TERROR NARRANDO CONTINUAÇÃO.. Acordei já tarde, mais tarde do que costumo. A claridade entrava pelas frestas da cortina, riscando o quarto de um jeito que me deixou meio perdido no tempo. Rolei na cama, ainda pesado do corpo e da cabeça, até perceber o silêncio diferente da casa. Não era bem silêncio: era um silêncio preenchido. Um riso leve vinha de baixo, seguido de uns barulhinhos de brinquedo batendo. Me levantei devagar, passei a mão no rosto, arrastei os pés até a escada. Foi ali, no meio do lance de degraus, que parei. A cena me prendeu de um jeito que não costumo admitir. Safira estava sentada no tapete da sala, de pernas cruzadas, toda entregue à Raíssa. A menina, com aquele jeito ainda inseguro, se apoiava na mesinha de centro e tentava dar passos curtos, os pezinhos batendo

