O frio da madrugada me cortava como lâminas enquanto meus pés tocavam o chão irregular do local onde o guarda me deixara. A adrenalina ainda corria solta, meu coração martelava no peito, cada músculo pronto para reagir. Mas então, em meio à escuridão e ao silêncio, algo no horizonte capturou minha atenção: o som distante de um motor, o brilho frio de luzes refletindo em metal. Um jatinho. Meu corpo travou imediatamente. Meu instinto gritava para correr, para me proteger, mas a visão que se desenrolava diante dos meus olhos me paralisou. Não era apenas um jato comum, era um veículo de luxo, um daqueles que normalmente só se veem em capas de revistas de negócios milionários, imóveis, festas de elite. Mas não era isso que me deixava congelado. De dentro do jatinho, uma figura familiar desce

