My love is on fire (parte 2)

3750 Palavras
— Sehun, eu ahn deveria estar na escola. – gemi com seus beijos em meu pescoço e a forma como se movia em um ritmo intenso em meu interior, me fazendo revirar os olhos e apertar seus braços. — Eu te levo, não se preocupe. – Sehun mordeu os lábios e segurou minhas pernas com força, estocando rápido e forte. — N-não... Senão eu não vou poder ir trabalhar depois... Eu preciso faltar amor. – respondi gemendo, eu queria ele mais perto, mas a barriga estava tão grande, eu já estava no sétimo mês. — Tudo bem, fica em casa, só aproveita, isso está tão bom. – disse num tom meio manhoso e se retirou do meu interior, deitando ao meu lado e me puxando para um beijo. Sehun era todo cheio de carinho, mas também tinha uma carência de sexo que eu só fui descobrir quando comecei o namorar a sério, pois o olhando, o cara que trocava só beijinhos e não insistia para que eu dormisse em sua casa, não me parecia esse viciado. Meu namorado passou as mãos grandes por minhas coxas, subindo para minhas nádega ,as separando, e dessa vez me penetrando por trás, de uma forma mais lenta e que ele pudesse me tocar mais, beijar meus ombros, meu pescoço, me fazer gemer muito mais com seus carinhos do que com o pênis que se movia dentro de mim de forma lenta, me levando a loucura, fazendo meu corpo suar mesmo sem me mover muito, me deixando quente. Ainda que eu não tivesse tirado Jongin da minha cabeça e meu coração, eu amava Sehun. Eu estava perdido naqueles sentimentos e sensações quando o toque chato do iPhone que o Sehun me deu começou a soar. — Você sabe que é ele, não atende. – murmurou em meu ouvido, tocando meus m*****s e me dando estocadas fortes. — Pode ser importante, amor. – peguei o telefone e atendi – Oi, Jongin. — Onde você está? — Em casa, não vou para a escola hoje. — Como não? Precisamos estudar pra prova da faculdade. — Talvez eu nem chegue a fazer as provas e-e... Se eu fosse atrasado ia me atrasar para o trabalho isso não dava... Eu hm... – Sehun sorriu de forma sapeca por eu não ter conseguido segurar o gemido, já que ele se recusou a parar os movimentos. — Você está... Transando com ele? Suspirei e fiquei em silêncio, sentindo os beijos e Sehun em meu corpo. — Não. — Eu vejo você mais tarde. Jongin desligou o telefone parecendo realmente magoado, mas eu não tive nem tempo de pensar nisso quando o telefone foi tirado da minha mão e meus lábios foram tomados para continuar novamente naquela mistura de sensações. {•••} — Você. Tem. Certeza. De que. Não quer. Que eu te. Leve para o. Trabalho? – perguntou me dando selinhos entre a frase, me fazendo rir é o puxar para o um beijo de verdade. — Sim, eu vou de ônibus. Trabalhe tranquilo, eu te aviso tudo que eu fizer, eu juro. – disse abraçando seu corpo — Sehun eu... — Eu sei Soo, isso está em mim também. – sussurrou em meu ouvido e acaricio minhas costas — A gente conversa a noite. Concordei e fechei a porta assim que ele saiu. Eu não tinha muito o que fazer em casa, Sehun deixava tudo em ordem, eu tinha no máximo uma roupa pra recolher e a louça que eu sujei pra limpar, mas ele não queria que eu o fizesse, por ele eu nem trabalharia, eu nunca tinha conhecido um homem tão bom quanto Sehun. Já estava quase na hora do meu trabalho quando ouvi a companhia tocar. — Jongin, o que está fazendo aqui? – perguntei vendo que ele também não vestia o uniforme da escola. — Meu trabalho é aqui perto, eu queria te ver. – disse entrando, apenas fechei a porta e ele se escorou nela – Eu senti saudade de você. — Por que eu não fui pra aula? Isso é realmente o importante? – perguntei e senti suas mãos em minhas bochechas, um carinho sutil, enquanto ele negava com a cabeça. — Nem de longe foi por você não ter ido a aula, bebê. – Jongin fez um gesto tão rápido que eu não fui capaz de me afastar de seus lábios contra os meus, um beijo lento e cheio de um sentimento indecifrável – Eu senti saudade do seu sorriso. Agora eu preciso ir. – Jongin deixou um beijo em minha testa e saiu de minha casa, do mesmo jeito que