um pouco de água, até daqui a pouco. — após dizer isso, Dulce se retirou.  — Ela não parece bem. — Anahi disse com o olhar preocupado.  — Eu achei ela meio cansada mais cedo, mas achei que podia não ter dormido muito. — falei. — Não, não é isso. — Annie pareceu pensar. — Ela parece distraída, não como se estivesse com sono... sei lá... é estranho.  — Depois eu converso com ela, não se preocupe.  — Ok. — sorriu. — Vê se me deixa bonita nas fotos! — piscou.  — Não preciso de tanto esforço pra isso, você já é linda.  — Para de puxar meu saco! — me deu um tapinha no braço e eu ri.  Nós começamos a tirar as fotos em meio às flores, onde Dulce e Anahi se mostravam bem leves e adoráveis, como a proposta da marca pedia. Foi estranho eu ter que chamar a atenção de Dulce algumas vezes, ela sempre era impecável mas justamente hoje parecia com a cabeça em outro lugar.  Fizeram algumas trocas de roupas e a cada uma delas, eu podia jurar que Dulce se desanimava cada vez mais, ainda fazendo poses que pareciam forçadas e desconfortáveis. Vez ou outra, eu tinha que ir até ela e usar minhas mãos para guiar o seu corpo e seu rosto em um ângulo melhor. O que diabos estava acontecendo com ela?  — Não, não... — eu disse após mais uma foto. Cheguei perto das duas que estavam encostadas numa árvore, uma de cada lado. — Levante o seu rosto. — toquei o queixo de Dulce e ergui sua cabeça. — Concentre-se.  — Desculpe... — sussurrou e eu assenti.  Última troca de roupas e últimas fotos que seriam tiradas em um balanço preso a um dos galhos da árvore. Dulce sentou no balanço e Anahi ficou atrás dela, em algumas poses. A incentivei a empurrar Dulce no balanço e assim ela fez. Na segunda subida, eu vi Dulce fazer uma careta, então pedi para que parasse.  — Tudo bem, Dulce? — Alfonso perguntou preocupado.  — É... eu... — parou de falar. — Eu... — Amiga? — Anahi acariciou o rosto dela e a observou bem.  — Annie... — Dulce rolou os olhos e os fechou, caindo desmaiada nos braços de Anahi.  — Meu Deus! — Annie gritou, equilibrando Dulce em seus braços.  Eu, Alfonso e mais duas pessoas da equipe corremos até elas. Tiramos o peso de Dulce dos braços de Anahi e então eu sentei no chão com seu corpo em meu colo. Ela estava pálida como uma folha de papel e mesmo que eu desse tapinhas em seu rosto, ela não acordava.  — Traz álcool! — Alfonso gritou para alguém da produção.  — Eu sabia que ela não estava bem, eu sabia! — Anahi proferiu, ajoelhando ao meu lado.  — Dulce? Está me ouvindo? — a chamei. Eu estava assustado, sentindo uma adrenalina intensa.  Um dos assistente trouxe uma garrafa de álcool, então Alfonso abriu e aproximou do nariz de Dulce. Em alguns segundos, ela se agitou e acordou ofegante, querendo levantar assustada. Eu a segurei firme e a fiz ficar parada.  — Tudo bem, somos nós, você está bem. — a tranquilizei, abraçando-a contra mim.  — O que aconteceu? — ela perguntou ainda um pouco atordoada.  — Você desmaiou. — expliquei.  — Nos deu um baita susto! — Annie disse.  — Dulce, você comeu hoje? — Alfonso perguntou com desconfiança, então nós três a encaramos.  — Sim. — respondeu apenas.  — E o que você comeu? — Anahi perguntou.  — Er... pão.  — Pão? — franzi a testa. — Você não está de dieta?  — Sem... sem glúten, integral... sei lá!  Troquei olhares com Anahi e Alfonso que assim como eu, claramente não haviam acreditado nessa história.  — Carla, pode trazer uma maçã? — gritei para a minha assistente, que correu até o trailer da produção.  — Não, eu não estou com fome. — Dulce tentou levantar.  — Se não comer nada, eu vou te levar até o hospital. — avisei. Ela ficou em silêncio e cerrou os olhos para mim, irritada.  Depois de obrigar Dulce a comer a maçã, nós resolvemos não dar continuidade à sessão. Ela se trocou e nós fomos no meu carro direto para casa. Durante o caminho, eu disse que iria fazer o almoço para nós dois e ela não respondeu nada, só ficou quieta olhando pela janela com a cara emburrada.  Já em seu apartamento, Dulce ficou na sala assistindo televisão enquanto eu cozinhava na cozinha. Eu não entendia o porquê de ela estar brava comigo, parecia até uma criança. Mas mesmo com ela daquele jeito, eu ainda iria cuidar dela.  Estava de costas para a porta da cozinha, distraído olhando as panelas quando senti duas mãos quentes entrarem dentro da minha camisa, começando a acariciar as minhas costas. Soltei uma risada baixa e fingi que nada estava acontecendo.  Ela me abraçou e levou uma de suas mãos até a minha b***a, dando um apertão forte. Virei meu rosto para trás e observei seu olhar pervertido em mim.  — Não está mais brava comigo? — perguntei.  — Você fica muito gostoso de avental... — sussurrou ao pé do meu ouvido, me causando arrepios. E então suas mãos sapecas entraram dentro do meu short e da minha cueca. Eu reprimi um gemido quando seu toque me fez ficar e******o. Ela começou a me masturbar ali mesmo, olhando o meu rosto como se quisesse analisar cada expressão minha.  — Você quer que eu queime o almoço? — dei risada.  — Eu quero que você me f**a. — foi firme. Desliguei o fogão e virei de frente para ela, segurando o seu rosto e trazendo sua boca para a minha, nos envolvendo num beijo quente, enquanto eu a empurrava até a mesa, onde eu agarrei suas pernas, a levantei e a sentei ali.  Sem deixar de dar atenção aos seus lábios, eu coloquei minha mão por baixo de seu vestido, tocando o interior de suas coxas e subindo meus dedos até a sua calcinha. Afastei o tecido delicado o suficiente para meus dedos encontrarem toda a sua pele molhada e quente, que pulsava de excitação.  Enquanto eu introduzia dois de meus dedos nela, usava minha mão livre para puxar o seu cabelo para trás, deixando seu pescoço a mercê dos meus desejos. Sua pele tinha gosto de morango, cheirava muito bem e era macia de um jeito viciante. Eu me deliciei em lambidas, chupões e mordidas que despertaram os mais altos e sinceros gemidos em Dulce.  — Ah... — ela arfou. — Mais... rápido... — pediu.  — Como quiser. — acelerei meus toques, usando o meu polegar para massagear o seu c******s e não demorou até que ela tremesse num longo orgasmo.  — Isso... isso... — ofegou.  — Está muito cansada agora? — sorri com malícia.  — Eu nunca me canso de você. — me puxou pela gola da camisa, arrancando-me um beijo profundo.  Do meu bolso, eu tirei uma camisinha. Sim, eu sempre andava com camisinhas em meus bolsos pois Dulce era bem imprevisível. Ela poderia t*****r em qualquer lugar, qualquer lugar mesmo!  Ajeitei-me entre suas pernas e posicionei meu p*u em sua entrada, esfregando por fora para provocá-la. Ela mordeu o lábio inferior e me olhou com súplica, enquanto eu sorria maldosamente.  — Não me torture... — gemeu.  Iniciei os meus movimentos, indo o mais fundo possível dentro dela. Dulce jogou seu corpo para trás, apoiando-se com as mãos na mesa e fechou os olhos, mordendo seus lábios bem forte. À medida que mantinha as minhas estocadas, eu ia aumentando o ritmo até estar indo forte o suficiente para que o barulho dos nossos corpos se chocando um contra o outro fosse bem audível.  