Depois que terminamos o café, minha mãe inventou de lavar a louça sozinha e praticamente nos expulsou da cozinha, dizendo que "trisal novo precisa andar de mãos dadas antes que esfrie". Ri, envergonhada, mas aceitei. Saímos os três juntos. O sol não tava tão forte, uma brisa boa batia no rosto e o barulho do cotidiano da quebrada acompanhava o ritmo dos nossos passos. Eu no meio, como se fosse por instinto. Nathan de um lado, Kauê do outro. Os dois falavam pouco, mas estavam ali. Presentes. — A pracinha? — perguntei. — Melhor do que ficar em casa sem fazer nada — Kauê respondeu, com as mãos no bolso, parecendo despreocupado. — E cês não têm "corre" hoje, não? — provoquei, lançando um olhar duvidoso pros dois. — A gente tem tempo pra você — Nathan respondeu direto, e por um segundo, me