entrou; indecifrável. Eu fui para o trabalho com minha cabeça longe, na verdade era como se eu nem estivesse mais aqui. Minha boca ainda formigava sentindo o beijo de Jongin, assim como eu sentia suas mãos quentes em meu corpo. Eu lembrei de cada sorriso que demos juntos e de como tinha sido incrível a nossa primeira vez. — Soo, você está bem? – murmurou Baekhyun, que balançava a pequena Myungh Hee em seu colo, já sonolenta pela hora da noite. — Sim, eu só preciso conversar com o Sehun. (•••) — Aconteceu alguma coisa? – perguntou Sehun, acariciando minha barriga enquanto eu estava deitado entre suas pernas, após um banho recente que levou embora o estresse do dia corrido no bar. — Na verdade aconteceu. Você sabe que antes de meu namorado você é meu amigo. — Eu sei. E tem a ver com o Jongin, não tem? — Ele veio aqui hoje. Ele me beijou. Eu fiquei confuso. – disse suspirando e deitando a cabeça no ombro de Sehun – Mas antes que pergunte, não mudou o que eu ia dizer hoje de amanhã. — Só é diferente. – Sehun completou e eu assenti, logo sentindo um abraço mais apertado – Eu entendo bem esse sentimento, Soo. E saiba que não importa o que você decida no futuro, eu vou estar sempre ao seu lado, vou ser sempre seu amigo. — Faço das suas palavras as minhas. – disse lhe dando um selo demorado. — Agora vamos dormir, não quero que eles fiquem muito agitados essa noite. — Vocês ouviram isso TaeYing e TaeHee, seu Appa não vai querer vocês correndo em casa depois. – falou bem perto da barriga, fazendo os bebês se remexerem. — Eles adoram sua voz. – comentei rindo. — Elas adoram a nós dois. – disse beijando a minha barriga. {•••} 1 MÊS DEPOIS Eu estava indo para o trabalho, como todos os outros dias, saindo de casa rumo a parada de ônibus quando simplesmente chegou a hora. Minha mente ficou em branco, eu não sabia o que fazer, mas lembro de uma senhora ligar para a ambulância, eu precisava de uma ambulância com urgência. Eu consegui mandar apenas uma mensagem para Jongin e Sehun; estão nascendo! Quando eu cheguei no hospital, me colocaram em uma cadeira de rodas e logo veio Sehun, com a malinha do bebê, ofegante, beijando meus lábios e sorrindo. — Você é o pai do bebê? – perguntou a enfermeira. Meu coração a forte, parecia que ia sair pela boca quando ouvir a voz de Jongin. — Não, são meus filhos! – seus olhos pareciam marejados e nos entramos para a sala de parto. — Jongin... — Eles já vai nascer, Soo, nossos bebês vai nascer. — disse segurando a minha mão e sorrindo. A atitude de Jongin foi tão inesperada, estava me enchendo de um misto de sentimentos que estavam enchendo o meu peito novamente, enchendo de um amor que eu achei que tivesse esquecido. — Nasceu uma menina. – disse o obstetra e logo ouvimos o chorinho do bebê, enquanto ele continuava puxando o outro. Jongin chorou ao pegar a pequena em seus braços, e logo depois eu recebi TseYing nos meus olhando para Jongin e sentindo em meu peito, o coração acelerado, que acalmou aos poucos ao ter meus lábios tomados em meio ao êxtase de ter nossos pequenos enfim em nossos braços. {•••} — Eu soube que Jongin arrumou um trabalho e está tentando comparar uma casa de verdade. – disse Sehun, sentado na cama de hospital em minha frente enquanto eu tentava dar o mama para os meus dois bebês ao mesmo tempo. — Como soube disso? — Do mesmo jeito que soube que ele te beijou outra vez. Você está mexido, não está? — Hunnie. Eu nem sei mais o que eu estou sentido. — E sobre nós? — Nada mudou. Ouvi um pigarrear na porta e Jongin entrou no quarto, chegando mais peito e pegando TaeYing no colo, assim que o pequeno terminou de mamar. Jongin pegava com jeito, com carinho, com amor. E Sehun estava certo, isso mexia comigo. A sua aceitação para com nossos filhos mexia muito comigo. — São meus filhos. – disse sérios olhando para Sehun. — Eu sei. — Eu só vou aceitar os nomes porque achei bonito. — Tudo bem. — Mas queria deixar bem claro que são meus. — Eu sei, Jongin. – Sehun balançou a cabeça para os lados e me deu um selinho — Vou arrumar nossa casa para a chegada