Capitulo Quatro

2514 Palavras
Capítulo Quatro. -Faz muito tempo que voltou? - ele me olha quando faz a pergunta. Nego com a cabeça - Cheguei faz dois dias, já à noite - digo com frieza. Eu não ia dar aquele gostinho pra ele -Me parece feliz - ele diz - Esta em algum relacionamento? Mas que i****a mesmo né - Olha, apesar disso não ser da sua conta. Sim, eu estou - minto. Ele tem que pensar que não estou mais morrendo por ele, que não sinto nada. BABACA!  -Hum, posso saber quem é? - pergunta com aquela cara de p*u  -Não, não pode, seu inconveniente - suspiro e quando ia me levantar, alguém entra. -Olha só colega, eu corri o mundo atrás de você. E porque naquele dia você .... - Pietro entra todo impaciente na casa, e quando nos vê para de falar - Tá tudo bem por aqui? -Claro. O que você quer? - A voz de Alfonso sai um pouco alterada para o amigo -O que eu quero? Temos que ter uma conversa isso sim - Pietro diz e vem até mim - Como vai Sophia? - nos cumprimentamos com um aperto de mão - Você está muito bonita... Não que você não fosse antes, mas, agora, você está mais linda ainda - diz todo atrapalhado e me escapa um sorriso. -Obrigada, Pietro. Você também não está nada m*l - digo e ele faz cara de garanhão. Alfonso da um longo suspiro revirando os seus lindos olhos -Me achou, estou bem e vivo. Agora pode voltar pra empresa que precisam de você lá, logo estou indo - Alfonso diz e levanta guiando o amigo até a porta. -Aquela conversar ainda não acabou. Sou seu amigo cara, pode contar comigo seu cabeçudo - Pietro sussurra e Alfonso apenas concorda com a cabeça. -Até daqui a pouco - Diz e ele se vai. -O que é isso no seu braço? - pergunto de uma vez e sua expressão muda. Pareceu-me nervoso. -Olha Sophia, eu tenho que te falar por que, eu não aguento mais isso... - sussurra e já até posso imaginar. - Eu sei que fui um i****a e, me desculpe por aquele dia. Eu me sinto um filho da pu... -Cala a boca. Você não se sente nada, me humilhou e agora tá ai arrependido? -Totalmente arrependido - Seus olhos brilham por contas das lágrimas, que só podem ser falsas - Eu errei, mas isso me tortura todos os dias que se passa, não tenha um dia que eu não queira voltar no tempo e fazer tudo certo. Eu mudei, não sou mais como antes, aquele cara egoísta, ambicioso, e que só pensava em mim. Eu posso te provar isso se você deixar. Eu todos os dias queria você ao meu lado por que...eu não sei o que deu em mim.... - Ele vem até mim e toca minha mão. Aquele toque que fez meu coração voltar a bater, fez meu corpo estremecer, minhas mãos suarem, minha respiração fica rápida. - Me sinto um merda! Um nada! Não mereço e nunca vou merecer seu amor. Você não é minha Sophia, mas eu sou seu. Perdoa-me por favor, mesmo eu não merecendo você. Me perdoa - Ele pede e para meu espanto cai e abraça meu joelho. Minhas mãos coçam para tocar seus cabelos, mas não, todo homem é assim, faz a besteira e depois vem com aquela seninha de arrependido. -Seja forte Sophia e deixe-o de lado. Como ele mesmo falou, ele não te merece - Meu pensamento dizia e talvez ele estivesse certo. Meus olhos lagrimejando, minha garganta estava apertada. -Se levanta, Alfonso, pare com essa seninha - digo e me afasto dele - Não será isso que me fará correr para seus braços, e nunca vai ser. Aquilo não tem perdão, eu era feliz aqui, mas, por sua culpa eu fui embora pra fugir da humilhação. Por que eu era frágil demais pra ficar e passar por tudo aquilo, frágil não, i****a. Eu senti vergonha de duas palavras, nojo... -Por favor - ele diz novamente -Não peça. Eu estou cansada disso. Cansada, Alfonso. Eu não aguento mais - falo e ele começa novamente -Mas eu te amo, Sophia - diz baixinho e só faltava aquilo para minhas lágrimas saírem e os soluços começarem -Tarde demais - digo e pego minha bolsa para sair da casa. Mas ele segura meu braço. - Por favor - diz mais uma vez, mas corro para a saída. Vou até a um ponto de táxi perto dali. Por que tinha que ser tudo difícil pra mim? Azar com meus pais que se foram cedo, azar no amor. Não aguentava aquilo. Não n**o em dizer que um pedaço de alegria me veio quando ele disse que me amava, mas a desconfiança foi bem maior que aquele pedaço de esperança que brilhou. Quando pego meu destino para minha casa, meu celular toca e era Cíntia. Não atendo na hora, talvez depois eu ligue para ela. {...