O silêncio da prisão à noite era absoluto, quase sufocante. Até que, de repente, senti passos pesados se aproximando da minha cela. Abri os olhos, ainda confuso, e me deparei com um guarda que eu nunca tinha visto antes. Alto, robusto, com uma expressão neutra demais para que eu conseguisse decifrar qualquer intenção. O coração começou a disparar imediatamente. — Enzo Morelli — disse ele, com uma voz firme e baixa — você está livre. Meu cérebro travou por um instante. Livre? Eu estava preso há semanas, vivendo um pesadelo interminável, e agora, de repente, um estranho me dizia que eu estava livre. A confusão me tomou de imediato. — O que… o que você quer dizer com “livre”? — perguntei, sentando na cama, ainda desnorteado. Ele não respondeu com palavras, apenas avançou para destrancar a