deles, e vou deixar vocês conversar. — concordei e recebi mais um beijo, ligo vendo Sehun colocar as mãos no bolso e sair do quarto. — Eu não vou desistir, Kyungsoo. — Jongin, a cinco meses atrás a gente teve essa conversa e você não queria. — Eu fui um i*****l Kyunggie! Eu não posso perder você. E nem que eu tenha que segurar o mundo nas costas, eu não vou desistir. ••• QUATRO MESES DEPOIS Jongin não estava mentindo em suas palavras quando disse que não desistiria de nós. Ele estava tentando realmente me mostrar que ele poderia ser uma boa pessoa, que ele poderia voltar a ser o cara para quem eu me entreguei naquela noite um ano atrás. O mesmo cara com quem sempre dividi a minha vida, meus medos e minhas felicidades. Acontece que nos últimos meses, Sehun também estava sendo esse cara, ele me ajudou a construir tudo que eu e meus filhos temos hoje. Sehun foi literalmente meu anjo da guarda. E agora eu estou aqui, vendo um Jongin com olheiras de quem não dorme a três dias, trocando a fralda de TaeYing enquanto eu dava mama para TaeHee, que já quase dormia enquanto mamava. — Você deveria ter ido direto para casa Jongin, não precisava ter passado aqui hoje, você mora longe e parece estar ficando a cada dia mais cansado com esses trajetos. – disse baixinho enquanto colocava a pequena no berço. — Isso é escolha minha, Kyungsoo, eu não vou deixar de ver meus filhos um dia se quer, por mim tanto você quanto eles estariam na minha casa e você sabe disso. — Não é tão simples... — Porque você não quer. Você tem uma amizade com Sehun, não é um relacionamento como o nosso. — Nós não temos um relacionamento. – disse pegando TaeYing de seus braços e sentando na poltrona com ele, começando a amamentar meu filho. — Cheguei, amor. – disse Sehun entrando no quarto e sempre que seus olhos cruzavam com os de Jongin parecia que raios saiam entre eles. – Oi, Jongin. — Eu volto amanhã. – disse Jongin e deu um beijo em cada um dos bebês, logo depois um em minha testa e saiu, sem cumprimentar Sehun de volta. — Bem educado ele. – comentou sehun em tom irônico. — Um dia ele se acostuma, Hunnie. – disse baixinho. — Uhum... eu vou tomar um banho e encontro você no quarto. (...) Depois de alimentar TaeYing e niná-lo, fui para o quarto, onde Sehun já se encontrava deitado, vestindo apenas uma boxer branca. Sorri e engatinhei na cama, até minha cabeça estar no nível de seu peito, onde deitei. — O que queria falar, amor? – perguntei beijando seu peito e acariciando sua pele. — Hm... eu vou ter que ir pra China essa semana. — E ele vai estar lá? – perguntei olhando para seus olhos. — Estará sim. Mas não quero que fique preocupado com isso antes do tempo. — O importante é que mesmo que a gente não for um casal, vamos seguir juntos, certo? – perguntei entrelaçando nossos dedos. — Certo. – sorriu e beijou meus lábios – Mas como somos um casal, vamos aproveitar muito como um. – disse malicioso, me virando na cama e deitando entre minhas pernas, me fazendo sorrir. E enquanto estávamos entre beijos e sorrisos, eu sabia que aquela era nossa última vez como um casal de verdade. (...) SEIS MESES DEPOIS O tempo às vezes passa muito mais rápido do que podemos pensar, ele transforma nossa vida em um piscar de olhos, de um jeito que muitas vezes não esperamos. Mesmo que o que eu tivesse com Sehun fosse acima de tudo uma grande amizade, eu não estava pronto para aquilo, eu não estava pronto para perdê-lo, não depois de tanto tempo, não agora que nossos filhos já estavam com um ano e parecia que as coisas iam se acertar entre ele e Jongin. Mas seria egoísmo demais da minha parte querer apenas a minha felicidade, desejar que ele fique comigo e Jongin se dedique apenas aos nossos filhos, isso é errado. Ao mesmo tempo que eu acho injusto ele ir embora agora que tudo parecia tão feliz. Eu estava perdido em meus próprios pensamentos, sem entender a mim mesmo, sem conseguir processar todas as suas palavras e o sentimento de angústia que elas me traziam. — Amor, eu não quero que fique magoado, comigo. — Você vai pra China, Sehun, pra