} Ao chegar em minha casa, ligo para Helena trazer Liza. Jogo minha bolsa na cama e tomo um banho tentando esquecer tudo o que aconteceu ainda gora. E se ele tivesse realmente falando a verdade? Mas como uma pessoa um dia lhe humilha e no outro te ama? Impossível pra mim. Após o banho, preparo o almoço e coloco na mesa a espera de Liza. Quando ela chegou, foi tomar banho, deixando eu e Helena sozinha na sala. -Você está com cara de quem chorou a madrugada toda - Lena diz e me guia até o sofá -Você não vai acreditar - digo. Conto toda a historia pra ela que fica chocada assim como eu na primeira vez. Falei sobre o "eu te amo", sobre tudo. -Não acredito nisso!! - ela coloca a mão na boca e sorri pra mim - Então ele gosta mesmo de você -Gosta nada. Quer me levar pra cama, e depois me da outro pé na b***a - digo raivosa e triste ao mesmo tempo com essa possibilidade ridícula. -Todas as vezes que ele vai ao restaurante, Sophia, não é loucura minha, mas, ele sempre fica olhando perdido para o lugar onde vocês conversaram daquela vez. -Eu disse a ele que estava namorando, eu menti, claro. Mas, ele perguntou, então... -E quem vai ser seu namorado de mentira? - Helena pergunta e eu lhe dou um sorriso -Alfonso precisa acreditar que eu segui em frente, mesmo que isso não seja verdade. Então pensei em Anthony - sorri e ela da uma gargalhada -Anthony vai gostar, apesar de te ver apenas como uma irmã. Você sabe né? -Claro sua boba - digo e a convido para jantar, mas ela n**a e diz que tem que voltar ao restaurante. {...} -Mãe, hoje eu e o tio Anthony fomes lá no shopping e ele comprou isso pra mim - Ela diz e estende a mão, mostrando uma pulseira de ouro escrito "Once Upon A Time" que a tradução fica "Era um vez". -É muito linda Liza - digo e ela sorri -  A deixo almoçando e vou até a sala. Amanhã irei começa a montar minha galeria. Pego meu celular e ligo para José, um amigo que irá construir, e na parte de arquitetura irei chamar Mônica, uma amiga que Helena me indicou. TELEFONE -José? -Sophia, como vai? -Bem e você? Que saudades - digo e sinto seu sorriso - Bem, como você já sabe né, sobre minha galeria, amanhã quero que comesse. Quando tempo você acha que levará pra levantar? -Bem, se eu começar amanhã, daqui a duas ou três semanas lhe entrego já que você não quer muito grande, certo? -Sim, quero algo médio, e confortável. Amanhã irei lhe pegar ai na sua casa e nós vamos até onde acontecerá a construção. Até amanhã, José. -Até Sophi! {...} Preparei uma janta para mim e Anthony, hoje iria pedir a ele que fingisse ser meu namorado. Apenas por alguns dias. Fiz a comida favorita dele. A campa bate e vou atender - Oi - digo com o sorriso mais sem graça do mundo -Acho que isso não será uma boa ideia - ele diz e entra com aquele charme todo - Claro que dará - digo e me sento ao seu lado -Teremos que nos beijar - ele diz e sorri - Mas isso não será um sacrifício - Fala com malícia e lhe dou uma tapinha -Você não precisa fazer isso se não quiser - digo e ele arqueia uma das sobrancelhas -Claro que quero. E perder a chance de lhe dá um beijo, e ver a cara daquele babaca - diz e sorri - Vamos comer, estou com fome. Conversamos sobre como iriamos agir e ele concordou com tudo. Conversamos sobre algumas coisas e ele me contou sobre uma mulher misteriosa que estava de olho. -Então o garanhão está apaixonado? - pergunto e lhe dou um sorriso -Ela mora em Seattle, mas mês que vem, ela vem aqui ver os avós dela então...iremos nos conhecer melhor. -Fico feliz por você - digo -Preciso ir - ele fala e o levo até a porta - Boa noite, meu amor - fala em um tom de brincadeira  -Tchau - digo e o empurro para fora da casa, e ele se vai. Tranco a porta e me viro. -Vocês vão casar?-Liza aparece apenas de pijama na sala -Oh , não meu amor....- digo e ela sorri. Menina esperta - Olha, é um namoro de mentirinha, rá? Preciso que uma pessoa pense que é verdade, mas não é. -Então a senhora quer fazer ciúmes para outra pessoa - ela pergunta. Mais que menina esperta. -Bem, é tipo isso - sorrio sem graça e ela toca meu rosto e me abraça. -Queria um papai - ela diz e lá vem aquela tristeza. -Um dia você terá um que vai te amar e me amar muito - sussurro e a levo para a cama {...