Já fazia uma semana que o evento realizado por Trisha havia se passado. Foram apenas sete dias, mas para Louis pareceu quase um mês inteiro. Naquele sábado de manhã ele ele estava de folga e ainda assim acordou relativamente cedo. Correu na beira da praia, exercitou-se por cerca de meia hora e voltou pra casa. Seu banho foi longo, ele barbeou-se e voltou de roupão para a varanda de casa, que dava de frente para o mar. Tomou seu café da manhã na pequena mesa que havia ali e, enquanto checava seus e-mails pelo celular, o aparelho começou a tocar mostrando o número de Zayn.
Ele cogitou não atender, coisa que nunca tinha feito antes. Viu o amigo praticamente a semana toda, almoçavam ou lanchavam juntos quase todos os dias e, nos dias que não se viam, trocavam mensagens e estavam em constante comunicação. Naquela semana em especial, ouviu muitas reclamações e deu muitos conselhos em relação ao relacionamento do amigo. Zayn e Harry continuavam tendo problemas tanto de convivência quanto à adaptação de morarem juntos e Styles reclamando constantemente que Malik não era o mesmo homem que ele conheceu em Paris.
De fato, não era. Não que Zayn tivesse uma personalidade volátil, ele apenas estava em outro ambiente, suas preocupações eram outras. Era natural que ali, naquela casa enorme, com seus pais por perto, serviçais e Harry tecnicamente à disposição dele, ele estava se comportando ligeiramente como um menino mimado.
Louis tinha sua própria opinião — de que aquilo não duraria muito — mas preferia sempre dizer coisas que não o comprometessem muito. Era sempre muito honesto, mas fazia Zayn perguntar a si mesmo ao invés de simplesmente dar a solução óbvia para todos aqueles problemas.
Mas ele atendeu o telefone mesmo assim. Era um bom amigo afinal de contas.
— Fala, Z. — O médico deixou seu suco de laranja de lado e tentou soar animado.
— E aí, cara. Espero não ter te acordado. — A voz de Malik do outro lado da linha pouco lembrava o cara estressado da semana. Estava até rindo com alguém por perto.
— Não, eu estou acordado há um tempo. — Tomlinson tentava desvendar quem poderia estar com ele mesmo que a resposta fosse óbvia. Conseguia ouvir Harry Styles perguntando constantemente “com quem está falando?” em meio a risos.
— Então, eu preciso de um favor. — Zayn continuou ainda demonstrando bom humor. — Vou ver o jogo de a******a do Los Angeles Galaxy pela US Open Cup. Só que eu consegui uma entrada só, e convidei o Liam para ir comigo.
No momento em que o nome do motorista foi citado por Zayn, Louis ajeitou-se na cadeira. Aquela conversa estava ficando interessante até porque ele sabia muito bem do passado dele com Liam. Não que ele tivesse prevendo qualquer coisa, mas ele achou muito relevante saber daquilo, aparentemente Zayn estava tentando reconstruir seus laços com o motorista.
— É mesmo, Malik? — Louis realmente soou insinuador, até sorriu de canto e era como se Zayn tivesse até percebido.
— Nem começa, Tomlinson… — Zayn suspirou e os risos de Harry cessaram como se o moreno tivesse se afastado do namorado para falar no telefone mais a vontade. — Só queria ver se você poderia conseguir outra entrada pro jogo pra mim. Tenho certeza que seu querido Robbie Rogers pode arrumar pra você… — Zayn foi quem insinuou agora, especialmente citando o meio-campo que era jogador do Los Angeles Galaxy e, coincidentemente, um ex-romance de Louis.
— Vou ver o que posso fazer. — O médico disse dando de ombros.
— Valeu, Lou. — Zayn agradeceu rindo. — Você é o melhor, cara. Quer jogar golfe hoje? O pessoal do clube vai se reunir hoje.
— Não sei, Z… — Louis até queria, mas no momento em que Zayn citou o fato de os amigos deles estarem lá, o médico perdeu a vontade de ir. Mesmo que fossem também seus amigos, não gostava de garotos que ainda viviam às custas do pai e só sabiam sair por aí exibindo modelos e carrões. Louis tinha muito dinheiro, mas desaprovava essa vida de ostentação.