China! É longe demais! O que eu vou fazer aqui sem você? — Você nunca vai estar sem mim, Kyungsoo, nunca! Além do mais, eu pretendo vir morar aqui quando o Luhan tiver o bebê. Mas não se preocupe, essa casa vai ficar para você e os bebês. — Eu estou me sentindo egoísta, eu não queria te perder agora. – disse sentando em seu colo. — Desculpe bebê, eu sei que fui fraco. — Tanto quanto eu sempre fui com Jongin, mas antes de ir...Quero uma última noite com você. – disse e beijei seus lábios, rapidamente sendo retribuído com todo o seu carinho. Sehun me pegou no colo e levou para o nosso quarto, tirando nossas roupas e beijando todo meu corpo. Eu gostava do carinho que ele me dava, dos seus beijos e seus toques. Eu estava com saudade de Sehun, de senti-lo daquela forma íntima, de subir sobre seu corpo e rebolar até sentir meu corpo suar, enquanto nossos gemidos saiam baixos e os supostos ficavam presos em nossos lábios que pouco se juntavam durante os movimentos. Aproveitei ao máximo aquela noite, sentindo tudo que eu podia de Sehun, deixando claro que o amava a cada toque, pois eu sabia que seria a última vez. (...) Quando Sehun foi definitivamente embora para a China, que já estava com uma gestação avançada, eu achei que eu iria me sentir sozinho naquela casa enorme. Há três meses eu havia terminado o ensino médio, feito as provas e começado uma faculdade a distância, meus bebês já tinham um ano de idade e eu ainda não tinha voltado para o trabalho ainda, nunca foi difícil viver com o salário do Sehun, mas agora eu estava pensando em como seria minha vida sem ele. Por mais que tivéssemos um acordo mútuo de que nossa amizade e os laços que criamos não seriam desfeitos mesmo se voltássemos com aqueles que realmente amamos, eu nunca me imaginei sem ele, nem por um momento da minha vida eu acreditei que realmente voltaríamos com eles. Nosso relacionamento teve teoricamente traições, de ambas as partes, Luhan esperava um filho de Sehun e Jongin permanecia em minha vida dia após dia, mesmo com tudo isso, com essa relação nada convencional, eu realmente nunca achei que ele fosse ir embora. Ouvi um barulho na porta e a princípio estranhei ser alguém aquele horário, já era mais de meia noite de um dia de semana, Jongin era a única pessoa que me visitava em horários nada convencionais, mas dado o seu trabalho, duvidei que fosse ele. Me surpreendi ao ver Baekhyun e Chanyeol em minha porta, o maior com a pequena Myung Hee dormindo em seus braços de forma fofa. Dei passagem para que eles entrassem e, em silêncio, recebi um abraço de Baekhyun, que parecia saber que eu precisava de seu conforto, enquanto Chanyeol apenas sussurrou que levaria a pequena para o meu quarto, logo voltando para a sala onde eu estava sentado com Baekhyun. — Kyungsoo, sabe que se precisar do emprego no bar, ele ainda está esperando por você. — Obrigado, Chanyeol, eu na verdade nem sei o que fazer, eu estava pensando sobre tudo isso. — Eu imagino Soo. – disse Baekhyun de forma doce – Mas o Sehun me disse que as despesas da casa, como água, luz, hipoteca, ele vai continuar mantendo, não tem com o que se preocupar e quanto aos gêmeos, eu ajudo a cuidar deles, o Jongin chega por volta de 19 horas, certo? Ele sempre vem ficar com as crianças crianças depois mesmo, não seria incomodo. — Nem me fale em Jongin, não sei como minha relação com ele vai ficar, agora ele vai achar que está um território fácil para voltar comigo e na verdade eu estou muito confuso. Eu amo o seu irmão, Baekkie, mesmo dessa forma confusa. — Eu sei, ele também te ama Soo, mas pelo que eu sei isto era um acordo de vocês, certo? — Sim... eu só ainda não sei viver sem ele. – disse em um sorriso um tanto choroso, tento novamente meu corpo abraçado por Baekhyun. (...) DOIS ANOS DEPOIS Assim como havíamos prometido um ao outro, Sehun nunca me deixou, isso foi uma coisa que Luhan demorou a entender, Jongin também. Era difícil para aqueles que estavam fora, entender como funcionava a nossa amizade, nutriamos um amor de verdade um pelo outro, e mesmo