013

1103 Palavras
Helena: Dia seguinte, fizemos o mesmo de ontem, eu estava calada e pensativa, queria ficar um pouco na minha. Fico olhando pela janela, o dia estava nublado e eu gostava de dias assim. — Tudo bem? Diz ele, se aproximando e sentando ao meu lado com um pote de pipoca, e a cozinheira pôs na mesa de centro uma bandeja com dois copos de chocolate quente. — Sim, e você? — Queria assistir a um filme com você… — Não quer mais? — Quero. — Então vamos assistir. Pego o controle, aperto e as cortinas da janela de trás da TV se fecham. Em seguida, pego o do aparelho televisor, ligo a mesma e ponho em um aplicativo de streaming. — Pode escolher — entrego o controle em sua mão. Ele segura e mexe por longos minutos. — Pode conversar quando quiser, sabe disso — diz gentil. — O que quer de mim? Saber que minha vida não é perfeita e fácil, como acha que é? — Quero te ajudar, te dar carinho e mesmo que não resolva, vou dizer que está tudo bem, que estou do seu lado. — Por que se importaria com meus problemas, comigo? — encaro seu rosto, meus olhos marejaram, eu segurava as lágrimas para não parecer fraca. O mesmo sorri largo e lindo, além de acariciar meu rosto. — Você se importa comigo, mesmo sem ter obrigação ou dizer que é devido à nossa ligação no trabalho. — É diferente. — Não é. Assim como cuida de tudo e todos, também merece ser cuidada, ouvida, mimada. Não precisa ser forte o tempo todo, não somos fortes o tempo todo. Assim que ele diz isso, as lágrimas caem inconsoláveis, ele põe o pote na mesa e logo me abraça, além de passar a mão no meu braço, às vezes acariciava meus cabelos. — Você é incrível — diz gentil. — Não sou forte o suficiente. — Você é a mulher da minha vida — fala baixo. — O quê? — questiono confusa, já parando um pouco o choro. — Se eu pudesse escolher alguém para amar, com certeza seria parecida com você. Campeã, solidária, forte, linda, sexy… você é incrível. — Sinto falta de coisas, não me sinto completa, parece que falta algo em mim… mas tenho tudo, como pode faltar alguma coisa? — Acha que um filho é o que falta? — Também… — Você quer uma família? — Não, eu sou melhor sozinha. — Se quer uma família, por que diz que não? — Um filho é o suficiente. — O que fizeram com você? — Não quero falar disso… — Tudo bem — ele me abraça forte —, seja lá o que fizeram com você, eu vou te mostrar que o amor existe, é real e nos trata bem, nos faz sonhar e ser mais felizes… você não precisa ter receio, não mais, não comigo. — Disse para eu não te amar. — Mas quero que entenda que existe amor, que vou te amar e mostrar todos os dias o quanto amo e que você não vai mais julgar todos como iguais. — Não se esforce tanto, homens são incapazes de amar. — Pelo visto, você é incapaz de colocar o orgulho de parte — sorri divertido —, não vou te prometer nada… só me dá espaço para poder fazer, combinado? — Mais espaço? — Mais — Sorri novamente. Em seguida, distribui beijos por meu rosto e boca. Logo após, ele escolheu um filme de sua preferência, era de comédia e foi uma boa escolha. Rimos muito e acabamos dormindo ali no sofá, agarrados, ele na ponta me esquentando. __Dia_seguinte__ Acordo e espreguiço, Gean não estava mais do meu lado. Coitado, passou a noite toda em pouco espaço e quase caiu diversas vezes. — Bom dia, linda — diz e beija meu rosto. — Bom dia, acordou cedo… — Você gosta de espaço — sorri lindo. — Me desculpa, quase te fiz cair. — Não se preocupe… Ele levanta e vai em direção à cozinha, me sento e estico as costas. Foi confortável dormir nos braços dele, mas não é nada confortável dormir no sofá. — Imagino que esteja com fome — o mesmo se aproxima com uma bandeja nas mãos. Ele se senta ao meu lado, depois coloca a bandeja em cima das minhas pernas. — Não precisava, eu podia ir até a mesa. — Para de estragar o momento — diz rindo. Reviro os olhos entediada, depois como calmamente sob sua supervisão. — Não vai comer? — questiono, o olhando de relance. — Comi um pouco já. — Entendi. — O que acha de caminharmos um pouco, ao invés de ir à academia? — Achei bom. Em qual horário pretende ir? — Em que horário estará disponível? — Tenho que olhar na minha agenda… — penso por estantes — Tenho que ir ver meus pais, ir ao hospital, saber se sua mãe está melhor, analisar algumas coisas da empresa pelo computador… — Que tal irmos até o hospital, ver minha mãe? De lá vamos caminhando até a casa dos seus pais e depois voltamos para casa, para trabalhar? — Por mim, tudo bem. Terminou de comer, depois ele leva a bandeja para a cozinha, enquanto vou tomar um banho, escovar os dentes. Após o banho, vou até o closet, procuro uma roupa e logo me visto. Logo estou pronta e já desço as escadas, encontrando o Gean arrumado. O mesmo vestia uma bermuda leve, uma camisa sem manga, um boné e calçava um tênis. — Pronta? — questiona, me olhando de cima a baixo. — Sim. Não está bom? — Está ótimo — sorri e dá de ombros. Caminhamos até o veículo, dou as instruções para o motorista e o mesmo logo nos leva até nosso local de destino. Em pouco tempo chegamos, saímos do automóvel e entramos no hospital, indo para a recepção. Conversamos com a recepcionista e logo ela permite nossa ida e entrada no quarto. Caminhamos até o quarto em que estava a mãe dele, deixo que o mesmo abra a porta e entre primeiro. — Mãe! — exclama e eu corro para ver o que estava acontecendo. Entro no quarto, dando de cara com a mãe dele sentada na cama, a mesma comia calmamente, mas abre um belo sorriso ao ver seu filho. — Meu menino — sua voz sai rouca. — Que bom que está bem, fiquei com tanto medo. Ele corre até a mesma, a abraça forte e eu sorrio com o carinho/amor dele por ela. — Quem é ela? — questiona rude, me olhando.
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