Cecília acordara mais cedo que as irmãs, como sempre costumava fazer e caminhou até o jardim. A avó havia ido para a casa de um tio distante ... O que a deixaria sozinha por pelo menos uma semana, o que ela não gostava nem um pouco.
Cecília bufou arrancando uma rosa e levou-a até o nariz, respirando fundo para sentir o cheiro.
— Querida ... - A voz de seu pai fora reconhecida.
Cecília se virou para ele, encarando-o, mas limitou-se a somente sorrir.
— Vi a lamparina acesa tão cedo e só pensei que pudesse ser você. - Ele se sentou com cautela ao lado dela.
Cecília colocou a mão sobre o vergão esverdeado que tinha em seu braço, na semana passada, havia deixado uma louça cair e a quebrara. Segundo sua mãe, era a mais valiosa da propriedade. Como consequência levara uma repreensão.
— Sinto muito. - Ele sussurrou rubro. Edmund não era forte o suficiente para enfrentar a esposa, ele sabia - ou pelo menos suspeitava - as coisas quem eram feitas com a filha longe de seus olhos, mas simplesmente não conseguia impor-se a Andrea. Não podia ...
— Bati na escrivaninha do quarto. - Mentiu como forma de tentar fazê-lo se sentir menos pior. — Já está indo para o trabalho? .- Perguntou mudando de assunto.
O pai assentiu.
— Gostaria de lhe pedir um favor. - Falou entredentes.
Cecília indicou com a cabeça para que ele dissesse.
— Suas irmãs e sua mãe não são tão ajuizadas e ... Eu gostaria que ... Ficasse de olho em Suzie e a proximidade com o Duque.
Ela deixou os lábios caírem e se afastou, por Deus, aos dezessete anos tudo o que menos desejava era ficar de babá. Ainda mais tratando-se de Suzane.
— Papai, não me peça isso. - Balbuciou alisando a flor.
Edmund tomou a mão dela e apertou.
— Ela não precisa saber que o está fazendo, por favor ... Deve saber que o Duque é nossa melhor opção de encontrar bons maridos para você e Lydia.
Cecília assentiu, engolindo em seco. Não sonhava em se casar no momento, estreara na sociedade a pouco e tivera um milhão de propostas, mas nenhuma havia sido tentadora o suficiente, ainda que, almejasse todos os dias estar longe de onde morava - mais especificamente, das pessoas com quem morava. -
— Certo, farei. - Disse sem muitas opções.
Edmund levantou-se, beijou a testa de sua filha e fora em busca de cumprir suas obrigações.
— Amo-a. - Cecília assentiu, não conseguia confirmar completamente em suas palavras.
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Blake planejara passear pela extensa propriedade com a futura noiva, não teriam muito tempo até firmar o compromisso, portanto, precisava ao menos conhecê-la. Ele escreveu uma missiva, curta e elegante, mandara enviar ao quarto de Suzane e após o desjejum seguiu para o local que indicara.
Havia visto de relance Lydia, mas ainda não tivera o prazer de ver Cecília e por Deus, preferiria que fosse assim. Andrea, por outro lado, fora uma receptiva anfitriã esperando-o para o desjejum.
Ele estava recostado tranquilamente sob uma árvore quando a viu se aproximar, Suzane estava acompanhada de uma dama de companhia, o que não poderia ser diferente. Ela carregava na cabeça em gigantesco chapéu cheio de parafernálias, e optara por um vestido azul claro, o que deixava-a incrivelmente bela.
— Vossa graça. - Sussurrou fazendo uma curta mensura ao Duque.
Blake tomou a mão enluvada de Suzane e levando-a aos lábios, beijou.
— Srta. Sheffield.
Ele a cedeu o braço, e naquele exato momento ela sentiu a respiração desregular-se. Era o homem mais bonito que já tinha visto em toda sua vida, seus quase dois metros de altura o deixava ainda mais atraente. Blake não era o tipo de homem que passava despercebido, com seu olhar azul e astuto, ombros largos e cabelo desgrenhado, era o sinônimo perfeito de perfeição.
— O dia está muitíssimo agradável para um passeio, obrigada pelo convite. - Suzane disse com um meio sorriso. O sol batia diretamente em seus olhos, deixando-os ainda mais azuis.
— Estou certo de que será muito interessante para que possamos nos conhecer melhor, senhorita. - Blake respondeu cortês.
— Oh ... De fato. - Ela assentiu.
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