Segurei firme em sua cintura, a trazendo para mim enquanto eu ia para a frente, rápido e sem diminuir a velocidade. Dulce ergueu-se para ficar sentada e me puxou pela nuca para me beijar novamente. Era estranho que ela quisesse tanto me beijar durante o sexo, já que não costumava exagerar nessa parte. Não que eu estivesse reclamando, eu preferia mesmo que ela me beijasse mais, isso me fazia bem.  Ela uniu suas pernas em volta de mim e me abraçou apertado. Eu já sentia o calor em nossos corpos nos deixando cada vez mais quentes e suados, os cabelos dela se grudavam em meu rosto e ela gemia ofegante, assim como eu. Dulce entregou-se a mais um orgasmo tão intenso quanto o primeiro e deixou seu peso jogado sobre mim até que eu continuasse por tempo o suficiente para também gozar. E finalmente senti o meu clímax chegando e me trazendo o mais puro relaxamento.  Ficamos abraçados por mais algum tempo e depois eu me afastei dela, retirei a camisinha e ajeitei as minhas roupas. Ela continuou sentada sobre a mesa, me olhando de um jeito meigo, roçando seus pés um no outro como se quisesse dizer alguma coisa.  — Algum problema?  — Não, é que... — olhou para o chão e sorriu fraco. — Obrigada por cuidar de mim. Você é a primeira pessoa que realmente cuida de mim.  — Por que diz isso? E os seus pais? — ela deu de ombros e sua expressão se tornou desanimada. — Você nunca me falou sobre os seus pais.  — Eu não tive um pai, só uma mãe e ela era bem r**m. — coçou a nuca. — É só isso que precisa saber. — pousei minha mão sobre sua perna e a olhei com empatia.  — Se um dia quiser desabafar sobre isso...  — Eu sei. — me interrompeu. — Falo com você. É o único em quem confio cem por cento. — sorriu com sinceridade. — Eu te amo.  — Eu também te amo.  — E o que você preparou para nós?  — Seu prato preferido! Eu sei que está de dieta, mas talvez isso não esteja te fazendo bem. Melhor comer algo mais reforçado.  — Tudo bem. — assentiu. — Me desculpa se pareceu que eu fiquei brava com você, é que eu não estou acostumada com alguém preocupado com o meu bem estar. Talvez eu confunda isso com se meter na minha vida.  — Me meto na sua vida se eu notar que está sendo irresponsável com a alimentação. — falei seriamente.  — Quer ser o pai que eu nunca tive? — brincou e nós rimos.  — Se for o outro tipo de papai... — insinuei.  — É, eu prefiro assim. — sorriu maliciosa.  {...} Nós começamos a almoçar e notei que ela fez um prato muito recheado, mais cheio do que o meu. Dulce comia rapidamente, como se a comida fosse sumir da frente dela.  — Não come assim, você passou m*l hoje, não é bom comer rápido.  — É que isso está muito bom! — falou com a boca cheia e eu ri.  — Hum, obrigado? — franzi a testa.  — Obrigada você por fazer isso por mim. Quer fumar depois?  — Dulce, você passou m*l. — alertei.  — Ah, ok! — deu de ombros. — Eu vou parar de qualquer forma, está me fazendo engordar. Maconha dá muita fome. — Você não disse que o médico receitou para a sua ansiedade? — É, mas os californianos ansiosos já viviam bem antes da legalização.  — Prefere tomar remédios controlados? Eles são bem horríveis e os efeitos colaterais são piores do que só o aumento da fome.  — Você é desanimador. — suspirou.  — Foi m*l, pode parar se quiser. — sorri. — Eu também vou... de novo.  — Ótimo! — sorriu.  A ajudei com a louça e retornei ao meu apartamento já que precisava resolver alguns assuntos profissionais. Ela prometeu me chamar se sentisse algo estranho de novo, mas até que Dulce já parecia muito bem quando a deixei sozinha.
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