— Vamos! — Malik incentivou. — Quem sabe você pode fazer companhia pro Harry, ele gosta de você e não gosta de golfe. — Ele riu quando concluiu, mas Louis permaneceu sério.
— E vai passar o sábado fazendo coisas que seu namorado não gosta? — O médico logo disparou. — Depois não sabe porque está com problemas no relacionamento.
— Ah está tudo bem agora, ele até topou ir sem problemas. Ontem fizemos o que ele queria fazer, e hoje faremos o que eu quero fazer. Assim o relacionamento fica democrático. — Zayn estava relativamente orgulhoso daquele acordo que tinha feito com Harry.
— Democrático. — Louis riu ao ouvir que aquela era a definição do relacionamento, mas resolveu não se aprofundar muito. Na realidade, sabia que não deveria estar feliz, mas estava, com a possibilidade de rever Styles. — Certo, eu te encontro lá mais tarde, ainda preciso fazer umas coisas aqui em casa.
— Beleza, te vejo daqui a pouco. — Zayn respondeu e os dois desligaram o telefone em seguida.
O pensamento original de Louis em relação àquilo era que ele iria tentar consertar as coisas e, de fato, mostrar a Harry que não, ele não era o tipo de cara que saía dando em cima do namorado de seu melhor amigo. De fato, o médico era mesmo do tipo conquistador, ele sempre se envolvia com vários homens em curtos espaços de tempo, mas não se comprometia, não iludia e sempre deixava claro que, o que ele tinha a oferecer naquele momento era, no máximo, um relacionamento sem compromisso, onde não houvesse cobranças e ambos pudessem ter outras pessoas se quisessem. Tomlinson não tinha ideia que a maioria de seus amigos e colegas tinha: casar e constituir família não era algo que estava em seus planos.
Teve que admitir que seus sentimentos por Styles estavam tomando um rumo completamente diferente do que ele estava acostumado e não era justo fazer aquilo com ele e com Zayn. Aquele dia, ele teria que demonstrar ao pintor que realmente ele respeitava o relacionamento dele com seu melhor amigo.
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Zayn desceu as escadas correndo assim que disse ao namorado que o esperaria no carro. Ele passou rapidamente pela cozinha, pegou um pedaço de pão com manteiga de amendoim e passou pela sala a passos largos. De fato, ele havia novamente se desacostumado a dirigir, já não usava mais seu próprio carro. Descobriu que gostava mais quando Liam o levava aos lugares — com exceção do trabalho, que ia com seu próprio veículo — e ele não precisava se preocupar em não beber muito, pois não precisaria dirigir. Harry, particularmente, não gostava muito daquela ideia, mas achou que já estava sendo implicante demais e reclamando por qualquer coisa.
Zayn passou pela porta e logo viu Liam ao lado do carro esperando por ele. O motorista não o viu, olhava na direção oposta de Zayn e, por uma fração de segundo, Malik o percebeu diferente naquele dia. Sorriu para si mesmo ao perceber que ele parecia cantarolar alguma música conforme colocava o quepe olhando-se pelo retrovisor do carro. Foi uma visão simples que normalmente não significaria nada, mas ao menos naquele instante, Zayn lembrou-se de como Liam costumava fazê-lo se sentir.
FLASHBACK
Dez anos atrás
Uma semana antes de seu aniversário de 15 anos, Zayn acabou cedendo à pressão de Trisha, que queria levá-lo a um restaurante caro para jantar com a família e, depois, ele poderia ir para a festa com seus amigos. Ele concordou, contanto que pudesse levar Liam com ele. Depois de muita conversa com o garoto, que já sentia-se deslocado o suficiente, Payne acabou aceitando. Afinal, era muito difícil negar qualquer coisa para aqueles olhos castanhos pidões que sempre conseguiam o que queriam.
Os dois tinham jantado com Yaser e Trisha num restaurante famoso na Melrose, no centro de Los Angeles. Ficaram no local por cerca de uma hora e, logo em seguida, foram para o Iate Clube do qual a família de Zayn fazia parte. A festa de Malik seria em um dos iates de Yaser, que já estava preparado para receber convidados e alguns parentes distantes de Zayn.