que não fosse o amor como aqueles que damos para um parceiro, era muito mais forte que um amor qualque. Sehun realmente veio morar com Luhan em Seul quando o filho que os dois tiveram completou sete meses, assim ele nunca precisou ficar longe de TaeYing e TaeHee, que o chamavam de Tio Sehun, mas nutriam por ele o mesmo sentimento que tinham por Jongin. Minha vida seguia assim, um tanto monótona, tentando evitar Jongin que passava muito tempo aqui por causa do meu trabalho, mas pelo menos eu seguia. (...) Aquilo foi o primeiro aniversário das crianças que Sehun não conseguiu comparecer. Jongin e eu limpávamos a bagunça de uma festa infantil, mas estávamos tão cansados que o que acabamos fazendo mesmo foi deitar no sofá comendo alguns salgadinhos enquanto nossos filhos dormiam. — Eu estou muito cansado, essa semana foi horrível! – disse Jongin suspirando – Me deixa ficar aqui, ninguém merece dirigir cansado desse jeito quase uma da manhã, posso acabar sofrendo um acidente. – disse de uma forma tão fofa que eu ri. — Eu só deixo porque também estou cansado, não aguento mais essa semana, graças a Deus amanhã é sábado. Mal tive tempo de me dar conta quando esse sorriso virou um beijo, quando seus lábios macios já estavam sobre os meus. Há muitos anos eu não beijava Jongin, e desde que Sehun foi embora eu não havia beijado outro alguém, eu sentia saudade sim, eu ainda amava Jongin sim, e apesar de tudo que ele fez, apesar dele ter realmente mudado por nossa família, de estar sempre focado em nossos filhos e se esforçar para manter tudo em ordem, nada parecia o bastante para tirar o medo que ele colocou sobre meus ombros no dia em que resolveu ir embora. Eu sempre tive o medo dessa hora chegar, de ceder ao seu beijo, de estar fragilizado ao ponto de deixar toda a mistura de sentimentos que eu senti nos últimos anos vencer todo a muralha que eu havia construído não só em mim mesmo como entre nós. Mas como era de se esperar, seu beijo estava me derretendo pouco a pouco, meu corpo foi deitando sobre o sofá com o seu sobre o meu, enquanto Jongin sugava meus lábios como se sua vida dependesse disso. — Jongin... — Por favor, eu estou com tanta saudade... Eu não conseguiria mentir e dizer que eu não queria aquilo também, por isso apenas cedi ao que eu tanto queria, deixando que nossas roupas fossem caindo ao chão pouco a pouco enquanto seus lábios descobriram novos caminhos em minhas curvas. Me entreguei a Jongin sem nem pensar nas consequências. Estava bom estar entre seus braços naquela noite, no meio da minha sala de estar, ainda bagunçada pela recente festa infantil dos nossos filhos. Era bom sentir seus beijos novamente e seus movimentos em meu interior. Apenas me concentrei em fechar os olhos e gemer baixinho o seu nome, enquanto cavalgava rápido, me segurando em seu peito e na guarda do sofá. No fim daquele ato me senti um adolescente novamente, fazendo algo errado quando os pais não estão em casa. Mas Jongin não me deu muito tempo para pensar, não quando ele estava me levando ao meu quarto entre beijos, pronto para me tomar como seu outra vez. (...) UM ANO DEPOIS — Tchau papai. – disseram os gêmeos em uníssono, beijando minhas bochechas quando me abaixei para ficar da altura deles. — Eu vou levar eles pra escolinha, tenho uma reunião sobre a fusão da empresa, uma prova na faculdade, mas eu prometo voltar para o jantar com Sehun e Luhan. – disse chegando mais perto, me fazendo abraçar meu próprio corpo. — Para de agir como se fosse meu namorado. — Eu sou seu namorado e pai dos seus filhos. – disse com um enorme sorriso. — Não é. – disse manhoso, recebendo um beijo em meus lábios. — Está me enrolando há mais de um ano, Soo... — Você merece isso para a vida toda, não somos namorados! — Ótimo, somos casados então, te vejo no jantar... Marido. – disse com tom irônico, me dando mais um selinho e descendo as escadas em direção ao seu carro. O pior de tudo isso é que eu sabia... eu sabia que meu coração sempre voltaria para Kim Jongin.
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