A manhã tava quente. Sol batendo firme na laje, vapor subindo do asfalto. Eu tinha descido pra resolver umas coisas com o vapor do Campinho e aproveitei pra passar na barbearia do parceiro, só pra dar um tapa na barba. Nada demais. Tava sentado na calçada, esperando minha vez, quando ouvi uma voz atravessada vindo do outro lado da rua. — Ih, olha lá o Kauê... agora virou viadinho, né? Tá até dividindo mulher com o Nathan. Virei o rosto devagar, mastigando a raiva. Era o Diguinho. Um dos o****o que já tinha sido barrado na boca por falar mais do que devia. Nunca teve peito pra nada, mas adora uma plateia. — Que foi, Diguinho? Tá querendo saber como é ter alguém que segura os dois no peito? — falei de boa, com um meio sorriso. — Não é não, mano... só to dizendo. Que parada estranha ess