Liam estava com um mau pressentimento daquilo, não queria ir àquela festa, já sentia há anos a hostilidade dos amigos de Zayn para com ele, apesar de Malik insistir que nada daquilo importava. Os dois chegaram ao local e, obviamente, todos cercaram Zayn imediatamente. Liam não sentiu-se m*l por praticamente não ser notado ou cumprimentado por ninguém, era a festa de Zayn, ele entendia que todas as atenções seriam pra ele. Payne pegou um copo de suco e ficou no convés, olhando o mar e, de vez em quando, olhava de longe para Zayn que dançava com algumas garotas e parecia extremamente feliz.
Malik, por sua vez, estava se divertindo bastante, era tudo que ele precisava, estava dando uma festa que sabia que seus amigos comentariam por dias e a escola toda ficaria sabendo. De longe, viu Liam olhando pra ele com um sorriso discreto, era bonito como o vento mexia com os cabelos dele e, apesar de não estar vestindo nada caro, os sapatos e pretos da mesma cor do jeans combinavam perfeitamente com a blusa branca que ele vestia, era um pouco maior do que ele, mas destacava seus ombros largos e escondia parte de suas mãos dentro das mangas.
Como ele não tinha percebido antes o quanto aquele homem era bonito?
Ele desceu as escadas até o primeiro andar do convés onde Liam estava, pedindo licença para as pessoas, era como se, de repente, muita coisa fizesse sentido pra ele, seu coração estava acelerado e não era por causa da dança. Algumas pessoas tentaram pará-lo no meio do caminho, mas ele estava determinado a chegar até Payne.
Liam não sabia exatamente o que estava acontecendo, apenas perdeu Zayn de vista por alguns minutos para logo vê-lo de novo quase marchando em sua direção. Liam sorriu quando o outro chegou mais perto, apesar de estar confuso com o jeito com o qual ele olhava em seus olhos.
— Oi. — Liam começou já que o outro não disse nada. — Está se divertindo?
— Vem comigo. — Zayn não apenas ignorou o pequeno diálogo, como o pegou pela mão e o arrastou para dentro da cabine. Liam não entendeu, mas seguiu, confiava em Malik, era óbvio que iria com ele.
Zayn fechou a porta abafando um pouco a música do lado de fora, não havia ninguém naquela parte do iate. Zayn não sabia bem por onde começar e já não tinha certeza do porque tinha feito aquilo, uma insegurança grande lhe correu pela espinha.
— Zayn, está tudo bem? — Liam perguntou ao ver os olhos vidrados do outro. Payne estava oficialmente confuso com o que estava acontecendo.
— Eu acho que estou apaixonado por você. — Zayn disse mais para si mesmo do que para Liam. Payne paralisou, esqueceu-se quase até de respirar. — Entendo se não estiver, eu só senti que tinha que dizer isso.
Agora quem estava um pouco chocado era Zayn, Liam não se movia, estava olhando pra ele como se visse uma outra pessoa, como se não fosse capaz de mover suas pernas. E os dois se encararam por alguns longos segundos que pareceram mais tempo do que realmente era. Num impulso, Zayn o puxou para um beijo muito mais agressivo do que ele tinha planejado e Liam o correspondeu na mesma hora. Os dois tinham acabado de se reencontrar, não era mais um encontro de corpos, aquele beijo selou suas almas e era como se desse início a novas perspectivas e visões de mundo. Aquele amasso no convés, de mãos por todos os lados dos dois, foi o momento em que ambos descobriram coisas novas sobre suas próprias sexualidades.
Zayn pareceu esquecer-se completamente que era seu aniversário, que estavam numa festa, ele não ouvia mais nada além da respiração de Liam perto do seu rosto, o gosto de sua boca e o toque das mãos quentes dele dentro de sua camisa. Ele agarrou a b***a de Payne com as duas mãos e o imprensou contra uma das paredes. Hormônios adolescentes gritavam naquele momento e era bem capaz de eles transarem bem ali.
