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1261 Palavras
Gean: Fiquei muito triste com o que houve com minha mãe, mas melhorei ao saber que a Helena estava nos dando apoio financeiro. Um dia eu pagaria tudo para ela, mas agora eu só aceito minha pequenez. Depois que chegamos em casa, comemos algo e depois cada um foi tomar banho para dormir. Após o banho, vou para o quarto dela e, como meu corpo está frio, abraço o seu para me esquentar. Ela parecia dormir, então não iria se importar. Abraço-a e fico sentindo seu cheiro bom, e não sei se é a falta de sexo, a presença dela ou seu cheiro, mas eu ficava ereto sempre. Então ela acorda e eu consigo chupar sua genitália, que era gostosa, macia e molhada. Ela pode dizer que não, mas sente o mesmo que eu. Depois de tudo, não houve penetração, mas pude tocar seu corpo e começar o processo de engravidá-la, claro que quero que demore a engravidar, mas preciso mostrar que faço tudo pelo trabalho. No dia seguinte, acordo no sofá com a mesma me encarando, então vieram os piores pensamentos, mas ela diz serena que estava tudo bem. Tomamos café e me arrumei para ir em sua empresa, estava doido para conhecer sua grande conquista e aprender a crescer assim como/com ela. Entramos no veículo e logo o motorista dirigiu. O caminho todo, eu olhava maravilhado para as ruas e os grandes arranha-céus, as pessoas andavam apressadas. — Já procurou emprego por aqui? — questiona, me olhando. — Não, não sou como eles — digo, me referindo a todos que andavam apressados. — Por que não? — Não pude completar meus estudos, nem fazer nada relevante, sou um Zé-ninguém em todos os aspectos. — Perdeu a chance de ter uma boa oportunidade ou ganhar um salário melhor. — Me diga, você me contrataria sabendo que eu não tenho nem um tipo de formação? — Te contratei. — Quero dizer para algo grande, de prestígio. — Infelizmente não. — Sei que não, como todos não contratariam, todo setor precisa de alguém apto para fazer o trabalho, ou que saiba fazer um pouco e se aperfeiçoe. Eu não sei fazer muita coisa, aprendo rápido, mas não tenho estudo e isso tira minha credibilidade. Não julgo as grandes empresas, talvez eu ganhasse a função de limpar os banheiros, ou salas, mas isso não seria nada bom para mim. Sair de casa muito cedo, limpar uma grande empresa, chegar em casa tardiamente e ganhar um salário mediano, além de ter que gastar a maioria em passagens até o trabalho/casa. O assunto morreu e seguimos o caminho em silêncio. Após alguns minutos, chegamos a uma grande empresa, o motorista para no estacionamento, nós dois saímos e caminhamos até o elevador. — Vem trabalhar todos os dias? — questiono para espantar o silêncio assustador. — Não, venho ocasionalmente. Ela apertou o número do andar e logo estávamos subindo, mas paramos no 10° andar para alguns funcionários entrarem. — Bom dia, dona Helena — dizem juntos. — Bom dia — diz ela sorrindo. — Bom dia — Falo baixo e eles me olham, porém, logo me ignoram. Depois, eles descem e logo é nossa vez. Passamos por um pequeno corredor com várias portas de vidro e pessoas trabalhando, depois passamos por sua secretária e uma pequena sala de espera e no fim tinha uma grande porta de madeira. — Bom dia, senhora — diz a moça da recepção. — Bom dia, Zoe. Leva para mim dois cafés, por favor. — Sim, senhora. Entramos na sala e logo a porta é fechada. — Sua empresa é linda e muito grande! — digo entusiasmado. — Você ainda não viu nada — sorri orgulhosa. — Faz o que todo dia (que vem)? — Assino papéis, crio novos produtos, estratégias, faço reuniões, colho dúvidas e dicas, reviso o caixa/gastos/lucro, vejo as filiais e todo o lucro que nos dá, reviso sempre nosso capital de giro… essas coisas. — Bastante coisa. Como encaixaria um bebê em todo esse trabalho? — Tenho dinheiro e empregadas, consigo conciliar trabalho e filho. — Entendi. Minutos depois, a secretaria abre a porta, se aproxima e logo nos serve o café, e então coloca uma planilha em frente à Helena. — Preparei toda a recepção, vê se a senhora gosta. — Tá bom, obrigada, Zoe, vou dar uma olhada. A mesma se retira e a Helena começa a ler a planilha. — Vai chegar alguém? — questiono, olhando para a porta. — Não, por quê? — Ela falou de recepção — a mesma sorri como se sorrisse para uma criança. — Recepção é uma pequena festa que daremos, para apresentar nosso novo produto e vender pela primeira vez. — Que legal… todos podem entrar? — Não, o lançamento é voltado mais para investidores, pessoas da elite e empresários de todos os nichos. — Por quê? — Porque eu vendo em valor cheio, quando sai para as massas, eles vão em “promoção”. — Entendi. E qual é seu novo produto? — Um perfume que fala muito de mim, cada detalhe reflete minha infância e a imagem dele mostra como sou hoje. Por isso, eu amo esse perfume, ele é minha biografia. — Sua família é podre de rica, não é? — Não. Venho de família pobre, mas nunca nos faltou nada, tínhamos o suficiente… todavia, nunca pus em mente que tudo que tínhamos era o suficiente para mim. — Como cresceu tanto? — Fiz duas coisas importantes, me conhecer de verdade e procurar meus talentos, depois os pus em prática. Quebrei a cara diversas vezes, mas continuei. Recebi “não” para alguns empregos, mas não desisti. Tudo que me propus a fazer, me esforcei para aprender e fui dando meu melhor. Quando digo que “venci” com trabalho, quero dizer que não foi só o físico, foi o mental, espiritual. — Consigo ser pelo menos parecido com você? — Pode ser até melhor, só basta correr atrás, se permitir errar e acertar, não desistir por nada de seus sonhos e se comprometer a aprender mais e se aperfeiçoar mais. — Eu quero! — Então vou te ajudar — sorri. Ela trabalhou mais e, após seu expediente, fomos ver como minha mãe estava. A mesma ainda não acordou, eu estava ficando atordoado, inúmeras coisas passavam em minha mente, como se eu fosse culpado pelo que estava acontecendo. — Tudo bem? — questiona ela, segurando dois copos de café. — Tudo. — Certeza? — Estende uma mão e eu pego o copo. — O de sempre… ela não acorda, estou preocupado, passa em minha mente que não devia ter deixado sozinha, se eu não fosse negligente com minha mãe, ela não estaria tão m*l assim. — Não é sua culpa. — Como não, Helena? Ela não acorda por culpa minha, se eu estivesse em casa, não a deixaria trabalhar tanto e ficar sem comer. — Se ficasse lá, ela não teria recursos, agora ela tem. Sei que é difícil ver sua mãe nessa situação, mas ela está sendo cuidada e te garanto que eles sempre fazem o melhor. — Você me acha ganancioso? — Você me acha infeliz? — Não. — Você não é ganancioso, só quer melhorar, como eu quis um dia e consegui. Você também vai conseguir. A mesma pisca para mim e minha mão apoia sobre a sua, que estava apoiada em seu joelho, mas a mesma tira a mão, como se as minhas estivessem em chamas. — Vamos? — questiona já levantando. — Sim. A seguir, fomos para casa.
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