53 - Lorena

1485 Palavras

O sol batia forte na calçada da rua estreita onde a Rayssa morava. Eu cheguei de short jeans folgado, a blusa cinza do Nathan, que eu não quis tirar por nada, amarrada na cintura e uma cara amarrada, porque o corpo ainda doía da cabeça aos pés, mas a curiosidade era maior que qualquer dor na lombar. Toquei na porta, e ela atendeu com aquela voz que já denunciava o humor: — Saiu da cova, foi? — Abre logo, mulher. Tô morrendo de sede e de fofoca. O portão fez aquele barulho de destrave, e eu entrei rindo. Rayssa me esperava na porta com um coque malfeito, camiseta larga e um copo de suco na mão. — Tua cara tá ótima. Mas tu anda torta. Gostou da surra, né? — Foi surra de amor e de rola — respondi sem dó, entrando direto. — Tô com o quadril pedindo arrego e a alma querendo mais. — Que n

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