— Malik! — A voz de Brent Jones, colega de escola de Zayn, bradou dentro do convés quando ele abriu a porta com certa violência. Estava acompanhado de quatro outros rapazes e, ao verem a cena, todos riram.
Zayn soltou-se de Liam num susto, não era como se fosse alguma novidade que ele gostasse de homem, ele tinha contado a seus amigos seu interesse pelo sexo masculino também, o clímax do momento não era exatamente aquele. Payne fechou as calças ao perceber que Zayn havia aberto o zíper e o botão, estava corado fosse por ter sido pego no flagra, quanto pelo sangue tirando racha em suas veias.
— É sério isso? — Brent continuou entrando no recinto seguido dos amigos que apenas riram. — Achei que você iria passar seu aniversário dando uns amassos na Perrie. Ela está espalhando pra todo mundo que vocês estão namorando.
— Zayn tá comendo a filho da empregada? — Outro amigo de Zayn, Julian, dizia entre risos. — Não acredito, cara. Quer dizer, tem tanto homem aqui e você vai escolher fazer sua “estréia” com o Liam? — Os outros acompanharam Julian nos risos.
Liam sentia-se tão humilhado que não conseguiu responder. Pensou que Zayn fosse abrir a boca para ao menos defendê-lo ou xingar os amigos, mas tudo que Malik fez foi respirar fundo e também rir, sem realmente achar graça.
— O que tem de errado em fazer um pouco de caridade? — A resposta de Malik fez os amigos rirem e fez Liam desejar atirar-se no mar da praia de Santa Monica e sumir da face da terra.
Caridade? Ele estava no canto dele, cuidando da sua própria vida e, mesmo sendo completamente ignorado por Zayn a noite toda, ficou feliz ao vê-lo se divertindo, não cobrou atenção e sequer pensou m*l dele, era a pessoa que ele mais se importava naquela noite. Mas Malik foi quem veio atrás dele, Zayn foi quem o arrastou para aquele lugar e tomou conta de toda a situação, ainda dizendo que estava apaixonado por ele. Se Liam tivesse forças ou coragem o suficiente, quebraria a cara de Zayn bem ali.
— Tá certo, você tem razão. — Brent respondeu após os risos cessarem. — Estávamos achando que você estava de romance com esse cara aí, fala sério, Z. — Ele concluiu e Zayn voltou a rir. — Termina isso logo, te esperamos lá em cima, Perrie está lá também.
Os cinco amigos de Malik deixaram a cabine e, novamente, Zayn e Liam estavam sozinhos. Payne estava tão chocado e magoado que sequer conseguia pensar em algo pra dizer. Seus olhos encheram-se de lágrimas e sua visão começou a ficar embaçada. Sobre os ombros de Zayn, uma culpa quase insuportável caiu. O moreno dos olhos bonitos sentiu como se tivesse enfiado uma flecha dentro do coração de Liam e, tudo que enxergava agora, era ele sangrando.
— Liam, eu não quis dizer… — Ele tocou o ombro do outro que imediatamente se afastou negando-se.
Ele não deixou Zayn falar, não queria sequer mais ouvir a voz dele, não olhou mais em seus olhos. Nunca mais. Dentro do taxi que chamou para ir pra casa, Liam chorou e jurou para si mesmo que nunca mais iria passar por aquilo.
Ele não sabia, mas Zayn igualmente nunca mais se perdoou por aquilo.
FIM DO FLASHBACK
Zayn não sabia exatamente o motivo daquela lembrança ter o atingido em cheio justamente naquela manhã, mas estava ali, novamente o fazendo sentir arrependido e até mesmo forçando-o a pensar no quanto sua vida poderia estar diferente se ele tivesse tido uma atitude diferente naquela noite.
— Ei. — Ele disse quando chegou perto do motorista. Colocou as mãos nos bolsos do shorts bege e também usava um tênis branco confortável. A camiseta polo era verde-clara e mostrava o emblema da marca Ralf Lauren.
— Bom dia, Zayn. — Ainda era estranho para Liam referir-se ao outro pelo primeiro nome depois de tantos anos sem fazê-lo, mas ele sorriu simpático ao cumprimentar o outro. Com um movimento clássico, abriu a porta do banco de trás para Zayn entrar.
