Capítulo 51

1045 Palavras
Dante: Após nosso momento intenso no banheiro, eu me sentia extremamente satisfeito por tê-la agradado. Nos sentamos à mesa e, enquanto tomávamos café da manhã, a observei por tempo suficiente para que ela me pegasse no ato. — O que foi? Por que está me olhando assim? — Nada, só gosto de observa-la. E agradeço pelo café da manhã, mesmo que você não seja a melhor cozinheira. Mas, de qualquer forma, está bom. Ela levantou uma sobrancelha. — O quê? Só isso? — O café está bom, eu disse, levando a xícara aos lábios. — Bom?! Sophie arregalou os olhos. — Eu preparei tudo com muito carinho, acordei cedo, escolhi suas comidas favoritas e tudo que recebo é um “bom”? Contive um sorriso ao notar sua expressão indignada. — Muito bom ! Fiz as correções. Ela respirou fundo, com os braços cruzados. — Você é uma criatura irritante, Dante. — E você é cheia de drama, minha gatinha. No final, ela riu e finalizamos o café da manhã trocando provocações e olhares. Assim que nos levantamos, convidei-a para um passeio. — Temos um dia repleto de atividades pela frente. Pronta para ir? Ela pegou minha mão e sorriu. — Vamos lá. E deixamos a vila. [...] A viagem estava chegando ao fim, e eu queria aproveitar cada momento ao lado de Sophie. Desde que saímos pela manhã, ela estava radiante, vestindo um longo vestido florido, com os cabelos cacheados presos em um r**o de cavalo que balançava suavemente conforme ela andava. Eu a observava de soslaio enquanto caminhávamos pelas ruas de Roma, seu entusiasmo contrastando com minha postura mais contida. Nossa primeira parada foi a Fontana di Trevi. Sophie ficou fascinada pela grandiosidade da fonte, os olhos brilhando como se estivesse diante de um cenário de filme. — Vai jogar uma moeda? Perguntei, cruzando os braços. Ela sorriu travessa, pegou uma moeda e fechou os olhos por um segundo antes de jogá-la. — Feito! — E o que você desejou? Ela abriu um sorriso misterioso. — Se eu contar, não se realiza. Revirei os olhos, mas um canto da minha boca puxou um sorriso. Na Ponte Vecchio, em Florença, Sophie ficou encantada com as lojinhas. — Olha isso, Dante! Esse anel combina com você. — Não preciso de um anel. — Mas e um bracelete? Uma pulseira? Um chaveiro? Suspirei. — Sophie… — Certo, rabugento! Ela riu, mas logo meus olhos brilharam ao ver um conjunto de correntes com pingentes de coração divididos ao meio. Eu peguei uma e mostrou para ela — Olha essa peça, não é linda? Um coração partido, mas de um jeito bonito. Você fica com uma metade, eu com a outra. Ela encarou a peça, por um momento, mas eu já estava conversando com a vendedora, sorrindo como se tivesse acabado de tomar a melhor decisão da vida. — Você nem me deu tempo de recusar. Resmungou. — Você recusaria? Perguntei temendo que ela tivesse achado feio ou brega demais. Ela sorriu analisando a peça. — Não. Sorri vitorioso e, assim que saímos da loja, coloquei a corrente em seu lindo pescoço antes de ajustar o meu. — Agora estamos oficialmente combinando. Disse ela, satisfeita, enquanto admirava a peça. Eu apenas balancei a cabeça, segurando a outra metade do coração entre os dedos. Na Capela Sistina, no Vaticano, ela ficou boquiaberta por alguns instantes, admirando os afrescos de Michelangelo. Mas logo começou a se mexer, massageando o pescoço. — Meu Deus, como as pessoas olham para cima por tanto tempo? Isso é uma armadilha para torcicolo! Soltei um riso baixo e comecei a explicar os detalhes da obra, mas ela apenas acenava com a cabeça, ainda tentando aliviar a tensão no pescoço. O último destino do dia foi a Toscana. O clima mais tranquilo parecia perfeito para encerrar os passeios. Sentamos em uma vinícola charmosa, e Sophie decidiu experimentar vinhos locais. — Esse tem um gostinho meio frutado… Acho que vou querer outro. — Sophie… Você e álcool na mesma frase não combinam, amor. Já chega! — Ah, só mais um, Dante. Você precisa relaxar! Ela tomou mais alguns goles e, em poucos minutos, sua risada já estava mais solta, as bochechas coradas. No fim do dia, voltamos para casa. Sophie tirou os sapatos assim que entramos, suspirando de cansaço e meio cambaleando do vinho. — Foi incrível! Ela se jogou na cama, arrancando o vestido do corpo ficando só de calcinha. Eu a observei por um momento e depois disse: — Aproveite bem essa noite. É a nossa última na Itália. Me deitei ao seu lado. Ela parou, os olhos encontrando os meus. Um sorriso travesso se formou em seus lábios antes de ela se aproximar e se aconchegar em meus braços e sussurrar: — Oh, querido! Eu irei aproveitar bem. Ela deslizou a ponta da unha pelo meu abdômen desnudo até alcançar o cinto da minha calça. Eu não me movi, queria saber o que minha gatinha faria a seguir. Deixei que ela fizesse sua exploração. Ela se levantou de repente e tirou minha calça junto com a cueca. De maneira inesperada, ela pegou o "Dante Junior" e o mordeu. Meus olhos se arregalaram e meu coração parecia prestes a sair pela boca. Era simplesmente incrível. Ela chupava a cabeça dele como se fosse um pirulito. Eu soltei um gemido e me levantei, tamanha era a excitação. Olhei para baixo e a travessa estava sorrindo. Ela começou a chupar com ainda mais intensidade, e meus dedos dos pés se contraíram. — Uau! Exclamei ao sentir o fogo se espalhando pelo meu corpo. Meu peito subia e descia desproporcionalmente, eu sabia que não ia aguentar por muito tempo. — p***a, é bom demais. E a minha Sophie tinha uma boca simplesmente espectacular. Estava prestes a vivenciar um dos melhores orgasmos proporcionados pela boca da minha Sophie. Quis me aventurar, mas decidi esperar que ela tomasse a iniciativa. Coloquei a mão em seus cabelos, tentando afastá-la, mas ela me deu um tapa. Eu grunhi como um adolescente ao atingir aquele intenso prazer na boca da minha mulher. Sorri como uma criança que acaba de ganhar um doce. Quando finalmente consegui me acalmar, olhei para baixo e, claro, estava pronto para retribuir, mas minha Sophie simplesmente havia adormecido.
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