Dias de espera

1371 Palavras

O tempo dentro daquela cela parecia se arrastar em câmera lenta. Cada segundo era uma eternidade, cada hora se estendia como se quisesse me lembrar de tudo que estava em jogo. Eu tentava manter a cabeça erguida, tentando me convencer de que aquilo era apenas mais um obstáculo, uma prova que eu precisava atravessar. Mas a verdade era dura: estar preso, mesmo sabendo que Isadora acreditava em mim, mesmo sabendo que meu pai estava cuidando das coisas fora dali, era uma tortura silenciosa que corria por minhas veias. As primeiras manhãs eram as mais difíceis. Acordar no frio concreto da cela, sentir o cheiro metálico do lugar, ouvir os passos distantes dos guardas, cada barulho era um lembrete de que eu não tinha liberdade, nem controle. Me sentava na cama dura, com os cotovelos nos joelhos,

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