CAPITULO 218 PATRÍCIA NARRANDO O silêncio do hospital era ensurdecedor. Eu estava sentada num dos bancos frios do corredor, as costas curvadas, as mãos entrelaçadas no colo, e a cabeça doendo tanto que eu m*l conseguia manter os olhos abertos. Chorava havia horas. A luz fria, o cheiro de desinfetante, os passos apressados dos enfermeiros, tudo parecia um eco distante. Minha alma estava ali, mas o coração, esse estava no quarto de UTI, deitado, imóvel… tentando sobreviver. O celular vibrou no bolso da minha calça jeans. Quase não tive força para puxá-lo. Quando olhei a tela, o nome da Bia apareceu e, por algum motivo, meu peito apertou ainda mais. — Alô… — atendi com a voz embargada, um sopro de dor. Do outro lado, a voz dela também estava quebrada. — Pati… amiga, você pode falar?

