Morte narrando Eu não estava esperando a por.ra daquele beijo. Não mesmo. Até porque eu não sou de beijar na boca. Nunca fui. Sempre achei essa parada íntima demais, coisa de quem se apega, de quem cria laço. E laço, pra mim, sempre foi sinônimo de fraqueza. Se em toda a minha vida eu fiz isso uma vez, foi muito. E mesmo assim, não lembro nem com quem foi. Mas ela… Ela simplesmente me deixou em êxtase com a porr.a de um beijo. Não foi nem demorado. Não teve língua demais, mas o pouco que teve bagunçou tudo dentro de mim. Senti uma parada estranha, como se meu corpo inteiro tivesse reagido antes da minha cabeça conseguir mandar parar. Um arrepio me percorreu da nuca até a lombar, minhas mãos fecharam sozinhas, o peito ficou pesado. Nunca senti isso antes. E o pior de tudo… É que eu

