Capítulo 6

1934 Palavras

O motorista parou o carro alguns metros antes do portão de ferro trabalhado. O motor ainda estava ligado, o ar-condicionado soprando fraco contra o calor insistente do Rio de Janeiro. Ele passou a mão pelo rosto, sentindo a pele levemente úmida, e encarou a fachada à sua frente. — Isso é ridículo — murmurou, soltando uma risada curta. A casa era impressionante. Não apenas grande, era solene. Colunas claras, janelas altas, um jardim perfeitamente aparado que parecia ter sido preparado dias antes da chegada do rei. Tudo ali gritava poder, tradição… e exatamente tudo o que Nicholas vinha evitando há sete anos. — A casa foi cedida pelo governador — comentou Alistair, no banco do passageiro, com aquele tom neutro que nunca denunciava julgamento. — Consideraram mais discreto do que um hotel.

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