} Tinha levado Liza para a escola, e estava na construção com José e seus homens. Já estavam trabalhando e eu apenas observando quando recebo novamente a ligação de Cíntia TELEFONE -Cíntia? -Olá, você está bem? -Ah, sim - minto -Me desculpe por ontem, podemos marcar hoje no shopping? Lá podemos conversar e marcar tudo para como será no aniversário. -Tudo bem, de noite está bom? - ela pergunta -A noite tenho um jantar com meu namorado - digo, e sei que ela sabe sobre o que aconteceu comigo e Alfonso. Ela só está se fazendo de desentendida. Se eu falasse isso, com certeza ela iria contar a ele. - Que tal à tarde? Fica melhor - digo -Ah, sim, tudo bem - diz e nos despedimos. ______ -Fica de olho ai José, e qualquer coisa me ligue - digo e saio em direção a minha casa, precisava separar os quadros que iria usar na inauguração. Peguei uns que pintei em Seattle, e o meu favorito, foi o que fiz de Liza. Ela estava tão linda nele. A foto foi tirada no parque ambiental de lá, estava sentada em uma pedra e com uma flor em seu cabelo a deixando-a mais linda ainda. Liza era muito parecida com mamãe. Fui ao fundo do quartinho e tirei a outra imagem favorita minha. Era Alfonso. Me lembro quando bati a foto dele, e depois o desenhei. Ficou lindo, e foi um dos meus primeiros desenhos. O guardei novamente e separei apenas os que eu iria usar. Logo Liza chega do colégio e fomos almoçar no restaurante. Não fiquei com tempo de preparar o almoço. E como sempre, lá estava ele. Tão lindo, tão....aff Anthony chegou e depositou um beijo em meus lábios, e não passou despercebido por ele, que encarou Thony com os olhos fulminantes. Ponto pra mim! -Acho que deu certo - Ele fala olhando para Alfonso -É, parece que sim - digo - Preciso falar com Helena, sobre á arquiteta, onde ela está? - pergunto -No escritório - diz e me levanto -Se comporte , Liza, e não fale com estranhos - digo e a deixo comendo. Sigo com Anthony até a sala, e ele passa as mãos pela minha cintura - bom trabalho - digo e ele sorri. ALFONSO Quando vejo ela entrar no restaurante, meu mundo para e é como se fosse somente ela ali, linda, maravilhosa, perfeita pra mim, linda, delicada, linda, minha vida, linda. Mas quando vejo aquele filho da mãe de Anthony se aproximar e lhe beija, as chamas da raiva se acedem dentro de mim. Quando a vejo levantando e ele tocando sua cintura, quase levanto, mas, Pietro me impede. -O que é isso? Vai fazer alguma coisa, caro? - Ele diz enquanto me sento novamente -Vontade não me falta - digo e ele balança a cabeça e bebe seu drinque -Você é louco cara - Nem ligo. Olho novamente para mesa e só avisto a pequena menina, que dá última vez a chamou de mãe. Quem foi o filho da p**a que a abandonou com uma criança? -Vou ali e já volto - digo e vou até o freezer do restaurante. Peço um sorvete de morango e sigo até a mesa da linda menina loira como Sophia. Ela me olha e sento-me ao seu lado -Quem é você? - ela pergunta e eu sorrio lhe entregando um sorvete, mas ela n**a - Mamãe disse que não posso aceitar coisas de estranhos. -Pode confiar, olha só como está bom - digo e abro o sorvete dando uma mordida e fazendo uma careta do tipo: Como está um delicia. Ela da uma gargalhada e eu lhe entrego - Pega, pode ficar, tá muito bom. -Tá então - diz e começa a comer, se melando toda - Quem é você? - pergunta -Alfonso, que tal sermos amigos? - pergunto e ela sorri -Sou Liza, acho que podemos ser amigos. - diz. Ela tinha os traços de Sophia. Tão linda quanto ela. -Tá, queria te fazer uma pergunta - digo e ela acena positivo - Aquela mulher que estava aqui com você, Anthony é namorado dela? - pergunto e ela para de comer seu sorvete e se aproxima de mim -Agora que você é meu amigo, posso te contar meus segredos - diz e sorri- Aquele é o namorado de mentira dela - sussurra e volta ao sorvete -Ah, então quer dizer que é de mentira? - Um sorriso brota de meus lábios - Esse será nosso segredo, certo? - Ela acena com a cabeça - Não diga que me viu aqui, e sem perguntarem do sorvete... -Eu falo que comprei com meu dinheiro - ela fala e balança a cabeça no tipo: Até parece que sou uma criancinha -Muito bem, menina esperta. Até outro dia, pequena - falo e ela me da tchau. Volto para minha mesa todo alegre e o bobo do Pietro já perguntando. -O que você perguntou pra menina? -Nada de mais. Vamos? Tenho uma reunião daqui à...meia hora - digo e levanto todo alegre -As vezes eu tenho medo dessa sua mudança de humor - Pietro diz e me segue.
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