Mas Zayn não entrou, apenas manteve seus olhos nos de Liam e, como se pudesse saber que o outro estava pensando a mesma coisa, Payne lembrou-se daquele primeiro beijo dos dois, pois Malik olhava pra ele do mesmo jeito que fez naquela noite, com um certo desespero mesclado com uma insegurança adolescente, que fez até mesmo Liam se arrepiar.
Ele queria dizer algo, queria poder explicar-se e aquela necessidade de dizer a ele que era verdade, ele o amou muito quando era adolescente, estava crescendo. O que era, automaticamente, extremamente inapropriado. Quem acordava numa manhã de sábado e dizia aquele tipo de coisa há uma pessoa que havia magoado tão fortemente há tantos anos atrás? Ainda mais depois de terem passado dois anos sem trocar uma só palavra.
— Está tudo bem? — Liam perguntou ao perceber que Zayn não estava movendo-se a fim de entrar no carro.
— Está. — “Não, está tudo errado”, Zayn pensou, mas preferiu a resposta mais rápida. — Liam… E se você não fosse o motorista hoje? — Zayn disse, de sobressalto.
— Como é? — Obviamente que Payne não entendeu.
— Eu dirijo. É sábado, quero que nos acompanhe no Clube de Golfe como meu convidado, não como meu motorista. — Zayn disse aquilo sabendo que pouco direito tinha de pedir aquilo, mas arriscou. Liam sorriu sem graça.
— Eu não acho que seja apropriado, Zayn, mas agradeço o convite. — Payne respondeu quase entrando em pânico ao pensar que iria ter que lidar com os amigos de Zayn.
— Liam, por favor… Diga sim. — E lá estava Malik com aqueles olhos de novo e Liam pensando que foi exatamente a mesma coisa que ele disse quando o convenceu a ir em seu aniversário.
— Zayn, eu não quero. — Liam disse mais direto, mas sem olhar nos olhos castanhos do outro, pois sabia que iria ceder e aquele ciclo vicioso iria começar de novo. — Iremos ao jogo no final do mês, e...
— Eu vou gostar muito da sua companhia. — Mas Zayn não parecia estar disposto a desistir. — Sei que gosta de golfe, seu pai jogava com o meu.
— Zayn, por favor, não faça isso comigo. — Payne sussurrou e os dois voltaram a ter quinze anos por um segundo.
— Sinto sua falta. — Malik sequer estava pensando mais. Deu mais um passo na direção do outro que ainda recusava-se a olhar pra ele.
Antes que ambos pudessem ponderar o que estava acontecendo, Harry Styles fecha a porta grande atrás de si e passa a descer escadas, estava de bom humor e feliz de poder usar suas próprias roupas. Não que Zayn aprovasse o excessivo número de trapos que Styles insistia em manter, mas não iria brigar por causa daquilo mais.
— Bom dia, Liam. — Harry disse sorridente, colocando-se ao lado de Zayn. — Desculpe demorar, meu amor. — Styles concluiu olhando Zayn.
— Não há problemas, estava aqui convidando o Liam para ir com a gente. O que acha? — Como se a pressão para aceitar não fosse o suficiente vinda somente de Zayn, ele agora jogava a ideia para o namorado que, obviamente, gostou de saber do convite.
— Eu acho ótimo, Liam. Você precisa se divertir, é sábado. — Harry tocou no ombro do outro. — Troca essa roupa. — Styles referia-se ao terno preto de Liam que realmente lhe passava a impressão de um calor infernal.
— Tudo bem. — Liam disse rendendo-se num profundo contragosto. — Vou trocar de roupa. — Ele suspirou e, antes de sair, sentiu-se ligeiramente recompensado pelo sorriso aberto de Zayn olhando pra ele satisfeito.
Harry entrou no carro primeiro e Zayn, antes de tomar o banco do motorista, ainda seguiu Liam com os olhos por alguns segundos.
A única coisa que Malik concordava com seu eu de dez anos atrás, era que sim, aquele homem era absolutamente lindo.