O som das ondas me dominava, um rugido contínuo e ameaçador que parecia vibrar em meus ossos. Meu corpo ainda latejava de dor, a cabeça latejante como se cada pulsação fosse uma lembrança do golpe que Lara me deu. Mas nada poderia preparar minha mente para o que estava prestes a acontecer. A porta do quarto rangeu devagar, quase um sussurro, e uma sombra se projetou na penumbra. Primeiro, pensei que fosse apenas minha imaginação, que a escuridão estivesse pregando peças. Mas, à medida que a silhueta se aproximava, cada passo dela ecoando no piso de madeira, meu estômago se revirou. Lara estava ali. VIVA. Mais perigosa, mais insana, mais bonita e aterrorizante do que eu jamais lembraria. — Enzo… finalmente… estamos só nós — disse ela, a voz doce e venenosa ao mesmo tempo, cada sílaba carr

