Ecos da Cela

1069 Palavras

O despertar na prisão tinha um peso que parecia esmagar minha mente antes mesmo de abrir os olhos. O som metálico das grades, os passos ritmados e pesados dos guardas, o eco das vozes distantes — tudo me lembrava que eu não estava mais no controle. Eu me levantava, vestia o uniforme áspero e sentava na cama fria, deixando que o olhar percorresse cada detalhe da cela. A iluminação era dura, implacável, refletindo nas paredes cinzentas e no chão manchado de sujeira e umidade. Cada objeto, cada fissura nas paredes parecia contar histórias de desespero e luta, histórias que eu não queria fazer parte, mas que inevitavelmente se misturavam à minha própria. Os primeiros dias foram de confusão emocional. Sentia falta de Isa a cada instante, mas também a necessidade de manter a cabeça fria. Cada p

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