O sol já tinha começado a baixar quando tirei o avental e fui bater meu ponto. A padaria tinha ficado cheia naquela tarde, e entre fornadas, café passado e piadinhas, o tempo voou. Eu saí com o cabelo preso num coque bagunçado e a cara de quem tava cansada, mas bem resolvida. Assim que virei a esquina da padaria, dei de cara com os dois encostados no carro. Nathan de boné virado pra trás, camisa preta que deixava as tatuagens no braço ainda mais evidentes. Kauê, com óculos escuros, mesmo com o sol já meio fraco, braço cruzado e aquela cara de "tô aqui, não tenho pressa". — Olha só quem resolveu me buscar em peso — falei, cruzando os braços e parando na frente deles. — A gente tava disputando no par ou ímpar quem ia vir. Aí decidimos empatar — Nathan respondeu, abrindo um sorrisinho de c

